Netflix pagará US$ 82 bilhões em dinheiro pela Warner para garantir compra
A Netflix concordou em adquirir os estúdios da Warner Bros. Discovery e a HBO Max em uma transação feita em dinheiro, numa tentativa de barrar a oferta rival hostil da Paramount Skydance, segundo a Variety. O acordo será de US$ 82,7 bilhões, cerca de R$ 444 bilhões.
A mudança para pagamento integral em dinheiro "simplifica a estrutura da transação, oferece maior segurança de valor aos acionistas da WBD e acelera o caminho para a votação dos acionistas", afirmaram porta-vozes das empresas à revista americana. O acordo original, anunciado em dezembro, previa cerca de 84% em dinheiro, o que deixava os acionistas expostos à volatilidade das ações da Netflix.
Com os novos termos, a votação dos acionistas da Warner Bros. Discovery poderá ocorrer até abril de 2026.
Outro ajuste importante envolve a criação da Discovery Global, que não faz parte do bolo comprado pela Netflix e que reunirá canais de televisão como CNN, TNT, TBS, HGTV, Food Network e TNT Sports. A Netflix aceitou contribuir na redução da dívida líquida dessa nova empresa, e a separação deve ser concluída entre seis e nove meses.
A transação segue prevista para ser concluída entre 12 e 18 meses após o acordo original, firmado em dezembro de 2025, e que ainda depende de aprovações regulatórias nos Estados Unidos e na Europa, além do aval dos acionistas da Warner Bros. O conselho de ambas as empresas aprovou o novo formato por unanimidade.
Enquanto isso, a Paramount Skydance continua pressionando os acionistas com uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, cerca de R$ 542 bilhões, também em dinheiro. A Paramount chegou a entrar com uma ação judicial exigindo mais transparência sobre a avaliação da Discovery Global e anunciou que pretende disputar o controle do conselho da empresa.
David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que o acordo aproxima "duas das maiores empresas de storytelling do mundo". Já Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, disse que a operação "oferece maior segurança financeira e ampliará o acesso global a conteúdos de TV e cinema."
