Petroleiros paulistas fazem greve contra leilão de Libra
Os petroleiros do litoral paulista decidiram realizar greve por tempo indeterminado contra o leilão de Libra, o primeiro a ser licitado no pré-sal brasileiro, durante assembleia realizada na noite de ontem. Os grevistas também reivindicam aumento de 16,53% no salário base no âmbito das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2013. O corte na entrada dos turnos estava previsto para iniciar a partir das 23h e 0h desta sexta-feira (18), conforme informações no site do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista. A categoria vinha fazendo, na Baixada Santista, atrasos de 3h na entrada dos trabalhadores de turno na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, em Caraguatatuba, e também nas plataformas de Merluza e Mexilhão, desde a última quinta-feira (27) por meio da emissão de Permissão de Trabalho (PTs). Segundo o Sindicato, o envio de mais de mil homens da Força Nacional, Exército e outras instituições repressivas do Estado para o hotel no Rio de Janeiro, onde será realizado o leilão, é uma amostra de que, por um lado, o governo está acuado com as mobilizações feitas no país desde junho, ressaltando que o governo tentará "a todo custo" entregar uma "riqueza inalienável ao estrangeiro". O leilão de Libra agendado para a próxima segunda-feira, 21 de outubro, é, conforme o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, um "crime de lesa-pátria". "Se o governo quer nos derrotar com o Exército, temos em nossas mãos - ao lado da juventude e dos demais trabalhadores nas ruas - a capacidade de parar a maior companhia do país", conclui o Sindicato.
