Apesar de dívida bilionária, Corinthians evita caminho da SAF e defende modelo associativo
Por Redação
Apesar de acumular uma dívida bruta de R$ 2,723 bilhões, o Sport Club Corinthians Paulista defendeu o modelo associativo como caminho para sua reestruturação financeira. As informações foram divulgadas com exclusividade pela reportagem do ge nesta quarta-feira (22).
Em balanço enviado ao Conselho Fiscal e ao Conselho de Orientação (Cori), a atual gestão afirma que acompanha as mudanças estruturais no futebol brasileiro, como a adoção de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) por grandes clubes, mas entende que não há necessidade de mudança no curto prazo.
O Timão cita o acordo para renegociação de dívidas com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o RCE (Regime de Centralização de Execuções) como pilares do processo de reorganização.
Na transação tributária negociada com a PGFN e assinada em fevereiro, o clube paulista obteve um desconto de 46,6% para quitar uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União, reduzindo o valor a pagar para R$ 679 milhões. O impacto estimado na dívida total do clube é de R$ 127 milhões.
Já o RCE permite ao Corinthians suspender uma série de bloqueios de valores em contas bancárias. O acordo, estimado em cerca de R$ 450 milhões, reúne débitos com empresários, fornecedores e jogadores — incluindo valores de direitos de imagem, entre outros. O prazo para quitar esse montante é de dez anos.
