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COI acelera preparação para a Olimpíada e espera vacinação acima de 80%

Por Demétrio Vecchioli | Folhapress

Baiana Ana Marcela Cunha foi vacinada | Foto: Instagram / @anamarcela92

O COI (Comitê Olímpico Internacional) está otimista de que mais de 80% dos atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio estarão vacinados contra a Covid-19 quando a competição começar, daqui a pouco mais de dois meses.
 

Nesta sexta-feira (21) a entidade realizou a última reunião da Comissão de Coordenação para a Olimpíada e, a partir de agora, mudou o empenho de apenas organizar os Jogos para de fato entregá-los.
 

"Faltando apenas 65 dias para a Cerimônia de Abertura, agora estamos muito focados nas entregas. Os atletas de todo o mundo são gratos ao Japão por seus preparativos diligentes e estão ansiosos por uma edição dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos segura, onde eles poderão finalmente brilhar", disse Thomas Bach, presidente do COI, em declaração divulgada pela entidade.
 

A nove semanas da Olimpíada, Bach ainda não conseguiu visitar o Japão desde o início da pandemia. Ele chegou a marcar uma viagem para a semana passada, mas ela precisou ser cancelada depois que o país anfitrião dos Jogos ampliou a duração do estado de emergência contra a Covid em diversas prefeituras importantes, incluindo Tóquio. A última vez que o dirigente acompanhou in loco os preparativos para a Olimpíada foi no começo de 2020.
 

Agora, além de organizar uma competição completamente atípica, que ninguém sabe se terá a presença de público japonês —os espectadores estrangeiros já nem são cogitados—, o COI se preocupa com a imunização dos participantes.
 

Ainda nesta sexta, o comitê divulgou que até 75% dos residentes da Vila Olímpica, ou seja, atletas e membros de comissão técnica, já estão vacinados ou têm a vacina garantida. Disse também que há boas razões para acreditar que esse número será bem superior a 80% durante os Jogos.
 

"Ficou mais claro do que nunca que esses Jogos serão seguros para todos os participantes e para o povo japonês", afirmou John Coates, australiano, presidente da Comissão de Coordenação.
 

"Os preparativos para jogos seguros e protegidos estão ocorrendo de forma constante, mas estou ciente de que devemos trabalhar ainda mais para garantir que as pessoas de Tóquio e do Japão também tenham essa sensação de segurança e proteção", complementou Seiko Hashimoto, presidente há três meses do Comitê Organizador.
 

A vacinação em massa dos participantes dos Jogos —incluindo árbitros, jornalistas, cinegrafistas, entre outros profissionais— é tratada pelo COI como fundamental não apenas para a segurança desses envolvidos, mas para reverter a forte rejeição aos Jogos por parte da população japonesa.
 

A narrativa da Olimpíada é que o evento será seguro para os japoneses porque os visitantes chegarão ao país já vacinados, com menor risco de estarem infectados e passarem adiante o vírus.
 

Para assegurar essa vacinação em massa, o COI recebeu uma substancial doação do Comitê Olímpico Chinês, sede da Olimpíada de Inverno no começo do ano que vem, e outra da Pfeizer/BioNtech.
 

Nesta semana, a Panam Sports, braço do movimento olímpico nas Américas, anunciou que fechou uma série de acordos que vão oportunizar que todos os atletas do continente se vacinem, pagando a viagem deles até Houston, nos Estados Unidos, onde eles poderão tomar dose única da vacina da Johnson & Johnson no aeroporto.
 

Na reunião desta sexta, o COI também disse que está trabalhando ativamente com seus parceiros japoneses em um programa para trazer pessoal médico do exterior para apoiar a entrega segura dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
 

A ideia é reduzir a dependência dos profissionais de saúde japoneses, que já precisam se preocupar com a população local em meio à pandemia.

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