Presidente e diretores da Bamor são denunciados pelo MP-BA por organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou integrantes da presidência e da diretoria da Bamor pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como desdobramento da Operação Inquisição.
Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
De acordo com o MP-BA, os investigados fariam parte de uma estrutura criminosa estável, organizada e com divisão de funções dentro da torcida organizada. A acusação aponta que os crimes teriam sido praticados em um contexto de punição privada contra pessoas consideradas pela diretoria da Bamor como responsáveis por supostos desvios internos.
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Segundo a denúncia, os fatos ocorreram em julho deste ano. Os denunciados teriam utilizado a estrutura da torcida organizada para submeter duas pessoas a sessões de violência física e psicológica, com o objetivo de obter confissões relacionadas a supostas irregularidades no sistema de gestão de associados da entidade.
Ainda conforme o Ministério Público, a atuação teria ocorrido de maneira coordenada, com divisão de tarefas entre os envolvidos e utilização da sede da Bamor para a prática dos crimes.
O MP-BA pede a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos individualmente a cada um deles, além da manutenção das prisões preventivas.
O órgão também requer o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais e a fixação de uma reparação por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.
VEJA QUEM FOI DENUNCIADO
Foram denunciados Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado pelo MPBA como integrante da torcida organizada.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça. O oferecimento da acusação pelo Ministério Público não representa condenação, e os denunciados poderão exercer o direito de defesa no curso do processo.
