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Marca Bahia Notícias

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IBGE: inativos que não querem trabalhar aumentam 6,4% em Salvador

Por Daniela Amorim / Estadão Conteúdo

As seis principais regiões metropolitanas do País já possuem 17,374 milhões de pessoas que não procuram emprego porque não querem trabalhar, um aumento de 5,7% em relação a abril do ano anterior, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Salvador, o grupo cresceu de 1,229 milhão para 1,308 milhão em um ano, o que representa crescimento de 6,4%. No país, o montante representa 90,52% da população inativa, que ficou em 19,194 milhões de pessoas em abril. "Está aumentando o total de pessoas que não gostariam de trabalhar. São pessoas que estão na ponta da distribuição etária, acima de 60 anos de idade e abaixo de 18 anos. No que diz respeito a gênero, são, sobretudo, mulheres. Você tem tanto pessoas de baixa escolaridade, como pessoas que têm ensino médio, e até nível superior", apontou Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Segundo Adriana, a pesquisa não aponta os motivos específicos do aumento no número de pessoas que não querem trabalhar, mas é possível inferir que possa haver influência do aumento do rendimento médio da população, que permite que alguns membros da família não precisem arrumar um emprego para complementar a renda domiciliar. Esse grupo específico de inativos corresponde àquelas pessoas que não trabalharam nos últimos 365 dias nem procuraram emprego nesse período. "Esse movimento está mais ou menos difundido, mas porcentuais mais robustos estão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e um pouco de Porto Alegre. Essas regiões são as que de fato têm os maiores rendimentos médios", contou Adriana. De acordo com Adriana, a população inativa no País apresentou um ritmo maior de aumento a partir de setembro do ano passado.

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