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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

saf

Ídolo do Real Madrid, Sergio Ramos pode ser investidor da SAF do Juventude
Foto: Divulgação

Seguindo a nova lógica do futebol brasileiro, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Juventude deu mais um passo para se concretizar, desta vez com um investidor já conhecido pelos amantes da pelota. O zagueiro Sergio Ramos, ex-Real Madrid, integra o grupo de investidores que negocia a compra das ações da futura SAF, a Five Eleven Capital.


Representantes do clube e investidores se reuniram nesta terça-feira (3), em uma reunião on-line. Não houve avanço na negociação; o objetivo do encontro foi retomar o contato entre as partes. A última conversa ocorreu em dezembro do ano passado.


Até o final desta semana, a empresa deve apresentar a primeira minuta de contrato para análise do Departamento Jurídico do clube. Após isso, o documento será enviado ao Conselho Deliberativo.


OUTROS INVESTIMENTOS
O Juventude não é o primeiro clube em que o ex-madridista demonstra interesse em investir. No último mês, Sergio Ramos apareceu como um dos principais interessados na compra do Sevilla, da Espanha, time onde foi revelado e pelo qual defendeu a camisa na temporada 2023/2024.

 

Aos 39 anos, Sergio Ramos deixou o Monterrey, do México, mas ainda não anunciou a aposentadoria.

Com foco no "fator casa", SAF do Flu de Feira prevê investimento de R$ 240 mi para modernizar Joia da Princesa
Foto: Divulgação / Prefeitura de Feira de Santana

O Estádio Joia da Princesa, uma das praças esportivas mais tradicionais do futebol baiano, pode passar por uma transformação profunda nos próximos anos. A SAF do Fluminense de Feira venceu o processo de concessão do equipamento e apresentou um projeto que prevê investimentos de grande porte, requalificação urbana do entorno e a retomada do estádio como o centro das atividades do futebol profissional do clube.

 

A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira — seu nome oficial — teve apenas uma proposta apresentada. O certame foi realizado em janeiro deste ano pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Touro do Sertão.

 

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o estágio atual do processo, os pilares do projeto e os planos alternativos caso o Fluminense não consiga utilizar o estádio de imediato.

 

FASE DOCUMENTAL DA CONCESSÃO
De acordo com o dirigente, o processo encontra-se atualmente na etapa documental, conduzida pelo departamento jurídico da SAF. O projeto foi concebido com estudos prévios de viabilidade econômica e urbana.

 

"Está na parte documental. O projeto do Joia foi concebido de forma completa. Contratamos, ainda na fase de confecção, uma empresa para realizar todo o estudo de viabilidade, desde a assunção até a execução, com todas as derivações de negócio possíveis", explicou Filemon.

 

O gestor ressaltou que o investimento será feito exclusivamente pela SAF, sem o modelo de Parceria Público-Privada (PPP). "A prefeitura cede o espaço e a gente faz. Todo o investimento é nosso", pontuou.

 

COMPLEXO MULTIUSO E IMPACTO URBANO
O projeto vai além da reforma dos gramados e prevê a criação de um complexo multiuso, com impacto direto na economia local. Entre as intervenções previstas estão:

  • Infraestrutura: Reformulação da arena, novos banheiros, lanchonetes e acessibilidade;
  • Comercial: Criação de uma cadeia de lojas ao redor da arquibancada com paisagismo;
  • Turismo e Negócios: Construção de um hotel com centro de convenções e alojamento para times visitantes.

 

O investimento estimado ao longo do período de concessão de 50 anos é de R$ 240 milhões. "Nada ali é ideia solta. Estudamos se cada loja cabia naquele bairro e se geraria receita. O somatório ao longo dos anos é alto, mas o prazo também é longo", frisou o presidente.

 

RESGATE DO FATOR CASA
A SAF pretende utilizar o Joia da Princesa para recuperar a força do mando de campo. A ideia é transferir parte das atividades do departamento profissional para dentro do estádio.

 

"Queremos levar o futebol profissional para dentro do Joia. Não para treinar diariamente, mas para ter treinos periódicos lá e voltar a fazer o Fluminense forte dentro de casa", explicou.

 

PLANO B
Apesar do cronograma de longo prazo, a SAF avalia intervenções emergenciais para permitir que o time jogue no estádio o quanto antes.

 

"Tenho ansiedade, mas a burocracia existe. Espero que até a Série B do Baianão essa questão já esteja encaminhada", disse Filemon.

 

Caso o estádio não esteja liberado a tempo, o plano alternativo é o município de Santo Estêvão. "Temos uma afinidade muito grande com a cidade. Já mandamos jogos da base lá e fomos muito bem recebidos. Pensamos em investir naquela praça também e criar um núcleo esportivo do Fluminense", revelou.

 

HISTÓRICO RECENTE
O Joia da Princesa foi reaberto com dois jogos oficiais no Baianão 2025 (Jacuipense x Porto e Colo-Colo x Jacobina). No último ano, o equipamento também foi palco da final da Série B estadual, vencida pelo Bahia de Feira.

 

Além do futebol masculino, o estádio recebeu partidas do Brasileiro Feminino e jogos da equipe principal do Bahia pelo Campeonato Baiano. 

SAF muda rumo do Flu de Feira e clube aposta na base como eixo de sustentabilidade
Foto: Acervo Pessoal / Bahia Notícias

O Fluminense de Feira viveu, nos últimos anos, um dos momentos mais críticos de sua história. Sem estrutura, sem recursos financeiros e com dívidas executadas na Justiça, o clube esteve próximo da extinção.

 

A criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi o ponto de inflexão que garantiu a sobrevivência da instituição e deu início a um processo de reconstrução estrutural e esportiva, que hoje tem a divisão de base como principal estratégia de sustentabilidade.

 

Atualmente, a detentora de 90% da SAF do Touro do Sertão é a Core3 Tecnologia. A aprovação da venda ocorreu em outubro de 2023, após a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária. A empresa, gerida pelos sócios André Oliveira e Filemon Neto, assumiu uma dívida de R$ 5 milhões e comprometeu-se com um aporte de R$ 20 milhões, a ser distribuído ao longo de 20 anos.

 

Em entrevista exclusiva concedida ao Bahia Notícias, o presidente da SAF do Flu de Feira, Filemon Neto, fez um balanço detalhado desde a implementação do modelo até o momento atual. Ele foi categórico ao afirmar que, sem a mudança jurídica, o clube não teria continuidade.

 

"Se a SAF não tivesse sido criada, não teria clube no ano posterior. O Fluminense chegou a um ponto em que não tinha mais ferramentas. Não tinha estrutura, não tinha recurso, eram dívidas intermináveis, tudo executado na Justiça. O clube realmente chegou ao fim", explicou o gestor.

 

Ao assumir o controle do futebol, Filemon relatou que a SAF encontrou um cenário de "abandono total", especialmente no Centro de Treinamento. Segundo o dirigente, a recuperação do clube passou, necessariamente, pela reconstrução da estrutura física, começando pelo básico.

 

"Assumimos o clube com muita dificuldade, sem credibilidade e sem recurso nenhum. O CT estava totalmente destruído; era praticamente um terreno baldio. Era aberto, as pessoas atravessavam por dentro como caminho, tinha animais lá dentro. A primeira coisa foi cercar o local e dizer: 'Pronto, aqui agora é a nossa casa'", relembrou.

 

A partir desse passo inicial, a SAF iniciou uma série de reformas para viabilizar o departamento de futebol:

  • Campos e vestiários: recuperação total dos gramados e áreas técnicas;
  • Saúde e Performance: reconstrução de academia, reativação do departamento médico e implementação de um setor de fisioterapia;
  • Logística e Alojamento: reforma geral nos alojamentos, reativação do refeitório e a compra de um ônibus próprio para o deslocamento das equipes.

 

Estrutura CT Fluminense de Feira

 

DA SOBREVIVÊNCIA AO PLANEJAMENTO
Paralelamente à reconstrução estrutural, a SAF buscou reorganizar o Fluminense de Feira sob uma lógica empresarial. Para Filemon Neto, a principal diferença entre o antigo modelo associativo e a SAF reside na busca pela sustentabilidade financeira.

 

"Como empresa, a primeira coisa que tivemos que pensar foi: como gerar a sustentabilidade desse negócio?", questionou. A resposta encontrada foi o investimento prioritário na divisão de base. "Um clube do interior só tem um caminho para se tornar sustentável: investir na base. Não tem como honrar o orçamento anual baseado apenas em retorno de competição e patrocínio. É por isso que os clubes fecham", pontuou.

 

Dentro da estratégia de fortalecer as categorias de base, a SAF também passou a investir na qualificação profissional e na troca de conhecimento com o futebol europeu. Recentemente, o clube enviou o coordenador da base para a Espanha, em um intercâmbio voltado à observação de métodos de formação e gestão de atletas.

 

Segundo Filemon Neto, a iniciativa faz parte da busca por referências que ajudem a aprimorar o trabalho desenvolvido em Feira de Santana.

 

"Entendemos que investir só em estrutura não basta; é preciso investir em conhecimento. Por isso, enviamos o nosso coordenador para a Espanha, para vivenciar outras metodologias, entender como funciona a formação lá fora e trazer isso para a nossa realidade”, explicou o dirigente.

 

Ele destacou, porém, que a experiência internacional não visa copiar modelos estrangeiros, mas sim absorver conceitos que possam ser adaptados ao contexto baiano. "Não é para copiar ninguém. Nosso projeto é solo, é nosso. Mas você precisa conhecer o que está sendo feito de melhor no mundo para evoluir. Esse intercâmbio faz parte desse crescimento."

 

No "Novo Flu", a base ocupa o centro da estratégia. Atualmente, o investimento no setor é superior ao do próprio futebol profissional, seguindo um projeto autoral desenvolvido internamente.

 

"A base hoje é o nosso carro-chefe. Todos os investimentos passam por ela. Hoje, tudo que o profissional tem, a base tem igual ou superior. Não seguimos projeto de nenhum outro clube; é um processo solo de 'fábrica de atletas'", revelou Filemon.

 


Foto: Acervo Pessoal / Bahia Notícias

 

Os resultados iniciais superaram o planejamento. No primeiro ano, a meta era formar cinco atletas, mas o clube encerrou o ciclo com oito jogadores distribuídos em outras equipes. As metas para os próximos anos são ambiciosas:

  • Curto prazo: Formar 15 atletas por ciclo;
  • Médio prazo (a partir do 3º ano): Manter uma média de 25 a 30 atletas formados anualmente, seja para negociação com grandes clubes, seja para integração ao elenco profissional do Touro.

 

A expectativa da SAF é que o Fluminense de Feira comece a colher os frutos financeiros e esportivos de forma consistente a partir de 2028, o quinto ano do projeto.

 

"A partir daí, começamos a ter uma entrada anual de valores. Com o projeto rodando dessa forma, o Fluminense será sustentado pela base 100% do tempo", concluiu o presidente.

MP-BA recebe denúncia sobre supostas irregularidades na SAF do Atlético de Alagoinhas; clube nega acusação
Foto: Reprodução/Instagram (@atleticodealagoinhas)

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) afirmou que recebeu uma denúncia narrando supostas fraudes trabalhistas contra Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas.

 

Conforme nota enviada para a reportagem do Bahia Notícias, o órgão ministerial recebeu, no último dia 8 de janeiro, uma notícia de fato que narra supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e ausência de transparência nas operações da empresa.

 

A denúncia sugere a existência de um esquema que teria prejudicado tanto funcionários, com questões trabalhistas, quanto o patrimônio da própria SAF, através de um possível desvio de recursos.

 

O MP-BA afirmou, em comunicado, que "os fatos serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes".

 

Veja nota na íntegra:

 

Informamos que, no último dia 8 de janeiro, o Ministério Público do Estado da Bahia recebeu notícia de fato narrando supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e ausência de transparência na operação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas, fatos que serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes.

 

Procurado pela reportagem do Bahia Notícias, o presidente do Atlético de Alagoinhas, Albino Leite, negou a existência de irregularidades e atribuiu a denúncia a um suposto "ataque político", relacionado ao processo eleitoral do clube realizado no ano passado.

 

“Não temos nada a temer em relação a isso. Quem fez essa denúncia, oposição que perdeu nas eleições, está tentando macular a imagem da instituição. Querem se aproveitar do momento difícil que o clube vive no Baiano para nos prejudicar”, declarou Albino.

 

Na sequência, o mandatário reforçou que todos os procedimentos relacionados à SAF e aos acordos trabalhistas ocorreram dentro da legalidade, destacando que as negociações foram homologadas pela Justiça do Trabalho e envolveram dezenas de ações judiciais.

 

“Está tudo legalizado, em relação à SAF também, tem todo um processo legal, legítimo, é tudo feito pela justiça. Todos os acordos foram feitos pela justiça trabalhista. Não foram uma ou duas não, foram 148 processos”, finalizou.

 

Ainda sem vitórias no Campeonato Baiano 2026, o Carcará ocupa a lanterna da competição. Com apenas dois pontos somados, vai buscar uma recuperação nas cinco rodadas finais do torneio. Depois da derrota por 4 a 1 para o Jequié, agora o Atlético de Alagoinhas se prepara para enfrentar o Galícia, no Estádio de Pituaçu, na próxima terça-feira (27), às 19h15.

Muros do CT do Botafogo são pichados com críticas a John Textor: "171 safado"
Foto: Reprodução / X

O centro de treinamento do Botafogo, localizado no bairro do Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi alvo de pichações na noite desta quinta-feira (22). As mensagens, registradas nos muros do Espaço Lonier, continham críticas diretas a John Textor, acionista majoritário da SAF alvinegra. Veja registros: 

 

 

As frases, de teor ofensivo e cobrando posicionamentos da direção, surgiram poucas horas após o aumento da pressão de torcedores sobre a administração do futebol. O ato não foi reivindicado por nenhum grupo específico até o momento.

 

A manifestação ocorre em um contexto de descontentamento crescente entre parte da torcida, que questiona a condução econômica do Botafogo e a falta de reforços considerados relevantes para a sequência da temporada. Internamente, o clube tenta reorganizar o fluxo financeiro após ajustes no orçamento e atrasos em compromissos operacionais, cenário que tem sido acompanhado de perto por conselheiros e membros da SAF.

 

Além das questões financeiras, a saída de atletas considerados peças importantes do elenco também contribuiu para o aumento da tensão. O volante Marlon Freitas foi negociado com o Palmeiras, enquanto o meia-atacante Savarino acertou transferência para o Fluminense, dois clubes concorrentes diretos em competições nacionais.

 

Até a publicação desta matéria, não havia informações oficiais sobre a identificação dos responsáveis pelas pichações nem sobre eventuais providências adotadas pelo clube ou pelas autoridades locais. O Botafogo também não se pronunciou publicamente sobre o episódio.

 

O Espaço Lonier passou a ser a principal base de treinamentos do Botafogo após a criação da SAF e já foi alvo de outros protestos pontuais em momentos de crise esportiva e administrativa.

Licitação do Joia da Princesa tem proposta única e deixa SAF do Fluminense de Feira perto da gestão
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, teve apenas uma proposta apresentada. O certame foi realizado na última segunda-feira (19) pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fluminense de Feira. A informaçãofoi veículada nesta quarta-feira (21), pelo portal O Exclusivo, de Feira de Santana, e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias. 

 

Com o encerramento da fase de recebimento das propostas, o processo entra agora na etapa de análise documental. A Comissão Especial de Licitação avalia se a proponente atende a todas as exigências previstas no edital antes da homologação oficial do resultado. O cenário confirma informações antecipadas pelo Bahia Notícias, que já apontava o Fluminense de Feira como principal interessado na gestão do equipamento esportivo.

 

LEIA TAMBÉM: 

 

O superintendente de Feira de Santana, Emerson Britto, ressaltou a condução do processo pela administração municipal e destacou a expectativa em torno da transformação do estádio em um espaço mais moderno e multifuncional.

 

"Uma grande força a tarefa do governo municipal sobre a liderança do prefeito José Ronaldo para tornar essa praça esportiva que é o Joia da Princesa numa arena multiuso. Isso vem sido feito desde o ano passado, né? Desde o início do governo", destacou. 

 

N"ão é fácil, mas as coisas têm sido feitas com muito profissional com muita ética e com muito trabalho. E a comunidade esportiva de Feira de Santana vive essa expectativa da conclusão desse desse momento, né? Conclusão desses trâmites da licitação para que possa ser anunciado oficialmente o Joia da Princesa gerido em parceria com a iniciativa privada para que o nosso Joia da Princesa, de fato, seja transformado numa grande arena, como vemos nas principais capitais do nosso país", concluiu Britto.

 

De acordo com os dados do processo licitatório, a proposta foi protocolada pela GD Serviços Internet Ltda, empresa registrada como EPP e com sede em Feira de Santana. A companhia integra o grupo Core 3, que assumiu a SAF do Fluminense de Feira em 2022, com previsão de investimento mínimo de R$ 60 milhões no projeto esportivo.

 

O valor ofertado pela outorga foi de R$ 125 mil, conforme estabelecido no edital da Concorrência Maior Preço nº 95/2025. O contrato prevê a concessão para requalificação, operação, exploração comercial e manutenção do estádio.

 

ARENA MULTIUSO
No plano apresentado, a proposta aponta para a transformação do Joia da Princesa em uma arena multiuso, com infraestrutura voltada tanto ao futebol profissional e de base quanto a outras atividades. Estão previstas áreas comerciais, espaços de hotelaria, ações ligadas ao turismo esportivo e a realização de eventos esportivos, culturais e corporativos.

 

A ideia central é ampliar o uso do equipamento ao longo do ano, diminuindo a dependência exclusiva do calendário de jogos e estimulando a economia local, especialmente nos setores de serviços e entretenimento.

 

Apesar da existência de uma proposta única, a Prefeitura de Feira de Santana reforça que o processo segue em andamento. A concessão só será oficializada após a validação completa da documentação exigida no edital e a posterior homologação do resultado.

 

A licitação faz parte de um planejamento iniciado ainda em 2025, quando foi publicada a Portaria nº 004/2025, responsável por instituir a Comissão Especial de Licitação. O modelo de concessão segue as diretrizes da Lei Federal nº 8.987/95, que regula concessões e permissões de serviços públicos.

 

O Joia da Princesa voltou a receber jogos oficiais em 2026, sendo palco de partidas do Campeonato Baiano, da Série B do estadual e da final vencida pelo Bahia de Feira. O estádio também sediou confrontos do Bahia pelo Campeonato Brasileiro Feminino, além de jogos das categorias de base e do time principal.

Avaí tem processo de criação de SAF suspenso após decisão judicial
Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C.

O processo que previa a transformação do Avaí Futebol Clube em Sociedade Anônima do Futebol está temporariamente paralisado por determinação da Justiça. A decisão, divulgada nesta semana, impede, por ora, a formalização da nova estrutura jurídica do clube, mesmo após a aprovação interna da proposta.

 

Ao longo da semana passada, o tema foi analisado em assembleias que reuniram o Conselho Deliberativo e os sócios-torcedores. A proposta recebeu apoio superior a 76% dos votantes. Antes da conclusão do processo, entretanto, dois associados ingressaram com ação judicial questionando a validade das assembleias.

 

Na petição, os autores apontam supostas falhas procedimentais, especialmente relacionadas ao critério de votação adotado. Segundo eles, a alteração do modelo jurídico do clube exigiria quórum qualificado, e não maioria simples, como teria ocorrido.

 

Com base nesses argumentos, a Justiça concedeu liminar que impede a abertura do CNPJ da SAF até a análise do mérito da ação. O Avaí deverá apresentar sua defesa dentro do prazo legal, buscando a derrubada da medida.

 

Em função do recesso do Judiciário e da pausa nas atividades de escritórios de advocacia no fim do ano, o andamento do caso deve ser retomado apenas no fim de janeiro ou no início de fevereiro de 2026.

 

Em comunicado oficial, o clube afirmou que seguirá atuando para demonstrar a regularidade do processo e disse confiar que a decisão final respeitará a vontade manifestada pela maioria dos sócios.

Coritiba anuncia entrada do Grupo Independiente Del Valle como novo sócio investidor da SAF do clube
Foto: Reprodução / TV Coxa / YouTube

O Coritiba confirmou, na manhã desta segunda-feira (15), a inclusão do Grupo Independiente Del Valle como novo sócio investidor em sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo o comunicado oficial divulgado pelo clube paranaense, a movimentação é classificada como uma "decisão estratégica" com objetivo de "fortalecer o projeto esportivo e institucional" do Coxa.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Coritiba (@coritiba)

 

O Grupo Independiente, originário do Equador e notório pelo sucesso de seu principal clube, o Independiente Del Valle (IDV), é reconhecido como uma das principais referências em formação de atletas no cenário sul-americano.

 

A parceria estabelecida com o Coritiba terá como foco a transferência de conhecimento, metodologia e experiência do IDV para o clube brasileiro. Com o acordo, o grupo equatoriano passa a deter uma participação como acionista minoritário na SAF do Coritiba.

 

O histórico recente do IDV é marcado pela excelência nas divisões de base e por conquistas internacionais expressivas, como o bicampeonato da Copa Sul-Americana (2019 e 2022) e a Recopa Sul-Americana (2023).

 

A atuação do Grupo Independiente segue um modelo de conglomerado de clubes, semelhante ao adotado por grupos como o City Football Group e o Grupo Eagle (controlador do Botafogo no Brasil).

 

Confira os clubes atuais no conglomerado:

  • Independiente Del Valle (Equador);
  • Numancia (terceira divisão da Espanha);
  • Atlético Huila (sócio majoritário, da segunda divisão da Colômbia);
  • Coritiba (acionista minoritário, no Brasil)

 

A gestão do Grupo Independiente é realizada pelos empresários Michel Deller e Franklin Tello, por meio da empresa Sociedad Farley S.A. Deller é considerado uma figura central no grupo e é influente no futebol e nos setores imobiliário e varejista do Equador.

 

Desde junho de 2023, o Coritiba tem sua SAF controlada majoritariamente pela Treecorp Investimentos, que adquiriu essa participação por R$ 1,1 bilhão. Este valor está previsto para ser aplicado ao longo de dez anos, abrangendo o pagamento de dívidas, a reforma do Estádio Couto Pereira e a construção de um novo centro de treinamento.

 

Em 2025, a empresa OutField juntou-se à estrutura como co-gestora, sendo uma das responsáveis pela administração do futebol do clube. Os 10% restantes da SAF permanecem sob a responsabilidade da Associação Coritiba.

 

Campeão da Série B, o Coxa terá um calendário com três competições em 2025. O clube dará início à temporada com o Campeonato Paranaense, no dia 7 de janeiro. A Série A do Campeonato Brasileiro também começará no mesmo mês, e o Coxa disputará a Copa do Brasil.

Justiça determina que SAF do Botafogo comunique previamente vendas de jogadores ao clube social
Foto: Reprodução/Redes sociais

 

A 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que a SAF do Botafogo informe previamente ao clube social e ao Judiciário qualquer operação envolvendo venda de jogadores ou outros atos que produzam impacto financeiro. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (27), atende parcialmente ao pedido da administração do clube associativo, presidida por João Paulo Magalhães Lins.

 

O relator do caso, desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, estabeleceu que as transações seguem permitidas, mas condicionadas à comunicação antecipada. No despacho, o magistrado afirmou: "E finalmente, diante da boa fé objetiva que deve nortear as partes litigantes, defiro parcialmente o item 'c', determinando que qualquer alienação de ativos, distribuição de dividendos ou remuneração/despesa extraordinária ou qualquer outro ato com reflexos econômicos sejam comunicados previamente ao juízo sob pena de nulidade".

 

A medida impede que a SAF, comandada por John Textor, conclua vendas sem a ciência formal das partes envolvidas. A defesa do clube social, representada pelo escritório Antonelli Advogados, considera esse ponto o mais relevante entre os pleitos apresentados.

 

Na véspera, o mesmo desembargador havia rejeitado dois outros pedidos: o ressarcimento de R$155,4 milhões da Eagle e a nomeação de um interventor para a SAF.

 

A ação foi protocolada pelo clube social na segunda-feira, com o objetivo de ampliar participação nas decisões estratégicas e reforçar o fluxo financeiro da instituição. A direção argumenta que, desde o início do conflito judicial entre Eagle e Ares, acentuado pela disputa pelo controle do Lyon, Textor reduziu significativamente os aportes na operação do Botafogo.

 

A SAF avalia que a exigência de comunicação prévia pode afetar o planejamento orçamentário de 2026, que previa a negociação de atletas para geração de receita.

Real Madrid revela plano para receber investimentos externos de sócios
Foto: Reprodução / Instagram

O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, apresentou aos sócios a intenção de alterar o modelo de propriedade para permitir a entrada de investimento externo. O gestor idealizou uma proposta de crianção de uma empresa subsidiária que teria um acionista com cerca de 5% das ações. 

 

Durante a assembleia anual no centro de treinamento de Valdebebas, Pérez afirmou que o Real estudou alternativas para valorizar mais o clube sem abdicar da tradição como associação. 

 

Apesar de similar, a ideia possui pontos diferentes da conversão para Sociedade Anônima Desportiva. Nesse caso, o clube Merengue utilizaria uma estrutura em que cada sócio teria uma ação, com valor monetário, e passível de transmissão apenas para filhos ou netos. Até então, o modelo ainda não foi totalmente detalhado. 

 

A proposta poderá avançar após a convocação de uma nova reunião com cerca de 2 mil sócios compromissários. Os responsáveis terão de decidir ser a proposta poderá ser levada a todos os pagantes maiores de 18 anos. Em caso de aprovação, o projeto poderá seguir.
 

Com novo acionista majoritário, Atlético de Madrid deve ganhar mais de R$ 8 bilhões
Foto: Reprodução/Instagram (@atleticodemadrid)

O Atlético de Madrid confirmou, nesta segunda-feira (10), que a Apollo Sports Capital (ASC), empresa global de investimentos esportivos, passou a ser a acionista majoritária do clube. Segundo veículos espanhóis, a transação, que envolve até 57% das ações, está avaliada em cerca de 1,3 bilhão de euros, aproximadamente R$8 bilhões.

 

Em comunicado oficial, o clube destacou que a entrada da ASC visa fortalecer sua estrutura financeira e impulsionar o crescimento esportivo.

 

“O investimento da ASC reforçará a posição do nosso clube entre a elite do futebol e apoiará nossa ambição de oferecer êxitos a longo prazo para nossos milhões de torcedores em todo o mundo. Como investidores a longo prazo, ASC e os atuais acionistas colaborarão com a direção do Atlético de Madrid para reforçar a solidez financeira do clube, sua competitividade esportiva e sua contribuição à comunidade”, informou a nota.

 

O Atlético informou ainda que o aporte será direcionado tanto às equipes masculina e feminina quanto a projetos de infraestrutura. Entre as iniciativas previstas está a construção de um novo centro de treinamento próximo ao Estádio Metropolitano, com conclusão estimada para o primeiro trimestre de 2026.

 

De acordo com o último balanço financeiro do clube, referente à temporada 2023/24, o Atlético registrou receita recorde de 425 milhões de euros e dívida de 509 milhões. A previsão para o exercício 2024/25 é alcançar faturamento de 459 milhões de euros.

 

José Guerra explica posicionamento da FVP sobre SAF: “Somos totalmente favoráveis”
Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias

O convidado do podcast BN na Bola da última terça-feira (28) foi José Guerra, pré-candidato à presidência do Vitória. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o servidor público enfatizou o posicionamento da Frente Vitória Popular em relação à Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

 

“Nós, da Frente Vitória Popular, evoluímos a nossa posição e somos completamente favoráveis à SAF no Vitória como única forma de profissionalizar o clube. Não acreditamos que a manutenção do sistema associativo, com essa diretoria, seja capaz de profissionalizar o clube ou implementar a SAF no Vitória”, enfatizou.

 

Depois de ressaltar um posicionamento claramente favorável à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), José Guerra analisou os modelos de SAF’s no Brasil e afirmou que prefere um estilo de projeto semelhante ao do maior rival do Vitória, o Bahia.

 

“Temos um avanço muito grande nos modelos de SAF no Brasil. A primeira geração de SAF’s era de um padrão de SAF’s que entravam para salvar a operação do clube. O time estava praticamente falindo, não tinha mais como operar e o investidor chegava oferecendo qualquer coisa, oferecendo praticamente assumir as dívidas. No início foi a SAF do Botafogo, Vasco e Cruzeiro. Hoje vivemos um momento com SAF’s, em situações diferentes, que oferecem um projeto de futebol, um projeto de gestão diferente, como é a SAF do nosso rival (Bahia)”, analisou.

 

O pré-candidato, que representa a chapa da Frente Vitória Popular, destacou que, na visão dele, o Vitória precisa de um modelo de SAF que dê um salto maior, que além do alinhamento de cláusulas, resultados e investimentos, respeite a identidade do Esporte Clube Vitória.

 

“A SAF do rival tem cláusulas de quanto vai se investir em estrutura, na base e no clube, já é algo evoluído. Acredito que podemos dar um outro salto oferecendo uma SAF com essas cláusulas e que também ofereça o tangível e o intangível. Uma SAF que, além de se preocupar com os resultados e investimentos, se preocupa com a manutenção do patrimônio imaterial do Vitória: sua torcida, seus símbolos, a visibilidade nacional, e além de investir, a gente mantenha e potencialize isso como forma de ganhar dinheiro”, finalizou. 

 

 

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Ex-dono da SAF do Vasco é denunciado por fraude nos Estados Unidos
Foto: Rafael Ribeiro / CRVG

O ex-dono da SAF do Vasco, Josh Wander foi denunciado por fraude nos Estados Unidos nesta quinta-feira (16). De acordo com o jornal The New York Times, o ex-777 foi acusado de fabricar documentos financeiros para ganhar a confiança de credores e investidores. 

 

Em 2022, o empresário americano não adquiriu apenas o Vasco por meio da 777. O clube Cruzmaltino fazia parte de um grupo de 7 times em 7 países e três continentes diferentes, sendo eles: Genoa (Itália), Standard Liege (Bélgica), Red Star (França), Hertha Berlim (Alemanha) e Melbourne Victory (Austrália). Após denúncias de irregularidades, o Gigante retomou o controle associativo. 

 

"Para obter financiamento para as operações da empresa, por exemplo, Wander prometeu mais de 350 milhões de dólares em ativos como garantia a credores privados, mesmo sabendo que a 777 Partners não possuía a garantia ou a havia prometido a outros credores", diz a acusação do empresário. 

 

A 777 já alegou que possuía 10 bilhões de dólares em ativos, mas obtinha diversos processos judiciais, falências corporativas e contas vencidas sem pagamento.
 

Atlético de Alagoinhas transforma clube em SAF e anuncia venda de 90% das ações ao grupo TLS Sports
Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas

O Alagoinhas anunciou, na tarde desta terça-feira, a concretização da transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A equipe divulgou um comunicado informando que haverá um aporte mínimo de R$20 milhões que poderão chegar a R$60 milhões com o grupo TLS Sports. 

 

A aquisição da empresa é de 90% das ações do Carcará. Na última segunda-feira (29), aconteceu uma Assembleia Geral Extraordinária que pautou o assunto e, já nessa terça-feira, foi aprovado o acordo entre o clube e o grupo. 

 

Nessa temporada, o Atlético de Alagoinhas terminou o Campeonato Baiano com a 4ª colocação. Nas semifinais, o clube foi eliminado pelo Vitória e garantiu uma das vagas da Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. 

 

Confira a seguir o comunicado na íntegra: 
 

"O Alagoinhas Atlético Clube comunica à sua torcida, parceiros e à imprensa que, em um momento histórico para o clube, foi concretizada a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
 

O acordo firmado estabelece um aporte mínimo de R$ 20 milhões, podendo chegar a R$ 60 milhões, garantindo a aquisição de 90% das ações do clube pelo grupo TLS Sports, representando um marco de modernização e profissionalização em sua gestão.
 

A SAF do Atlético de Alagoinhas nasce com o compromisso de investir em estrutura, fortalecer o elenco, valorizar a base e ampliar o protagonismo do Carcará no cenário esportivo nacional.
 

Este é um novo capítulo de conquistas e crescimento, sempre com a torcida como parte fundamental deste projeto."
 

Guilherme Bellintani desmente rumores sobre SAF no Vitória e reunião com dirigentes do Catar: "Fake total"
Fotos: Rafael Martins/LEC

O empresário Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia, negou nesta terça-feira (30) qualquer envolvimento em negociações que envolvam o Vitória e dirigentes da Qatar Star League (QSL). Em resposta ao Bahia Notícias, ele desmentiu informações que circularam sobre uma possível intermediação com o Rubro-Negro Baiano.
 

"Fake total. Nem perguntaram sobre o Vitória. E se tivessem interesse, eu não teria aberto minha casa para eles porque não faria nenhum sentido. Não vejo eles comprando nenhum clube no Brasil", declarou Bellintani.

 

O ex-presidente do Bahia também destacou a incoerência de associar o encontro que promoveu com a QSL ao interesse no Vitória.
 

"Os caras atravessam metade do mundo para comprar um clube e são recebidos pelo ex-presidente do rival? E vão ver o jogo do rival? E não visitam o clube que querem comprar?", disparou.
 

Bellintani ainda acrescentou: "Não sei quem está ganhando com tanta fake news sobre essa SAF do Vitória, mas é só pensar um pouquinho pra ver que estão iludindo e desrespeitando a torcida."

 

JANTAR EM SALVADOR
A especulação ganhou força após Bellintani receber em sua residência, em Salvador, o CEO da Qatar Star League, Ahmed Abbassi, na última quinta-feira (25). O encontro fez parte da agenda da comitiva catari no Brasil, voltada a mapear oportunidades de investimento no futebol nacional.
 

Também participaram do jantar o diretor desportivo da QSL, Antero Henrique, o diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, o empresário Paulo Pitombera — responsável por intermediar a vinda dos dirigentes ao país — e o ex-jogador Ricardo Goulart, atualmente morando em Salvador.
 

Antes de passar pela capital baiana, a delegação esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde se reuniu com Flamengo, Palmeiras e São Paulo. Entre os presentes, estiveram o presidente em exercício do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), e o diretor de futebol José Boto.
 

Após o jantar em Salvador, os dirigentes do Catar também visitaram o Jacuipense. Fontes ligadas ao Bahia Notícias confirmaram que, além da observação de jovens talentos, a comitiva estuda de forma embrionária a possibilidade de adquirir um clube brasileiro para transformá-lo em SAF.
 

Atualmente, Bellintani é CEO da Squadra Sports, rede multiclubes que administra cinco equipes no país: Londrina (PR), Linense (SP), VF4 (PB), Ypiranga (BA) e Conquista (BA).
 

O movimento ocorre em meio à expansão desse modelo no país. Na Bahia, Fluminense de Feira, Galícia e Ypiranga já aderiram ao formato, enquanto Atlético de Alagoinhas e Colo-Colo aprovaram mudanças estatutárias e agora buscam investidores.

Fluminense recebe proposta bilionária para criação de SAF com grupo de 40 investidores
Foto: Divulgação/Fluminense

O processo de transformação do Fluminense em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganhou novo capítulo. O clube apresentou ao Conselho Deliberativo, na noite desta segunda-feira (8), a proposta oficial da Lazuli Partners e de sua subsidiária LZ Sports para aquisição da futura "Fluminense SAF".

 

Pelo modelo sugerido, os investidores assumiriam 65% da empresa, ficando a associação com os 35% restantes. Essa divisão está atrelada ao tamanho da dívida atual do clube, de R$ 871 milhões, que seria integralmente assumida pelo fundo. Em troca, a SAF garantiria à associação royalties anuais a partir de R$ 12 milhões.

 


Foto: Reprodução/Fluminense TV/YouTube

 

O plano prevê aporte inicial de R$ 500 milhões nos dois primeiros anos — sendo R$ 250 milhões na assinatura do contrato e mais R$ 250 milhões até 24 meses após o fechamento — além de investimentos obrigatórios de R$ 6,4 bilhões ao longo de uma década. Com isso, o valor global da operação pode chegar a R$ 6,9 bilhões.

 


Foto: Reprodução/Fluminense TV/YouTube

 

Entre as metas estão: R$ 4,7 bilhões para folha salarial (elenco e comissão técnica), R$ 1,1 bilhão para contratações, R$ 359 milhões em desenvolvimento e formação de jogadores, R$ 84 milhões na melhoria do CT de Xerém e R$ 143 milhões em royalties à associação. A expectativa é que a folha mensal de futebol suba 30% já em 2026, saltando dos R$ 19 milhões atuais para cerca de R$ 25 milhões.

 

Segundo Carlos de Barros, sócio da LZ Sports, a ideia é colocar o Fluminense "no top 3 do país com cinco pilares de base: investimento em Xerém, em folha, em contratação de atletas, melhorias em análise de dados e sustentabilidade financeira de longo prazo".

 

O grupo de investidores reúne 40 empresários, entre eles nomes de peso do mercado como André Esteves (BTG Pactual), José Zitelmann (Absoluto Partners), Thiago De Luca (Frescatto) e membros das famílias Almeida Braga, Klabin e Monteiro Aranha, além de representantes de grupos como Apex Partners e da Rede D’Or. Treze deles já foram oficialmente divulgados.

 

Apesar do tamanho da operação, não há um controlador isolado. As regras internas de votação impedem que o fundo fique paralisado em caso de discordância. A gestão será feita por um Conselho de oito cadeiras, sendo seis destinadas aos investidores e duas à associação.

 

A SAF ficaria responsável por administrar o futebol masculino, o feminino, as categorias de base e o futsal. O centro de formação de Xerém também passaria para a empresa, enquanto a sede de Laranjeiras e demais imóveis permaneceriam com a associação, com possibilidade de acordo de uso.

 

Outro ponto relevante é que o projeto é de longo prazo: não haverá distribuição de dividendos até que o compromisso de R$ 6,4 bilhões em investimentos seja cumprido. Além disso, o contrato prevê cláusula de lockup de cinco anos, impedindo a revenda de ações nesse período.

 

O nome do CEO ainda não foi definido. Carlos de Barros admitiu ver com bons olhos a presença de Mário Bittencourt, atual presidente, na estrutura da SAF, mas ressaltou que não há acordo firmado. "Avaliamos que o trabalho feito da reconstrução do clube de 2019 a 2025 foi positivo", destacou.

 

A votação decisiva ficará para depois da eleição presidencial do clube, prevista para o fim de novembro ou início de dezembro. Se aprovada por conselheiros e sócios, a “Fluminense SAF” pode se tornar realidade entre dezembro deste ano e fevereiro de 2026.

Diego Assis cita alternativas para que o Vitória seja competitivo sem adotar SAF : “Não é um caminho fácil”
Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (2) foi Diego Assis, advogado e conselheiro do Vitória. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, Diego ressaltou que seguir o caminho da reestruturação do clube e manter a competitividade esportiva não é um caminho fácil e demanda viver o processo. 

 

“De fato, não é um caminho fácil. E aí não podemos deixar de usar aquela máxima: ‘Temos que aprender a viver o processo’. O Vitória, há quatro anos, quase esteve na Série D e hoje está na Série A. O clube está vivendo um processo de reconstrução e viver o processo é complicado, é chato. A gente sofre pra caramba, mas faz parte. Não vamos nos tornar um clube de potência econômica do dia pra noite”, ressaltou.


 

Diego Assis destacou a possibilidade da efetividade da liga brasileira. Citando a Libra, o advogado comentou que enxerga uma janela de esperança de crescimento e estruturação financeira dos clubes por meio de uma organização e gestão inteligente, mesmo sem adotar o modelo de SAF.

 

“Ainda assim, eu considero que existe uma janela hoje, no futebol brasileiro, que a gente ainda precisa explorar antes de dar espaço para SAF’s, que é a janela da formação da Libra. A liga que está chegando no Brasil vai trazer um grande investimento econômico nos clubes, vai trazer uma mudança na repartição das receitas do futebol brasileiro. Um clube com um baixo endividamento, como relativamente tem o Vitória, tem condições de zerar seu déficit, equilibrar suas contas, e a partir disso, ter condições de investir boa parte do seu orçamento em futebol”, afirmou o conselheiro do Vitória.

 


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Diego Assis destaca perigo do modelo de SAF’s: “O Vitória tem um exemplo concreto de quando não funciona”
Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (2) foi Diego Assis, advogado e conselheiro do Vitória. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, Diego explicou o motivo de defender o argumento da proteção do clube enquanto associação em detrimento da opção do investimento externo. Ele trouxe o exemplo da época em que o Rubro-Negro teve um gestor exterior nos anos 90: o Vitória SA, parceiro do grupo Excel. 

 

“Eu poderia colocar a minha posição em dois aspectos. Primeiro é o lado torcedor, onde eu falo pelo sentimento histórico que eu tenho da última vez que o Vitória esteve nas mãos de uma gestão com investidor externo. O clube terminou na Série C com o fim da parceria com o Grupo Excel e com um passivo gigantesco dentro do Vitória SA, que hoje foi absorvido pela associação, mas é parte fundamental da dívida que o clube tem. Então dentro do Vitória já existe uma experiência bastante concreta de como funciona viver o modelo do investimento externo e do que acontece quando o modelo não funciona. A associação quem absorve e herda o fruto deste insucesso. Naquela época a associação conseguiu reerguer o clube, mas talvez desta vez não consiga”, explicou Assis.

 

Conselheiro do Leão, Assis seguiu ressaltando a importância do papel da associação na construção e permanência de um clube em meio a época da fama da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Diego destacou que em caso de insucesso de um projeto de SAF, a parte associativa herda os problemas criados durante a gestão externa.

 

“Eu também tenho uma posição que considero bastante ideológica, de entender que o futebol, do jeito que ele é no Brasil, é um esporte de massa, ele é feito para as massas, e o Vitória, como uma associação de 126 anos, eu acho que nem eu, você ou nenhum outro torcedor tem o direito de decidir qual será o futuro do clube. Você não pode falar nem pelas gerações de quem construiu o Vitória até aqui, você tentando vender um patrimônio centenário e assim como você não pode obrigar as futuras gerações, que não necessariamente vão participar desta discussão, a herdar o clube diante da forma que você enxerga como se dará o futuro. Eu acho assim, o risco de se entregar a gestão de um clube associativo a um investidor estrangeiro, investidor externo que não tem nenhum tipo de relação afetiva com o clube, ela só tem uma possibilidade de dar certo ou de dar muito errado. Se ela não der certo, ela vai dar muito errado”, completou.

 

 

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"Resultado vergonhoso": deputado Marcone Amaral pressiona Vitória por SAF após goleada
Foto: Divulgação

O deputado estadual Marcone Amaral (PSD), que defendeu o Vitória entre 1997 e 2001, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (26) para cobrar mudanças estruturais no clube após a goleada sofrida por 8 a 0 diante do Flamengo, no Maracanã. O ex-zagueiro classificou o resultado como “o pior da história do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos”, além de considerá-lo um “vexame histórico”.

 

 

Marcone relembrou que esteve em campo no triunfo marcante por 5 a 0 sobre o próprio Flamengo, em 1998, também no Maracanã, e destacou a diferença de postura entre os elencos. "Naquela época, mesmo contra um Flamengo com Romário e Palhinha, nós tínhamos garra, vontade de vencer e espírito vencedor. Hoje, infelizmente, vimos um time apático e sem indignação", lamentou.

 

Na live em que comentou a goleada, o parlamentar defendeu a implantação imediata da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como medida indispensável para a modernização do Vitória. "A SAF é o caminho. Não é só sobre ter um time competitivo, mas sobre governança, reduzir erros e evitar vexames como esse. Não tem mais como protelar essa decisão", declarou.

 

Segundo o deputado, ele tem acompanhado de perto as conversas sobre a transição para o modelo empresarial e se colocou à disposição para contribuir. “Estou junto com o movimento Vitória SAF, conversando com a diretoria e aguardando avanços. O clube precisa de um investidor que traga apetite de vencer e competitividade nacional e internacional”, acrescentou.

 

Apesar do momento conturbado, Marcone acredita que ainda há tempo para reação no Brasileirão. "É hora de chacoalhar o vestiário e levantar a autoestima. O Vitória é gigante e não pode passar por esse tipo de vexame. Ainda dá tempo de se recuperar", avaliou.

 

Encerrando o desabafo, o ex-jogador reforçou sua ligação afetiva com o clube. "O sangue rubro-negro não sai das veias. É impossível ficar calado diante de um resultado tão vergonhoso", concluiu.

“O maior patrimônio do estado é do Vitória, o Bahia não chega nem perto”, diz Ney Campello
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (19) foi Ney Campello, liderança do Movimento Vitória SAF. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, Ney enfatizou que o desejo do grupo é de que o Leão tenha um investidor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que seja capaz de realizar grandes investimentos e fazer uma boa gestão estrutural.

 

“O tipo de SAF que nós queremos de uma forma muito concreta é ter um investidor que seja, ao mesmo tempo, capaz de fazer grandes investimentos, porque o Vitória, na Bahia, é o clube com maior patrimônio indiscutivelmente, não se discute isso. O Bahia não tem um patrimônio de infraestrutura que chegue perto do patrimônio do Vitória, até vendeu recentemente o que tinha. Então, o Vitória tem um grande patrimônio, uma grande infraestrutura, mas precisa de um investidor que ao mesmo que tenha isso, tenha expertise, conheça futebol e tenha tradição”, declarou uma das lideranças do movimento MVSAF.

 

Ney Campello citou o exemplo do Fortaleza, clube que tem um projeto de SAF onde o clube é sócio majoritário, e que segundo ele, até o momento não tem dado certo.

 

“O Fortaleza fez uma SAF 100% do Fortaleza e até hoje ‘não tirou o pé do lugar’, pelo contrário, está descendo a ladeira da zona de rebaixamento. Então mostrou claramente que a ideia inicial do presidente Fábio Mota de uma SAF com o Vitória como majoritário não vai prevalecer”, disse uma das lideranças do movimento MVSAF.

 


 

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Liderança do Movimento Vitória SAF descreve relação com a diretoria do clube: “Independência e respeito”
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (19) foi Ney Campello, liderança do Movimento Vitória SAF. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, Ney afirmou que a relação do grupo com o clube e diretoria é de “independência e respeito”, além de dizer que existiu resistências internas e que faltou mais transparência.

 

“A relação que temos com o clube e a direção do clube eu diria que é de independência e respeito. O clube é o clube, a direção é a direção e nós somos um movimento que luta pela SAF. Nós fizemos um documento, um diálogo para o futuro, nós levamos esse documento, entre abril e maio, para o presidente Fábio Mota, que nos recebeu e nos ouviu. Havia, naquele momento, uma percepção nossa de que existiam resistências internas e a ausência de um caminho mais claro, mais definido, ausência também de mais transparência do que estava se realizando”, disse uma das lideranças do movimento MVSAF.

 

Ney Campello ressaltou que, ao se tratar do assunto da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), deve se manter um jogo aberto, onde há conversas e explicações, não revelando apenas detalhes de negociações estratégicas. O líder disse que estima que ao menos 80% da torcida do Vitória apoia o modelo de SAF para o Rubro-Negro.

 

Alguém pode dizer: ‘poxa, SAF é uma coisa que você pode comentar’. Não, pode falar, você só não vai falar das negociações estratégicas, das negociações com potenciais investidores, isso é segredo. Agora, você pode dizer quais são os passos que vão ser submetidos, se vai mudar o estatuto. Isso está acontecendo no Brasil inteiro, o Sport acabou de mudar o estatuto. Até para popularizar o assunto, ter o apoio da torcida. Eu estimo a dizer que mais de 80% da torcida hoje apoia a SAF, e sabendo direito, tem que chegar perto de 100%, porque é o caminho. Isso não significa mudar a independência do clube e essas mistificações de que o clube perde as cores ou o escudo, isso tudo está protegido no ambiente da própria lei”, enfatizou.

 


 

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Diretor independente da Eagle pede afastamento de John Textor do Botafogo SAF; entenda motivo
Foto: Vitor Silva/Botafogo

A disputa pelo controle da SAF do Botafogo ganhou novo capítulo após a revelação de uma carta enviada pelo diretor independente da Eagle Football Holding, Christopher Mallon, ao presidente do clube associativo, João Paulo Nabuco de Magalhães Lins. No documento, datado de 5 de agosto, Mallon nega a existência do empréstimo de R$ 152 milhões que a SAF cobra judicialmente da Eagle e responsabiliza John Textor por “irregularidades financeiras” ligadas ao Lyon, também administrado pelo grupo.

 

"Com relação ao empréstimo de R$ 152 milhões que a SAF considera ser devido à Bidco, e que é objeto da recente ação cautelar movida pela SAF, o diretor independente ainda não encontrou nenhuma evidência de tal empréstimo. A Eagle Bidco está investigando a situação, por meio do diretor independente, como parte de seu trabalho para entender os saldos entre empresas do grupo e estabelecer procedimentos contábeis robustos em cada um dos clubes e na própria Eagle Bidco", escreveu Mallon.

 

A cobrança, feita pela SAF no fim de julho, se refere a contratos assinados pelo próprio Textor em 2024, atuando simultaneamente como credor e representante da SAF. Na Justiça, o clube obteve liminar que determinou o arresto das ações da Eagle na SAF, impedindo mudanças no controle. Nos bastidores, aliados de Textor interpretam a manobra como forma de pressionar a holding a negociar sua recompra da operação.

 

No entanto, Mallon alega que o empresário americano já não possui legitimidade para falar em nome da Eagle. "O sr. Textor não tem autoridade para representar legalmente a Eagle Bidco, inclusive na condição de acionista majoritário da SAF; e qualquer decisão dos diretores da Eagle exigem a aprovação do diretor independente", afirmou, acrescentando que considera nulos todos os atos do dirigente desde junho.

 

A carta, anexada ao processo movido pela Eagle contra a SAF, também cita a crise do Lyon. Mallon afirma que a permanência do clube francês na primeira divisão só foi possível graças à intervenção de outros sócios e da nova presidente Michelle Kang, sem a participação de Textor. "O sr. Textor não contribuiu para o financiamento emergencial que foi necessário. O trabalho da sra. Michelle Kang (que substituiu Textor à frente do Lyon) e do diretor independente, em um curto espaço de tempo, reposicionou o Lyon perante as autoridades francesas e preservou o status do clube na primeira divisão", escreveu.

 

Ao final, Mallon convoca nova assembleia para afastar Textor e eleger um novo conselho de administração. A reunião estava marcada para o dia 11, mas não foi realizada. "A Eagle Bidco, por meio do diretor independente, está pronta para trabalhar com o clube a fim de descobrir quaisquer passivos ocultos, resolver necessidades de fluxo de caixa e assegurar os recursos necessários para a estabilidade e o sucesso esportivo. Solicitamos, portanto, sua cooperação para trabalharmos juntos nesse objetivo", concluiu o advogado.

Flu corrige informação sobre avanço da SAF: “Não cabe à diretoria aprovar a proposta”
Foto: Reprodução/Instagram (@fluminensefc)

O Fluminense desmentiu, nesta segunda-feira (18), que a diretoria do clube tenha aprovado uma proposta para se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), após a publicação de uma nota na coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. Segundo o colunista, o clube teria aceitado a oferta do banco BTG Pactual e levaria o contrato para a apreciação dos sócios em Assembleia Geral.

 

Em comunicado oficial, o Tricolor afirmou que o texto divulgado “contém imprecisões” e esclareceu que não cabe à diretoria aprovar qualquer proposta de SAF. 

 

“Para garantir a correta informação e impedir que especulações contaminem a construção do projeto de SAF, o Fluminense FC esclarece que a nota publicada hoje na coluna de Lauro Jardim, no O Globo, contém imprecisões. Não cabe à diretoria aprovar a proposta. Como está expresso inclusive no corpo da nota, essa decisão é da Assembleia de Sócios, após passar pelo Conselho Deliberativo. À diretoria cabe apenas zelar para que as informações requisitadas pelo BTG estejam disponíveis. Assim que uma proposta formal for apresentada, ela será submetida aos poderes constituídos do clube, seus sócios e torcedores, com tempo suficiente para a discussão”, publicou o clube nas redes sociais.

 

Apesar da correção, Lauro Jardim reforçou que a diretoria teria dado aval à venda. A decisão final, no entanto, depende da deliberação dos sócios em Assembleia Geral, após análise do Conselho Deliberativo.

Fluminense avança em projeto de SAF e levará proposta do BTG Pactual à votação de sócios
Foto: Marina Garcia/Fluminense FC

O Fluminense deu mais um passo rumo à transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube das Laranjeiras aceitou a proposta do banco BTG Pactual e levará o contrato para apreciação dos sócios em Assembleia Geral, segundo revelou o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, na manhã desta segunda-feira (18). 

 

O processo agora depende da aprovação dos sócios adimplentes. A votação terá como base os termos apresentados pelo banco, e a expectativa é de participação semelhante à da última eleição presidencial, que reelegeu Mário Bittencourt. Na ocasião, cerca de 3,7 mil tricolores compareceram às urnas — pouco mais de 20% dos aptos a votar.

 

O projeto prevê a criação de um fundo de investimento com cotistas tricolores ilustres, entre eles o próprio dono do BTG, André Esteves. A administração ficará sob responsabilidade da gestora Lazuli Partners, que já contratou uma grande empresa de comunicação para preparar a estratégia de divulgação. A iniciativa busca minimizar possíveis resistências internas, especialmente diante dos problemas recentes enfrentados por outras SAFs no Brasil, como Vasco e Botafogo. A expectativa é que, já em setembro, a proposta comece a ser apresentada oficialmente aos torcedores e conselheiros.

 

Outro ponto definido é a liderança executiva da futura SAF. O nome escolhido para ocupar o cargo de CEO é o atual presidente Mário Bittencourt, cujo mandato à frente do clube se encerra no fim deste ano.

 

QUEM É O BTG PACTUAL?
O BTG Pactual é considerado o maior banco de investimentos da América Latina. Fundado no Brasil, atua em diferentes frentes do mercado financeiro, oferecendo serviços de wealth management, asset management, investment banking e soluções corporativas. Além de forte presença nacional, o grupo tem operações em diversos países.

Amazonas anuncia transformação em SAF após investimento internacional
Foto: Divulgação/Amazonas

O Amazonas oficializou, nesta segunda-feira (11), sua adesão ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O anúncio foi feito nas redes sociais do clube, confirmando a aquisição por um grupo de investimento internacional.

 

 
 
 
 
 

 

 

"O objetivo é estruturar o clube de forma sustentável, com foco em resultados competitivos, na formação de atletas e na valorização da marca", declarou o time amazonense em comunicado oficial. A nota também assegura que, apesar da mudança, será preservada a identidade construída desde a fundação, em maio de 2019.

 

Atualmente, a equipe vive situação delicada na Série B do Campeonato Brasileiro, ocupando a última colocação com 20 pontos. Ainda assim, o cenário não é irreversível: o clube está a apenas dois pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

 

O elenco comandado pela Onça Pintada conta com nomes experientes, como Anselmo Ramon, Pedro Rocha, Alef Manga e Lincoln, peças vistas como importantes para a reação na competição.

 

 

Botafogo divulga balanço de 2024 com recorde de faturamento e prejuízo de R$ 299 milhões
Foto: Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo apresentou, na noite da última sexta-feira (8), o balanço financeiro referente ao exercício de 2024, quase quatro meses após o prazo legal estabelecido pela Lei Geral do Esporte. A divulgação ocorre em meio à crise jurídica que envolve a Eagle Football — detentora de 90% das ações da SAF alvinegra — e seu sócio majoritário, John Textor.

 

O documento mostra que o clube encerrou o ano com faturamento recorde de R$ 700 milhões, impulsionado pelas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. Houve crescimento expressivo nas receitas de patrocínios e marketing, que saltaram de R$ 16,5 milhões para R$ 56 milhões entre 2022 e 2024, e no programa de sócio-torcedor, que teve alta de 476%, passando de R$ 8,4 milhões para R$ 48,6 milhões no período. A previsão é de aumento superior a 60% em 2025, com a entrada de novos contratos, como os firmados com Brax e VBet.

 

Apesar do desempenho nas receitas, o Botafogo registrou prejuízo de R$ 299,98 milhões, muito acima dos R$ 56,03 milhões negativos de 2023. A dívida bruta caiu de R$ 377,6 milhões para R$ 48,1 milhões, enquanto o caixa fechou o ano com saldo de R$ 129 milhões, contra R$ 16 milhões no exercício anterior. Segundo o relatório, a gestão da SAF já reduziu R$ 474 milhões da dívida histórica do clube social desde 2022, com R$ 314 milhões obtidos em descontos e R$ 160 milhões pagos.

 

O balanço também aponta um investimento de R$ 534,6 milhões em contratações de atletas ao longo de 2024. Subtraídas as vendas, que somaram cerca de R$ 94 milhões, a valorização do elenco foi de R$ 440 milhões no ano. Entre as aquisições destacadas estão Luiz Henrique, Igor Jesus, Thiago Almada e Jefferson Savarino — apenas o último permanece no clube."Esse movimento, baseado em uma visão de longo prazo, teve como foco elevar o nível competitivo da equipe e criar condições para o crescimento da receita, refletindo diretamente no desempenho esportivo e financeiro do clube", descreve o documento.

 

O relatório confirma ainda operações realizadas com o Lyon, também controlado pela Eagle Football, envolvendo transferência de direitos de atletas e intercâmbio técnico. Entretanto, o texto nega dependência entre as gestões e afirma que o Botafogo tem a receber R$ 558,7 milhões do grupo, valor que representa a maior parte do ativo financeiro de R$ 808,3 milhões. Em nota, a SAF declarou compreender “a necessidade de apoio entre os clubes do mesmo grupo”, mas enfatizou que "tais investimentos não seriam necessários caso o OL (Olympique Lyonnais) consiga honrar com os reembolsos devidos".

 

Os negócios envolvendo Luiz Henrique, Igor Jesus, Jair, Thiago Almada e Savarino não se concretizaram com o clube francês devido a uma proibição de inscrição de novos atletas imposta pela Direção Nacional de Controle de Gestão (DNCG), órgão de fiscalização do futebol francês, em razão de dívidas.

 

Em mensagem que abre o relatório, John Textor adotou tom otimista: "Completamos três anos de SAF, e os números alcançados durante o último ciclo foram fantásticos. Assim como em campo, realizamos feitos inéditos fora dele. Na área financeira, registramos um faturamento de mais de R$ 700 milhões, o maior de nossa história. Aumentamos significativamente o valor de mercado do nosso elenco, agora estimado em R$ 950 milhões."

 

Conforme a Lei Geral do Esporte, clubes brasileiros devem publicar seus balanços até 30 de abril do ano seguinte. O descumprimento do prazo pode gerar punição ao presidente, incluindo inelegibilidade por cinco anos para cargos em entidades ou empresas ligadas ao futebol, além de perda de benefícios de programas como o Profut.

Textor transfere ativos do Botafogo para empresa nas Ilhas Cayman e acirra disputa com Eagle
Foto: Vitor Silva/Botafogo

Uma movimentação nos bastidores da SAF do Botafogo acirrou ainda mais a disputa de poder em torno do clube. O empresário John Textor transferiu os ativos da SAF alvinegra para uma nova empresa criada por ele nas Ilhas Cayman, após aprovação unânime do Conselho de Administração da Botafogo SAF, em reunião realizada no último dia 17 de julho. A operação envolve receitas de transmissão, patrocínios, bilheteria, entre outros bens estratégicos do clube.

 

A manobra, no entanto, foi contestada pela Eagle Holding — empresa que até pouco tempo era comandada por Textor e ainda é oficialmente a controladora da SAF. A Eagle acionou a Justiça para barrar a operação e impedir que novas movimentações sejam realizadas sem sua ciência. Atualmente, Textor segue como dono da Eagle, mas está afastado do comando em razão de problemas de gestão envolvendo o Lyon, outro clube sob seu guarda-chuva.

 

O Conselho da SAF, do qual fazem parte John Textor, Jordan Eliott Fiksenbaum (indicado anteriormente pela Eagle), Kevin Weston e Durcesio Mello, também aprovou duas operações financeiras durante a mesma reunião. A primeira foi a cessão de um crédito da Eagle Holding, do Reino Unido, no valor de até 150 milhões de euros, à nova empresa do Caribe. A contrapartida seria o pagamento de até 100 milhões de euros para que a empresa caribenha se tornasse dona do crédito.

 

Na sequência, o Conselho deu aval a um empréstimo de até 100 milhões de euros da nova empresa, sediada nas Ilhas Cayman, diretamente à Botafogo SAF. Todas as decisões foram aprovadas de forma unânime e sem ressalvas pelo Conselho de Administração. Como garantia da operação, o clube ofereceu todos os seus principais ativos financeiros e comerciais, como:

 

  • Direitos de transmissão da Liga Forte União do Brasileirão (2025 a 2029);
  • Licenciamento de propriedades comerciais de patrocínio e transmissão;
  • Contrato de licenciamento com Google LLC e Sports Media Participações S.A.;
  • Instrumentos firmados pelo Condomínio Forte União e pela Liga Forte União;
  • Receitas com cessões de direitos econômicos de atletas profissionais e da base;
  • Patrocínios do time masculino profissional;
  • Receitas de bilheteria, ingressos e programa de sócio torcedor;
  • Direitos de propriedade intelectual licenciados pelo clube à SAF.
Olaria aprova venda da SAF para grupo com Marcos Braz, ex-Flamengo, e rapper L7nnon
Foto: Hugo Almas/@hgfotos

Os sócios do Olaria aprovaram nesta segunda-feira (4) a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube para um consórcio que reúne nomes como o rapper L7nnon, o ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e a empresa de marketing esportivo Ric's, que já vinha administrando o departamento de futebol da equipe. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.

 

A medida representa mais um passo na tentativa de reerguer o tradicional clube da zona norte do Rio de Janeiro, que enfrenta grave crise financeira. Duas semanas antes, veio a primeira iniciativa. Os sócios já haviam autorizado a constituição da SAF, permitindo a entrada de capital externo na gestão esportiva.

 

“Significa sair da crise, sair dos problemas financeiros e reerguer esse clube. Ter um capital de fora, um pessoal investindo no futebol. E a gente, com a receita do associado, tocar o clube de uma maneira geral. Porque o futebol onera muito”, afirmou André Luiz "Batata", presidente do Olaria.

 

O consórcio que assume o controle da SAF é formado pelas empresas DTS Serviços Integrados de Telecomunicações, que tem Marcos Braz como um dos sócios; a DLA Investments, ligada ao cantor L7nnon; e a Ric’s, do empresário Ricardo Gonzaga, responsável pela condução do futebol nos últimos anos.

 

“Estou aqui há cinco anos. Apesar de tudo que a gente vem fazendo aqui, são muitas penhoras e a gente não consegue receber, não consegui fazer uma gestão justa no sentido de contratações e funcionários. Com a SAF e investidores parceiros acho que as coisas vão andar bem mais fácil”, declarou Ricardo Gonzaga.

 

A Ric’s assumiu o departamento de futebol do clube em 2020, quando o time disputava a Série B1 do Campeonato Carioca, a terceira divisão estadual. Desde então, conquistou o acesso à Série A2 e busca, nesta temporada, retornar à elite do futebol do Rio de Janeiro. Atualmente, o Olaria está na semifinal da Segunda Divisão, após ser beneficiado por uma punição ao Americano, que o recolocou no G4.

 

L7nnon, além de investir no clube, tem acompanhado os jogos e contribuído com melhorias na estrutura da sede da Rua Bariri, além de atuar na captação de patrocínios. A chegada de Marcos Braz, atualmente no comando do futebol do Remo, é bem avaliada pela direção do clube, especialmente por sua experiência no futebol de alto nível.

 

O Olaria possui cerca de 600 sócios, e a venda da SAF depende da aprovação por maioria simples dos votos, o que já foi alcançado, segundo dirigentes.

SAF no Vitória: Marcone Amaral nega contato com Fábio Mota e reforça tratativas com investidores do Catar
Foto: Divulgação

Em meio aos rumores que envolvem o processo de transformação do Vitória em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o deputado estadual e ex-jogador Marcone Amaral (PSD) veio a público na última quarta-feira (30) para esclarecer seu papel nas articulações com investidores estrangeiros. Ele negou qualquer contato recente com o presidente Fábio Mota sobre o tema e reafirmou que os diálogos seguem por meio de um grupo independente.

 

"Não existe nenhuma troca de mensagens entre mim e Fábio Mota sobre a SAF. O que há é um movimento institucional, através do grupo Vitória SAF, que busca viabilizar uma reunião comigo em agosto", afirmou o parlamentar, rebatendo especulações divulgadas por setoristas ligados ao clube.

 

Marcone, que tem bom trânsito com representantes da família real Al-Thani, no Catar, reforçou que está aberto ao diálogo com a atual gestão rubro-negra, mas sem qualquer intenção de interferência política ou administrativa. Segundo ele, seu foco é contribuir de forma transparente para o fortalecimento do clube.

 

"Estou à disposição do Vitória e da torcida. Qualquer informação sobre nossas conversas com investidores árabes deve ser confirmada diretamente comigo, com responsabilidade e transparência", contou.

 

Com passagens pelo futebol internacional e experiência em relações diplomáticas no mundo árabe, Marcone demonstrou otimismo quanto ao avanço das negociações. "Conheço bem o perfil do investidor árabe e posso dizer que há grandes chances desse projeto sair do papel. Nosso objetivo é tornar o Vitória mais competitivo, com ambição por títulos nacionais e internacionais", concluiu.

 

Paralelamente às conversas com possíveis investidores, o Vitória tem discutido internamente o modelo de SAF a ser adotado. Uma das propostas levadas ao clube prevê a criação de uma SAF gerencial, em que o departamento de futebol seria transformado em empresa com 100% das ações sob controle da associação — modelo que possibilitaria buscar um investidor posteriormente.

 

No entanto, o Movimento Vitória SAF (MVSAF) se posicionou publicamente contra essa estrutura. Em nota divulgada, o grupo alertou para os riscos de perpetuação no poder e travamento do processo de profissionalização do clube.

 

"A principal vantagem tributária da SAF (redução de impostos em cerca de 10,5%) só começa a valer em 2027. Até lá, não faz sentido jurídico nem financeiro realizar a transformação sem um investidor já engatilhado", afirma o texto.

 

"O presidente da associação passa a acumular o cargo de CEO da SAF, com salário definido internamente, podendo alcançar cifras altíssimas", concluiu.

 

Ainda segundo o movimento, um modelo engessado, criado sem planejamento, pode afastar investidores sérios no futuro.

 

O tema se insere num momento de importantes mudanças estruturais, como o projeto da Arena Barradão, que já tem contrato assinado. Os próximos passos para a SAF envolvem definir o modelo de negócio, emitir parecer do Conselho Fiscal, formar uma comissão especial e aprovar o plano em instâncias como o Conselho Deliberativo e Assembleia Geral.

 

Em entrevista à ESPN no dia 14 de maio, o presidente Fábio Mota reafirmou a intenção de transformar o clube em SAF até 2027. Ele não descartou a possibilidade de antecipar esse prazo caso surja um investidor.

 

"O Vitória está caminhando, sim, independente de ter ou não investidor. Nós vamos transformar o Vitória em SAF até 27. Se tiver um investidor antes, até antes deste momento", disse.

Alexandre Kalil acerta com futura SAF do Santa Cruz para comandar futebol do clube
Foto: Divulgação

 

O ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, chegou a um acordo verbal com os responsáveis pela futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santa Cruz para assumir a gestão do departamento de futebol. Ele também atuará no processo de transição para o novo modelo de administração.

 

Kalil é esperado nesta sexta-feira (25) em Recife, onde deve integrar a comitiva da Cobra Coral Participações S/A. O grupo negocia a aquisição de 90% das ações do futebol tricolor e prepara anúncios conjuntos com a diretoria do Santa Cruz.

 

Desde a saída de Vinícius Diniz do projeto, os investidores vinham em busca de um nome de projeção nacional para liderar o setor esportivo. Kalil surgiu como alternativa viável, em razão da relação próxima com integrantes da Cobra Coral Participações S/A, que são de Belo Horizonte, sua cidade natal.

 

Empresário e político, Kalil tem longa trajetória no futebol. Presidiu o Atlético-MG entre 2008 e 2014, período em que o clube conquistou a Copa Libertadores, a Copa do Brasil e outros títulos. Antes disso, ocupou cargos como diretor de futebol e presidente do conselho deliberativo da equipe. Após deixar o futebol, foi eleito prefeito de Belo Horizonte, cargo que ocupou de 2017 a 2022.

 

No Santa Cruz, Kalil deverá desempenhar papel semelhante ao exercido por Vinícius Diniz, com possibilidade futura de também integrar o quadro de investidores. O plano da SAF prevê um investimento de até R$1 bilhão ao longo de 15 anos.

 

As negociações avançaram nos últimos dias, especialmente após a reformulação das condições financeiras oferecidas pela Cobra Coral Participações. Kalil também mantém ligação política com Iran Barbosa, ex-deputado estadual e um dos nomes do grupo investidor. Em 2023, ambos estiveram juntos em articulações políticas visando a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Gaviões da Fiel se reúne com idealizadores do projeto SAFIEL, que propõe SAF com controle da torcida
Foto: Reprodução/Redes sociais

A diretoria da Gaviões da Fiel recebeu na última terça-feira (22) os criadores do SAFIEL, projeto que propõe transformar o departamento de futebol do Corinthians em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com controle majoritário da torcida.

 

O encontro contou com a participação dos empresários Carlos Teixeira e Maurício Chamati, responsáveis pelo desenvolvimento da proposta, que prevê um modelo de gestão profissionalizada, inclusão popular por meio da aquisição de cotas e foco na recuperação financeira do clube.

 

Segundo comunicado da torcida, o objetivo da reunião foi esclarecer os princípios do projeto, tirar dúvidas e ouvir sugestões. A Gaviões reforçou a necessidade de preservar o protagonismo da torcida nas decisões sobre o futuro do clube e reafirmou seu compromisso com a transparência e a defesa dos interesses da coletividade corinthiana.

 

“O SAFIEL propõe um novo modelo de governança baseado em gestão profissionalizada, participação popular por meio da aquisição de cotas, e foco na recuperação financeira do futebol alvinegro”, diz o texto.

 

O próximo passo será a apresentação formal do projeto ao Conselho Deliberativo da Gaviões da Fiel, que irá analisar os pilares da proposta e debater sua viabilidade.

Ex-presidente do Flamengo faz proposta milionária pela SAF do Confiança, algoz do Vitória na Copa do Nordeste
Foto: Divulgação/ADC

Adepto ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) desde os tempos em que presidia o Flamengo, entre 2019 e 2024, Rodolfo Landim mira o futebol nordestino para fazer seu primeiro investimento. 

 

O ex-presidente do Flamengo, formalizou na última quinta-feira (10) uma proposta para adquirir a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Associação Desportiva Confiança, clube sergipano que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro e está nas semifinais da Copa do Nordeste de 2025, após eliminar o Vitória nas quartas de final, no Estádio Manoel Barradas. 

 

A informação foi divulgada pelo ge.globo. A oferta foi feita por meio do “Consórcio Dragão”, liderado por Landim e composto também por outros empresários, incluindo Gustavo Oliveira, ex-vice-presidente de comunicação e marketing do Flamengo.

 

O grupo apresentou uma proposta de R$ 500 milhões para investimento no clube pelos próximos dez anos. O plano engloba a construção de um novo Centro de Treinamento, modernização do estádio Sabino Ribeiro, desenvolvimento das categorias de base com metodologia própria, ampliação do programa de sócio-torcedor, parcerias com o governo local, monetização de ativos digitais e investimento direto no elenco profissional e na gestão do futebol.

 

Apesar da venda da SAF, a associação civil do Confiança manteria 22% das ações e teria poder de veto sobre elementos imateriais como nome, cores, escudo, mascote, hino e sede do clube. O projeto tem como base três pilares:

 

  • Estabilidade: equalização de dívidas, modernização da estrutura e profissionalização da gestão;
  • Competitividade: atingir a Série B em até três anos e disputar o acesso à elite nacional;
  • Sustentabilidade e expansão: transformar o Confiança em referência regional na formação de atletas e em modelo de gestão.

 

“O futebol brasileiro está vivendo uma transformação profunda. Os clubes que entenderem a importância da profissionalização, da governança e da visão de longo prazo sairão na frente. Nosso compromisso com o Confiança é exatamente esse: trazer um modelo de gestão moderno, eficiente e responsável”, declarou Landim.

 

Na atual temporada, o Confiança já conquistou o título estadual e disputa a semifinal da Copa do Nordeste. No entanto, vive situação delicada na Série C do Brasileirão, ocupando a penúltima colocação, com apenas nove pontos em 11 rodadas.
 

Ex-presidente do Bahia e dono de cinco times, Guilherme Bellintani mira clube português
Foto: Reprodução/GE

 

A experiência à frente da transformação do Bahia em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) impulsionou Guilherme Bellintani a investir em um novo projeto no futebol. Após negociar a venda de 90% da SAF do clube baiano ao Grupo City, em 2022, o ex-presidente tricolor fundou a Squadra Sports, uma plataforma de gestão multiclubes.

 

O empresário concedeu uma entrevista para o site ge.globo, onde o principal tema foi as SAFS, assunto que Bellintani tem se mostrado ser especialista nos últimos tempos.

 

Desde que deixou a presidência do Bahia no fim de 2022, Bellintani passou a administrar cinco clubes: Londrina (PR) e Linense (SP), no futebol profissional, e VF4 (PB), Ypiranga (BA) e Conquista (BA), nas categorias de base. O grupo também negocia a aquisição de uma equipe em Portugal.

 

De acordo com Bellintani, a Squadra tem como meta se tornar um dos principais exportadores de jogadores do país. “O projeto está no primeiro ciclo de seis anos, de 2025 a 2030. Queremos chegar a mil atletas integrados à plataforma”, afirmou Bellintani.

 

O modelo de SAF tem avançado no Brasil desde a aprovação da Lei 14.193, em 2021. Em quatro anos, mais de 60 clubes aderiram ao formato. O mandatário da Squadra Sports, no entanto, defende cautela antes de considerar o modelo consolidado no cenário.

 

“Acho que é muito cedo para dizer que já é uma realidade consolidada. É um processo de transformação. Nos primeiros cinco anos, vamos ver muitos ajustes, erros e acertos. Só depois disso é que será possível avaliar se o modelo se firmou no país”, analisou.

 

Ele também destacou o impacto da nova lógica de mercado entre clubes tradicionais e os que se tornaram SAFs. “Clubes que antes diziam que não queriam SAF estão se abrindo e entendendo que precisam. Outros estão percebendo que, para competir com as SAFs, precisam se organizar. Palmeiras e Flamengo, por exemplo, se anteciparam a isso”, observou.

 

Bellintani ressaltou que a adesão ao modelo não representa solução automática para os problemas do futebol brasileiro. “As SAFs também erram, é importante dizer isso. O investidor, às vezes, se engana ou está despreparado. Essa ideia de que SAF é a salvação não existe. O que temos é uma tendência de projetos mais organizados", disse.

 

Durante sua gestão no Bahia, Bellintani conduziu a venda da SAF para o City Football Group, o maior conglomerado de clubes do mundo. A negociação foi iniciada logo após a promulgação da lei. 

 

“Estudamos o projeto, estruturamos o modelo para o clube e só depois buscamos um investidor. Foi uma mistura de velocidade com cautela, que resultou em um bom parceiro e um projeto de longo prazo”, relembrou.

 

Com a nova administração, o Bahia alcançou feitos históricos: quitou dívidas, garantiu a melhor colocação no Brasileirão por pontos corridos (8º lugar em 2024) e voltou à Libertadores após 35 anos. Além disso, planeja construir o maior centro de treinamento da América do Sul.

 

Bellintani, agora à frente da Squadra, afirma que a ambição vai além do mercado nacional. “Estamos trabalhando para que, somando um clube de Portugal à plataforma, sejamos o primeiro grupo multiclubes nascido no Brasil. O projeto está em plena construção.”

CBF inicia processo de implementação de Fair Play financeiro no futebol brasileiro, diz colunista
Foto: Rebeca Reis / CBF

 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) instituiu nesta segunda-feira (9) um grupo de trabalho para desenvolver um sistema de Fair Play financeiro para os clubes do futebol brasileiro. A proposta, que deverá ser elaborada em até 90 dias, visa estabelecer regras para promover a sustentabilidade financeira das equipes.

 

O documento oficial foi assinado pelo presidente da CBF, Samir Xaud, e detalha a criação do "Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira" (SSF). O modelo será desenvolvido por representantes da CBF, clubes das Séries A e B, federações estaduais e consultores especializados.

 

“O objetivo é criar normas que garantam equilíbrio econômico, responsabilidade fiscal e adaptação à nova realidade do futebol brasileiro, que inclui clubes-empresa (SAFs)”, informa a confederação.

 

Inspirado em práticas adotadas no futebol europeu, o sistema definirá limites de gastos proporcionais às receitas, exigirá a quitação de dívidas em atraso e estabelecerá mecanismos de monitoramento e sanções. A aplicação das regras será gradual, levando em consideração as especificidades regionais e estruturais de cada clube.

 

Os clubes terão cinco dias para manifestar interesse em participar do grupo. Caso o número de candidatos ultrapasse o limite, a seleção dos membros será feita pelo presidente do grupo, Ricardo Paul, atual vice-presidente da CBF.

 

Esta não é a primeira tentativa da CBF de criar um modelo de Fair Play financeiro. Na gestão anterior, um projeto semelhante foi interrompido após resistência de clubes endividados, como Corinthians e Atlético-MG.

 

A nova iniciativa surge em meio a um cenário preocupante: em 2024, as dívidas dos principais clubes brasileiros cresceram 22%, ultrapassando R$ 14 bilhões, segundo levantamento da Consultoria Convocados.

Vinícius Júnior compra clube da Série B do Brasileirão, diz site
Foto: Reprodução/Instagram (@athleticclubfutebol)

 

O atacante Vinícius Júnior, camisa 7 da Seleção Brasileira e jogador do Real Madrid, ampliou sua participação no mercado do futebol. De acordo com o site ‘Foot Mercato’, o camisa 7 da Seleção Brasileira adquiriu o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Athletic Club, equipe de São João del-Rei que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro em 2025.

 

Anteriormente, o empresário e agente do jogador, Thássilo Soares, conhecido como Tatá, que adquiriu 53,5% das ações da SAF. A operação havia sido inicialmente suspensa por uma liminar, mas a decisão foi posteriormente revogada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), permitindo o prosseguimento do processo.

 

Antes da aquisição, a maioria das ações (68,5%) estava nas mãos da F\&P Gestão Esportiva, empresa fundada por Fábio Mineiro, atual presidente da SAF, e Pierre Fernandes. Os demais acionistas eram a Tiberis Holding (21,5%), a Construtora Felipão (5%) e a associação civil do próprio clube (5%).

 

O negócio ocorre meses após Vinícius Júnior ter se envolvido na aquisição do FC Alverca, clube da Segunda Divisão de Portugal. Com o Athletic, o jogador reforça sua presença como investidor no futebol profissional.

Albino Leite projeta Atlético de Alagoinhas com futura SAF: "Quem sabe chegar na Série B do Brasileiro em cinco anos"
Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

Uma das personalidades presentes na premiação dos melhores do Baianão 2025, na noite desta segunda-feira (31), foi Albino Leite, presidente do Atlético de Alagoinhas. O mandatário ressaltou que o caminho do futuro para o Carcará tem nome e sobrenome: Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Para ele, o Atlético precisa ter um investidor para dar um salto maior em sua história, além de projetar a possibilidade do clube chegar na Série B do Brasileirão em cinco anos.

 

"A sobreviência do Alagoinhas Atlético Clube chama-se 'SAF'. Não temos condições, não podemos. Existem muitas coisas que acontecem dentro do Alagoinhas Atlético Clube. A sobrevivência dele (clube) depende muito também do presidente, a força de vontade, o caráter do presidente e buscar recurso. Mas o que nós estamos vendo no cenário nacional, não é só isso, nós precisamos avançar muito mais. Precisamos ter parceiros fortes para atingir os grandes objetivos e quem sabe chegar na Série B em cinco anos. A filosofia é essa, dentro de uma SAF, venha para a SAF, qualquer empresário quer vir aqui para investir o seu dinheiro", disse Albino Leite.

 

Para o gestor, o investimento financeiro impulsiona o poder de estruturar de uma melhor forma a administração do clube, mas também o seu lado esportivo. De acordo com Albino, sem uma SAF o Atlético já conseguia competir e conquistar títulos, com o apoio de um projeto de Sociedade Anônima do Futebol, a equipe pode chegar em objetivos maiores, como a disputa da Segunda Divisão do futebol nacional.

 

"Observe, se nós não temos nenhuma condições em cinco anos (de chegar na Série B), como conseguimos ser vice-campeão, campeão, bicampeão (do Campeonato Baiano), várias vezes participando da série D, chegando já na segunda fase (Série D) capengando, imagine tendo uma SAF com recursos financeiros e um staff perfeito com seu alicerce, sabendo buscar jogadores no mercado", afirmou o mandatário.

 

Apesar de projetar ter um investidor futuramente, ainda existem algumas etapas para o Atlético de Alagoinhas se tornar de fato um clube empresa, como a eleição do conselho deliberativo, como explicou o presidente da agremiação.

 

"Temos sim algumas conversas, tá certo? Algumas avançadas, outras não, né? Porque não é só um, tem dois ou três que estão nessa linha, mas vamos verificar qual o melhor para o clube. Mas para isso eu preciso ter meu conselho deliberativo que a partir do mês de abril eu já tenho essa eleição", detalhou.

Ronaldo manifesta interesse em comprar SAF do Corinthians, mas recebe negativa da Gaviões da Fiel
Foto: Reprodução/Charla Podcast | Rodrigo Villagra/Gaviões da Fiel

Durante entrevista ao Charla Podcast, realizada no último sábado (22), Ronaldo Fenômeno afirmou que estaria disposto a comprar o Corinthians caso o clube se tornasse uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O ex-jogador destacou o potencial financeiro da equipe e disse que sua gestão poderia ampliar ainda mais as receitas. Veja:

 

 

"Cara, o dia que o Corinthians decidir fazer a SAF, eu sou comprador. Eu arrumo dinheiro no mercado. Eu sou comprador e vou adorar fazer. Vou adorar envolver o torcedor", afirmou Ronaldo.

 

O empresário também ressaltou que o faturamento do clube já é alto, mas que há desafios importantes a serem resolvidos, como a dívida do estádio. "Resolve a dívida do estádio e aí é só olhar para frente com um orçamento grande. Porque o Corinthians fatura dinheiro e fatura bem. Se for organizado, dá para faturar mais ainda", completou.

 

No entanto, as declarações de Ronaldo não foram bem recebidas pela Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube. Em nota oficial, o grupo rejeitou a possibilidade de SAF, alegando que a venda do time iria contra sua "essência popular" e a relação histórica com os torcedores.

 

"O Corinthians nasceu do povo e deve permanecer sob o controle de sua torcida, sem virar mercadoria nas mãos de investidores", diz o comunicado.

 

A organizada também criticou a transformação de outros clubes em SAF, afirmando que perderam "autonomia e identidade" e se tornaram apenas "negócios sem compromisso com suas raízes". A nota ainda menciona que temas como esse tumultuam o ambiente em um momento decisivo da temporada. Veja comunicado oficial completo:

 

 

Ronaldo já possui experiência na gestão esportiva, tendo adquirido o Cruzeiro em 2021 e vendido posteriormente. Atualmente, é o sócio majoritário do Real Valladolid e acumula duas manchas em sua gestão: rebaixamento na temporada 2020/21 e outro descenso posterior em 2022/23. Nas duas ocasiões, o time conquistou o acesso nos anos seguintes, sendo 2021/22 e 2023/24, respectivamente.

Com contratações de impacto após SAF, Fluminense de Feira mira se recolocar como 3ª força do futebol baiano
Foto: Rafael Falcão / Fluminense de Feira

O dia 30 de abril reserva um acontecimento importante. Esta é a data em que é dado o pontapé inicial para a 2ª divisão do Baianão 2025. Mas, antes disso, o Fluminense de Feira, bicampeão baiano em 1963 e 1969, vice-campeão da Série C de 1997 e que não disputa a Série A do Baianão desde 2021, começou a se preparar para a competição. E, para entender como o Touro do Sertão anunciou contratações como Kieza e Rogério, ex-jogadores da dupla Bahia e Vitória, é preciso voltar para 2022.

 

Naquele ano, era confirmada a segunda Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no estado. Depois do City Football Group adquirir o Bahia, chegou a vez do Touro do Interior acenar para o futuro. O Fluminense de Feira se tornou um clube empresa.

 

Com um investimento mínimo de R$ 60 milhões, 90% do projeto do Fluminense foi comprado pela Core3, empresa feirense do ramo de tecnologia e telecomunicações. Em conversa com o Bahia Notícias, Filemon Neto, presidente da SAF, explicou o papel deste modelo de investimento e organização na reestruturação do Tricolor de Feira.

 

“Enquanto SAF, a gente toma conta de todo o departamento de futebol do clube. Então assim, assumimos o Fluminense como um todo. Temos total influência no processo de gestão de futebol. A Core3 fez a aquisição de 90% do clube e naquele momento foi a segunda SAF aprovada do estado da Bahia”, disse Filemon.

 

A gestão da SAF do Fluminense está à frente de todo processo de investimento no futebol, mas a empresa também busca revitalizar outras áreas estruturais no entorno do foco principal em todas suas divisões, ou seja, não é um projeto apenas sobre o futebol profissional. O plano está visando escalar entre as forças do futebol baiano, visualizando as categorias de base e enxergando o futuro.

 

Filemon Neto (Presidente da SAF), Zé Chico (Pres. Associação Fluminense de Feira F.C) e André Oliveira (CEO da SAF)  | Foto: Site Fluminense de Feira

 

Um exemplo disso é a implementação da divisão de base do Touro, que vai participar do Baianão Sub-20 em 2025. Em conjunto, a categoria de base ganhou uma nova estrutura de trabalho, que conta com dois novos campos de futebol, além de uma reestruturação no alojamento, academia, departamento médico e fisioterapia.

 

“Estamos dando continuidade no trabalho da SAF e foi implementada a nossa divisão de base, que vai disputar o Campeonato Baiano Sub-20, e por isso também que fizemos uma reformulação no centro de treinamento. O CT do Fluminense estava bem ‘caidinho’, mas a gente pegou e fez toda uma reestruturação, construímos dois campos de futebol, refizemos toda a estrutura do novo alojamento, de academia, departamento médico e fisioterapia. Tudo isso está sendo feito para a nova estrutura do clube, a SAF do Fluminense pretende transformar a equipe em um time moderno”, detalhou.

 

A equipe feirense faz parte do Grupo 2 do Campeonato Baiano Sub-20. Com o Touro, mais sete times estão na chave: Atlântico, Estrela de Março, Feirense, Jacobina, Leônico, Ypiranga e Vitória, o adversário do Fluminense na estreia da competição.

 

SÉRIE B, KIEZA E TERCEIRA FORÇA DA BAHIA
Filemon Neto se posiciona como presidente da SAF do clube que se coloca como a terceira força do estado da Bahia. De acordo com ele, essa é a forma que o Fluminense de Feira deve se apresentar, pois é o terceiro maior representante do futebol estadual e busca voltar à elite do certame estadual. Além de ser o primeiro time do interior baiano a ser campeão do Baianão, o Touro do Sertão foi vice-campeão da Copa do Nordeste de 2003 em final perdida para o Vitória. 

 

“O nosso posicionamento é o seguinte: o Fluminense é um time grande. O Fluminense quer se colocar como a terceira força do futebol baiano, porque ele assim é. O Fluminense é a terceira força, é a terceira torcida, é o representante da maior cidade do interior e a gente não pode se permitir se colocar de uma forma diferente no futebol”, afirmou o mandatário.

 

 

O resgate da autoestima e conexão do torcedor, da identidade do Touro de Feira, é um desejo da diretoria do Fluminense nesta nova formação. Para isso, o objetivo de garantir o acesso para a elite do futebol estadual em 2025 é indispensável. Diante deste contexto, um critério de montagem de elenco, além da formação de novos atletas, foi adotado pelo clube. 

 

A experiência é vista como uma característica que pode conduzir o elenco positivamente na caminhada pelo acesso, e por isso, Paulo Sales foi o nome escolhido para comandar o clube. Sinônimo de sucesso quando o assunto é a 2ª divisão do Campeonato Baiano, Paulo é o “Rei do acesso”, porque é o recordista de acessos à elite do futebol da Bahia, com nove promoções.

 

Contratado em outubro de 2024, Paulo Sales foi uma das primeiras novidades do Fluminense pensando em 2025. Segundo Filemon, o planejamento foi montado com a ideia de trazer o técnico com antecedência para garantir que ele pudesse se estabelecer no ambiente e ter conhecimento do elenco, da cidade, das estruturas do clube o mais rápido possível.

 

"A contratação do nosso treinador foi feita no ano passado, porque não queríamos de maneira nenhuma que o nosso técnico chegasse de última hora. Então, ele chegou no ano passado e a gente também manteve a comissão técnica. Desde a chegada, ele vem acompanhando tanto a Série A do Baiano quanto as outras competições regionais dos estados circunvizinhos. Paulo tem acompanhado os torneios. Nós temos feito contato com jogadores para fazer a montagem dessa equipe", destacou.

 

Treinador Paulo Sales e membros da comissão técnica do Touro do Sertão | Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Em 2024, o Fluminense de Feira fez a melhor campanha da classificação geral da 2ª Divisão do estadual, mas no duelo da semifinal, contra o Porto Sport Club, o time feirense foi eliminado, e consequentemente, permaneceu na Série B.

 

Segundo Filemon, apesar do campeonato ser bem organizado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), acaba sendo um torneio "malvado" com as equipes que fazem um bom desempenho, por isso, a contratação de nomes como Kieza e Rogério são importante em momentos de decisões. 

 

Filemon contou como o Touro do Sertão chegou na contratação do atacante Kieza. O centroavante foi anunciado pelo clube na última quarta-feira (12), sendo o principal ativo do elenco que vai disputar a Série B do Campeonato Baiano. Para o presidente do Tricolor, esse nome experiente era o que faltava para o time voltar para a Série A.

 

"Para coroar a montagem desse elenco, trabalhamos bastante para confirmar a contratação de um grande nome, que isso era uma dor que o torcedor de Feira de Santana tinha. O Fluminense de Feira tem um histórico de fazer bons times, mas que falta o último detalhe, que é fazer o gol, e a gente foi buscar um cara que entende disso, que é o Kieza. Ele procurou a gente, gostou do projeto e ele mesmo comprou a ideia de vir participar da Série B do Baiano com a gente. Estamos muito felizes de poder contar com ele aí para nos ajudar a garantir o acesso para a Série A", disse o gestor.

 

Kieza atuando pelo Bahia | Foto: Maurícia da Matta

 

Em meio aos anos de reconstrução, o dia 30 de abril é logo ali. Data em que Itabuna e Fluminense de Feira se enfrentam pela primeira rodada da Série B do Campeonato Baiano. Além dessas duas equipes, a competição também vai contar com Bahia de Feira, Galícia, Grapiúna, Leônico, SSA FC e Teixeira de Freitas.

 

Esta vai ser a sétima vez que o Touro do Sertão vai disputar a 2ª Divisão do Campeonato Baiano. Nas seis oportunidades anteriores, o time pioneiro do interior foi promovido para a elite duas vezes. Nas duas ocasiões, a equipe ficou na vice-colocação do torneio.

Presidente da Juazeirense, Roberto Carlos projeta SAF para o clube: “Parece que vai dar certo”
Foto: Reprodução / Bahia Notícias

Convidado da 125ª edição do Podcast Projeto Prisma, Roberto Carlos, deputado estadual (PV) e presidente da Juazeirense, afirmou em primeira mão ao Bahia Notícias que trabalha na transformação da Juazeirense em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ele confirmou que viajou para o Rio de Janeiro na última semana para tratar de negócios com um possível investidor.

 

“Estamos construindo com muitas dificuldades, porque temos poucos recursos. Talvez já tenhamos o maior centro de treinamento daqui do Norte-Nordeste em área. Não é fácil, porque não temos recursos, e vou falar algo aqui em primeira mão. Na semana passada, fui ao Rio de Janeiro para tratar com empresários para transformar a Juazeirense em um clube empresa (SAF). Parece que vai dar certo, porque o caminho hoje é a SAF. Não dá mais para competir com poucos recursos, porque se observar, temos que enfrentar times como o Bahia, que tem muito mais poder de investimento hoje. É quase impossível competir, porque eles têm uma melhor estrutura”, disse o deputado.

 

Ainda abordando o assunto, o gestor deu mais detalhes sobre o empresário que trabalha num futuro investimento do Cancão de Fogo. O deputado estadual contou que o investidor é dono de dois clubes de futebol e de uma instituição financeira.

 

“Logo depois do carnaval, criamos um grupo para começar a tratar da questão de uma forma mais concreta. Acho que vai dar certo, é um empresário bem sucedido, que tem dois times. Um em Los Angeles (Estados Unidos) e outro na Arábia Saudita. É um empresário que é dono de 49 empresas, incluindo uma instituição financeira. Esperamos que vá dar certo”, detalhou.

 

Roberto Carlos declarou que já começou a pensar em valores de investimento e que vai sugerir a implementação de aportes financeiros da parte do possível investidor. A ideia é que a Juazeirense possa se reforçar no mercado de transferências para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e brigar por uma vaga no mata-mata da Copa do Nordeste.

 

“Não temos uma previsão, mas estou começando a mentalizar. Vou sugerir para ele (possível investidor) que já comece a colocar um aporte financeiro para que a gente comece a contratar jogadores para a disputa do Brasileirão Série D e da Copa do Nordeste. Ainda temos possibilidades de classificação na Copa do Nordeste, temos dois jogos para brigar pela classificação, e para isso, precisamos de mais contratações agora para a continuidade da temporada”, finalizou o mandatário.

 

JUAZEIRENSE DENTRO DAS QUATRO LINHAS
Na Copa do Nordeste, a Juazeirense ainda tem dois confrontos a serem jogados para tentar garantir vaga para as quartas de final do torneio. Com seis pontos ganhos, o quinto colocado do Grupo B do Nordestão vai enfrentar o Ceará e o Confiança. 

 

No dia 12 de abril, o time de Juazeiro recebe o ASA (AL), no Estádio Adauto de Moraes, às 19h, pela primeira rodada do Brasileirão Série D.  Presente no Grupo A4, a Juazeirense também divide a tabela da fase de grupos com Barcelona de Ilhéus, Jequié, Sergipe, Lagarto (SE), Penedense (AL) e União (TO).

 

 

Cruzeiro deve receber parte do valor da compra de Vitor Roque
Foto: Divulgação / Cruzeiro

O Cruzeiro tem direito a uma parte do valor pago pelo Palmeiras ao Barcelona pela transferência do brasileiro Vitor Roque. A SAF da Raposa fez parte da formação do atleta e, por isso, receberá pouco mais de 1% dos 25,5 milhões de euros, o que significa cerca de R$ 1,6 milhão.

 

O mecanismo utilizado foi o de solidariedade, criado pela Fifa em 2000. A fórmula recompensa os clubes formadores dos atletas financeiramente. 

 

O jovem chegou ao Cruzeiro com 14 anos, em 2017. O craque vinha do América, que acusou o Cabuloso de aliciamento do jogador. 

 

Quando atuou pela Raposa, a estreia de Roque durou apenas 20 minutos. Com 16 anos, Vitor entrou em campo pelo profissional, aos 15 minutos do segundo tempo e saiu 19 minutos depois, por cansaço, ainda sem saber dosar o esforço utilizado em campo. 

Vasco entra com pedido de recuperação judicial para reestruturar dívida bilionária
Foto: Dikran Sahagian/Vasco

O Vasco da Gama entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (24), buscando reorganizar sua dívida, que ultrapassa R$ 1 bilhão. O processo ocorre em meio a um momento conturbado para a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube, que está sem um controlador desde o afastamento da 777 Partners pela Justiça.

 

Para conduzir a reestruturação financeira, o Vasco contratou o escritório Alvarez & Marsal. A diretoria do clube considera a medida essencial para estabilizar suas contas.

 


A recuperação judicial ocorre enquanto o Vasco negocia a venda de sua SAF. Segundo o clube, a prioridade será garantir o pagamento em dia de salários e demais despesas, além de manter os investimentos planejados.

 

Em nota ao Painel S.A., o Vasco se colocou a compromisso de se reestruturar financeiramente.  "Decisões difíceis, mesmo quando amargas e impopulares, não diminuem a convicção e determinação da atual administração de enfrentar esse desafio de maneira firme e responsável. Ou se encara a realidade, ou corre o risco de seguir repetindo os mesmos erros do passado."

 

CRISE NA SAF
Desde que se tornou SAF, em setembro de 2022, o Vasco vive uma crise financeira agravada. Apesar da melhora dentro de campo em 2024, a situação administrativa se complicou, culminando em uma disputa com a 777 Partners, grupo que detinha o controle da SAF.

 

A diretoria acusa a empresa de quebra de contrato, alegando que os aportes financeiros previstos não foram realizados dentro do prazo, afetando a estabilidade do clube.

 

Além dos problemas no Vasco, a 777 Partners também enfrenta dificuldades no exterior. Em maio de 2023, a Bloomberg revelou que a companhia estaria envolvida em um processo por um suposto empréstimo de US$ 350 milhões, garantido com fundos que, segundo a denúncia, não existiam.

 

A Justiça ainda analisará o pedido de recuperação judicial do Vasco.

Investidor da SAF do Coritiba sugere fusão com Paraná Clube
Foto: Divulgação / Coritiba

O ex-presidente do Coritiba e atual investidor da SAF do clube, Joel Malucelli revelou que indicou aos atuais administradores uma fusão entre o Coxa e o Paraná Clube, de acordo com o ge. O rival do clube vive uma crise financeira e voltou a ser rebaixado no Campeonato Paranaense. 

 

“Pensar no futebol paranaense na fusão entre o Paraná Clube e o Coritiba, a princípio pode se achar uma missão impossível, imaginaria um projeto bem feito equilibrado que fosse a aprovação de torcedores do Coxa e Paraná. Já foi Ferroviário, Colorado e Paraná Clube, podia ser um Coxa PR. Não dá para desprezar a força que o Paraná Clube tem. O clube não vai conseguir se reerguer só com os sócios pagando mensalidade”, confirmou o empresário. 

 

Apesar da revelação do investidor, o Coritiba negou qualquer possibilidade de conversas envolvendo a fusão do clube com outros times, além de ter descartado completamente essa possibilidade. 

 

“O Coritiba esclarece que não há qualquer estudo ou conversa em andamento acerca de possível fusão com outro clube de futebol e que tal hipótese está completamente descartada”, disse a nota oficial. 

 

Durante a entrevista com o portal, Malucelli ainda criticou a situação atual do futebol paranaense, que após 20 anos voltou a não ter nenhum representante na elite do Campeonato Brasil, a maior competição nacional do país.

 

“Athletico não conseguiu se manter no padrão, Coritiba tentando e ficando na Série B. Uma federação que não ajuda nada, não consegue formar árbitros de qualidade, estamos vivendo o momento mais medíocre do futebol paranaense. Espero que a gente consiga dar a volta por cima para ser potência no Brasil”, completou. 

VÍDEO: Presidente e investidores do Santa Cruz celebram assinatura da venda da SAF; confira
Foto: Divulgação/Santa Cruz

O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, anunciou com entusiasmo a assinatura da proposta vinculante para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tricolor a um grupo de empresários mineiros. O acordo foi formalizado na noite da última segunda-feira (13), marcando o que Rodrigues chamou de um “dia histórico” para o clube pernambucano. Veja o vídeo institucional abaixo:

 

 

Conforme os termos do negócio, os empresários mineiros adquirirão 90% das ações da SAF do Santa Cruz, com o compromisso de investir R$ 1 bilhão ao longo dos próximos 15 anos. Esse investimento visa reconstruir as bases financeiras e esportivas do clube, colocando-o novamente em destaque no cenário nacional.

 

Vale lembrar que a última vez que a Cobra Coral esteve nos holofotes do futebol brasileiro foi em 2016, última vez em que a equipe esteve na Série A do Brasileirão. Na ocasião jogavam alguns atletas como Keno, Arthur Caíque, Uillian Correia, e a estrela do futebol alemão e jogador de Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, Grafite. 

 

“Hoje assinamos a proposta vinculante da SAF, o principal objetivo da nossa gestão, que nós entendemos ser a solução para o clube. A gente que vem lutando há tanto tempo para alcançar esse objetivo, hoje é um dia histórico”, declarou Bruno Rodrigues em um vídeo institucional divulgado pelo clube.

 

“É importante frisar que o valor a ser investido no período de 15 anos é de mais de R$ 1 bilhão, o que vai soerguer o clube e trazer de volta o Santa Cruz ao patamar que ele nunca devia ter saído. Estou muito feliz em dar essa notícia à nossa imensa torcida", continuou.

 

O anúncio foi realizado ao lado de Adriano Lucena, presidente da Comissão Patrimonial do clube, e de Victor Pessoa de Melo, presidente do Conselho Deliberativo. Todos participaram da reunião final com os empresários mineiros Vinícius Diniz (ex-dono da SAF do Athletic, de Minas Gerais) e Márcio Cadar, responsáveis por liderar o grupo de investidores.

 

A dupla esteve em Recife nesta segunda para alinhar os últimos detalhes do acordo, que promete trazer novamente o Santa Cruz aos trilhos no futebol brasileiro.

 

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PRONUNCIAMENTO DOS INVESTIDORES

Os empresários mineiros Vinícius Diniz e Márcio Cadar, responsáveis pela assinatura da proposta para a aquisição de 90% das ações da SAF do Santa Cruz, fizeram sua primeira declaração oficial também na última segunda. Em vídeo divulgado nas redes sociais do clube, ambos ressaltaram o compromisso de levar o Santa Cruz de volta à elite do futebol nacional. O clube pernambucano, que no ano passado não participou de competições nacionais, disputará a Série D do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Veja:

 

 

Cadar, que ficará responsável pela gestão da SAF do clube, destacou o esforço da gestão do clube para viabilizar a SAF e reconheceu que terá um caminho desafiador no primeiro momento. 

 

"Sabemos que nós temos um caminho a percorrer, etapas a cumprir, mas hoje foi dado um grande passo. Queria deixar aqui o meu agradecimento ao presidente Bruno Rodrigues, que não mediu esforços desde o primeiro momento para que essa SAF se realizasse e que fosse uma SAF que fizesse jus à grandeza do Santa Cruz", contou.

 

Com experiência no comando da SAF do Athletic-MG, Vinícius Diniz será o responsável por liderar o futebol do Santa Cruz após a conclusão da aquisição. No Athletic-MG, ele conduziu o clube mineiro da segunda divisão estadual à inédita participação na Série B do Brasileiro em 2024.

 

"Quero agradecer muito o carinho recebido nos últimos dias, depois da notícia ter sido divulgada. Estamos extremamente felizes com tudo o que está acontecendo. Vamos entrar em um momento agora de muito trabalho nesses próximos meses para que a gente consiga efetivamente estarmos tocando a SAF", projetou Diniz.

 

Santa Cruz anuncia assinatura de SAF por R$ 1 bilhão por 90% das ações do clube
Foto: Reprodução/Instagram (@santacruzfc)

 

Na noite desta segunda-feira (13), a assinatura da proposta vinculante da Sociedade Anônima de Futebol (SAF). O valor da operação é de R$ 1 bilhão por 90% das ações do Tricolor Pernambucano. A nota divulgada oficialmente pelo Santa destaca que o investimento para os próximos 15 anos envolve.

 

“a modernização do Estádio José do Rego Maciel (Arruda), do Centro de Treinamento e da estrutura das categorias de base do clube, além de pavimentar o caminho para que o clube retome, de forma gradual, às principais divisões do Campeonato Brasileiro”

 

Agora, o time de Pernambuco aguarda a aprovação pela assembleia geral dos credores para que todo o processo seja finalizado.

 

“O clube aguarda a finalização da due diligence e dos trâmites burocráticos, como ajustes no plano de Recuperação Judicial e aprovação pela assembleia geral dos credores, para que a transição seja concluída e a gestão da SAF seja concretizada”, disse o comunicado oficial do Santa Cruz.

 

O grupo de investidores que está comprando a SAF Coral é formado por empresários mineiros. Desde a manhã desta segunda-feira (13), dois dos futuros mandatários dos pernambucanos já agitaram os torcedores ao mostrar que estavam a caminho de Recife.

 

Nota oficial do Santa Cruz:

 

“O Santa Cruz Futebol Clube anuncia a assinatura da oferta vinculante para a venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da instituição para a Cobra Coral Participações S/A, que é gerida pelos empresários Marcio Cadar, sócio da REAG Investimentos, uma das maiores gestoras independentes do Brasil com mais de R$ 280 bilhões sob gestão, Vinicius Diniz, ex-gestor da Futbraz, empresa com vasta experiência em gestão profissional no futebol brasileiro, bem como por outros empresários atuantes no mercado financeiro. O valor envolvido na operação é de R$1 bilhão”.

Santa Cruz encaminha venda de SAF por R$ 1 bilhão para grupo mineiro, revela podcast
Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

O Santa Cruz pode estar prestes a finalizar a venda da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por R$ 1 bilhão a um grupo de investidores de Minas Gerais. É o que diz a informação veículada pelo Podcast Beberibe 1285, na última quinta-feira (9).

 

 De acordo com a informação, o empresário Vinicius Diniz, ex-dono da SAF do Athletic, de Minas Gerais, é o nome mais cotado para assumir a gestão do clube pernambucano. O Bahia Notícias entrou em contato com uma fonte ligada ao Santa Cruz, onde a mesma destacou que "o clube não irá se pronunciar no momento", além de ter revelado que nada partiu de forma oficial.  

 

O anúncio oficial da concretização do negócio estaria previsto para a próxima semana. O valor do investimento, caso seja sacramentado, seria direcionado ao pagamento de dívidas, que somam aproximadamente R$ 300 milhões, além de ser utilizado na modernização do Estádio do Arruda e no reforço do futebol.

 

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O Estatuto do Santa Cruz permite que o presidente do Executivo decida sozinho sobre a implementação da SAF, conforme definido em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 2022, ainda na gestão de Antônio Luiz Neto.

 

Apesar disso, o atual presidente, Bruno Rodrigues, já demonstrou interesse em submeter o processo a uma votação antes de oficializar qualquer venda, promovendo maior transparência entre os conselheiros.

Náutico assina com consórcio que visa comprar 90% da SAF do clube
Foto: Reprodução / CNC

O Náutico informou, nesta quinta-feira (5), que assinou uma proposta não vinculante com intuito de vender 90% da Sociedade Anônima de Futebol do clube. Com a confirmação do presidente Bruno Becker, a “carta de intenções” já está formalizada entre a diretoria e o Consórcio Timbu. 

 

O modelo confirma que haverão investimentos no futebol do clube no decorrer de, pelo menos, 10 anos. Além disso, a dívida que gira em torno de R$ 250 milhões será resolvida, e o CT Wilson Campos e o Estádio dos Aflitos também vão ser reformados. 

 

A próxima fase será a análise das propostas feitas pelas lideranças alvirrubras. Por conta de cláusulas de sigilo, os valores totais da negociação e os nomes dos investidores que fazem parte do Consórcio Timbu seguem confidenciais. 

Magnata interessado na SAF do Vasco tem fortuna maior que John Textor
Foto: Reprodução / Instagram

O grego bilionário que está negociando a compra da SAF do Vasco, Evangelos Marinakis é uma figura conhecida por altos investimentos nos clubes que comanda. Além disso, o magnata possui uma fortuna de quase US$ 4 bilhões de dólares (R$ 22 bilhões), mais do que o montante acumulado de John Textor. 

 

O empresário de 57 anos fez grande parte da sua fortuna pela Capital Maritime Group. Ao todo, sua riqueza é o dobro da fortuna do dono da SAF do Botafogo, atual campeão da Libertadores. 

 

Dos clubes comandados pelo investidor, fazem parte o Olympiacus, da Grécia, e do Nottingham Forest, da Inglaterra. No ano Passado, Marinakis ainda comprou o Rio Ave, de Portugal, e agora está com o desejo de expandir para o Brasil. 

 

O magnata contratou o brasileiro Edu Gaspar para  assumir as operações internacionais de futebol do empresário. O ex-jogador deixou o cargo de diretor esportivo do Arsenal recentemente. 

Magnata grego confirma que negocia compra de SAF de clube brasileiro; Vasco tem nome ventilado
Foto: Reprodução/Instagram

Com a chegada de nomes como Pedrinho e John Textor ao futebol brasileiro, um novo personagem pode estar prestes a entrar em cena. O cartola grego Evangelo Marinakis anunciou no último domingo (1º) que está em negociações para adquirir um clube no Brasil. Vale lembrar que o magnata é dono do Olympiacos, da Grécia, do Nottingham Forest, da Inglaterra e do Rio Ave, de Portugal.

 

Em entrevista ao veículo 'Sky Sports', da Inglaterra, o dirigente revelou a possível compra de um clube brasileiro, afirmando que será "algo grande". Rumores apontam que o Vasco da Gama seria o clube que estaria entre as pretensões do grego. De acordo com informações do 'The Telegraph', Marinakis possui interesse em adquirir uma participação majoritária da SAF do Cruzmaltino.

 

Evangelo Marinakis deverá contar com o brasileiro Edu Gaspar para intensificar as suas tratativas. Edu é ex-jogador e estava no Arsenal, da Inglaterra, exercendo o cargo de diretor esportivo. Recentemente, em outra declaração, o magnata revelou o interesse em contar com Gaspar.

Dono da SAF do Cruzeiro garante permanência de Fernando Diniz até dezembro de 2025
Foto: Gustavo Aleixo / Cruzeiro

O dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço assegurou para o GE, nesta quinta-feira (28), que os planos do clube contam com Fernando Diniz até dezembro de 2025. O técnico foi alvo de xingamentos por parte da torcida no último duelo pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Mineirão. 

 

Até então, o treinador conquistou apenas 2 vitórias em 12 partidas com o Cabuloso. O primeiro triunfo foi contra o Lanús, na semifinal da Sul-Americana, quando a equipe garantiu vaga na final do campeonato, e o segundo foi contra o Criciúma pelo Brasileirão. 

 

Além disso, Diniz somou 5 empates e 5 derrotas, sendo uma delas contra o Racing na final da Copa Sul-Americana. Pelos resultados, o desempenho do treinador bateu apenas 30% de aproveitamento. 

 

Para a próxima temporada, o Cruzeiro ainda tem o objetivo de garantir uma vaga para a Libertadores 2025. A Raposa está com a 7ª colocação no Campeonato Brasileiro, com 28 pontos. 

Portuguesa encaminha a contratação de Maurício Barbieri para 2025
Foto: Reprodução / Instagram (@barbieri_oficial)

Próxima de virar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a Portuguesa tem encaminhado um acerto com o técnico Maurício Barbieri para a temporada de 2025. O treinador de 43 anos coleciona passagens pelo Flamengo, Vasco e RB Bragantino. No próximo ano, a Lusa vai disputar o Campeonato Paulista e o Brasileirão Série D.

 

Segundo o GE, o grupo de investidores que propõe a ideia de SAF para o clube paulista negou que o nome cotado para o cargo na equipe seja o de Maurício Barbieri. O técnico estava no Juarez, do México, mas foi dispensado pelo time fim de outubro.

 

O plano da SAF ainda depende da aprovação da Assembleia de Sócios da Portuguesa, em votação que deve acontecer na próxima semana. O presidente da Lusa afirmou que muitas coisas já estão adiantadas no processo.

 

"Já tem muita coisa adiantada (planejamento) porque os investidores não estavam dormindo no ponto. Na segunda-feira já vai aportar com eles no CT para definir a montagem do elenco", disse o dirigente.

 

Ainda abordando o assunto, ele deu pistas do perfil do treinador que deve comandar a equipe em 2025.

 

"O que eu posso adiantar é que é um treinador que já passou pelo Paulista. Ele tem todo perfil de futebol moderno e competitivo. Estamos esperando um treinador moderno, que coloque um time competitivo, jogando raça. Porque a Portuguesa vai ter um ano cheio com Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil", explicou o presidente.

 

A diretoria revelou que já possuem seis reforços apalavrados para o Paulistão. A proposta do grupo investidor é de R$ 1 bilhão por 80% das ações do clube. Neste momento, a Portuguesa espera que a Assembleia vote a favor da transformação da agremiação em Sociedade Anônima do Futebol.

 

A Lusa está no Grupo B do Paulistão 2025 e vai disputar por uma vaga nas quartas de final do estadual com Santos, Guarani e RB Bragantino. Além do Campeonato Paulista, a Portuguesa vai competir no Brasileirão Série D e pode conquistar uma vaga na Copa do Brasil.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

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O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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