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Marca Bahia Notícias

Notícia

Horas antes de encontro com EUA, Dinamarca anuncia maior presença militar na Groenlândia

Por Folhapress

Foto: Divulgação / Forças Armadas Dinamarquesas

A Dinamarca afirmou nesta quarta-feira (14), horas antes de um encontro com membros do governo de Donald Trump, que reforçará sua presença militar na Groenlândia e que mantém diálogo com a Otan, aliança militar ocidental.
 

Em meio às tensões, os ministros das Relações Exteriores da Groenlândia e da Dinamarca se reunirão com o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, em Washington. O horário do encontro ainda não havia sido confirmado.
 

O presidente americano vem ameaçando tomar a ilha, hoje território autônomo dinamarquês. "Continuaremos a fortalecer nossa presença militar na Groenlândia", afirmou o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, acrescentando que há diálogos para ampliar, no âmbito da Otan, a realização de exercícios no Ártico.
 

Ainda nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Groenlândia "pertence ao seu povo" e que a população "pode contar" com apoio do bloco. Já o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, anunciou em entrevista a uma rádio que o país abrirá um consulado em Nuuk, capital do território, em fevereiro, em um sinal de apoio aos groenlandeses.
 

Em um post na rede Truth na manhã desta quarta-feira, Trump disse que a Otan seria "muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos", acrescentando que a aliança "deveria liberar o caminho". Segundo ele, é inaceitável qualquer outro cenário que não seja o de controle americano da ilha.
 

Ele ainda reforçou sua tese de que a Rússia ou a China tomarão o controle do território, caso os EUA não o façam. Pequim e Moscou aumentaram sua atividade militar na região do Ártico nos últimos anos, embora nenhum desses países tenha reivindicado expressamente a ilha, e tanto Nuuk quanto Copenhague refutam o argumento de Trump.
 

Em uma recente entrevista ao The New York Times, o presidente americano reconheceu que provavelmente terá que escolher entre preservar a integridade da Otan e manter o controle da Groenlância, estrategicamente localizada e rica em minerais.
 

A Dinamarca, incluindo a Groenlândia, é membro da aliança militar, que nunca viu um de seus integrantes atacar diretamente o outro. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já afirmou que uma eventual ação dos EUA iria acabar com a organização. Declaração parecida foi dada pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
 

A Dinamarca enfrenta crescente pressão para reforçar as defesas do Ártico a fim de conter as tensões geopolíticas.
 

Existe desde 1951 um acordo de defesa entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que essencialmente dá às forças americanas livre acesso ao território da Groenlândia após notificar as autoridades locais. Washington mantém uma base militar no local desde a Segunda Guerra Mundial.
 

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, tem reiterado o compromisso da ilha com a Dinamarca, descartando a possibilidade de se tornar um território dos EUA.
 

O cenário político groenlandês está mudando, com líderes e residentes focando na independência a longo prazo em vez da autonomia imediata. A maioria da população se mostra preocupada com uma possível intervenção dos EUA.
 

A Groenlândia caminha rumo a uma maior autonomia desde 1979. No entanto, a ministra Naaja Nathanielsen, responsável por negócios, energia e minerais, reconheceu que não há pressa para que isso aconteça.

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