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Notícia

'Prejuízo é incalculável', diz Bellintani sobre crise financeira causada pela pandemia

Por Ulisses Gama / Leandro Aragão

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

A paralisação do futebol brasileiro tem gerado grandes perdas de receitas para clubes, devido a pandemia do coronavírus em quase todo o mundo. Nesta terça-feira (21), o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, participou da live do Bahia Notícias (veja na íntegra aqui) e comentou o impacto negativo da situação nos cofres do clube.

 

"O prejuízo é grande, é incalculável ainda. Eu não estimo que a gente saía disso com menos de 20 ou 30% de perda de receita", declarou em entrevista ao BN.

 

De acordo com o dirigente, o clube tem sofrido com a queda das receitas, como o pagamento dos direitos de transmissão dos jogos do time. A Turner não pagou neste mês de abril, enquanto a Globo já sinalizou que também poderá seguir o mesmo caminho. Além da queda para zero da venda de ingressos nas bilheterias, já que os jogos estão suspensos, e o aumento da inadimplência do plano de sócios. 

 

"Desde o começo da crise, eu falava que os clubes aguentavam entre 45 e 90 dias a depender do tamanho do clube e do comportamento das receitas. O comportamento das receitas é o pior possível. Estamos tendo cortes dos contratos de TV, a Turner não pagou o que deveria pagar no dia 15 de abril, não houve pagamento. A Globo tinha que pagar agora no dia 30 e já disse que está estudando se vai ou não pagar", disse. "A gente tem zero de bilheteria de arrecadação, tivemos uma queda natural no plano de sócios, apesar de que tenho que agradecer muito aos sócios do Bahia que estão mantendo em dia. Essas pessoas vão fazer a diferença do clube no futuro. Quem conseguir manter hoje o plano de sócios em dia vai marcar história do clube. Marcar como o clube pode sair mais forte nesse momento. Quem simplesmente não puder, por questões financeiras, a gente tem que compreender. Mas aquele sócio que está vendo o Bahia como uma relação de consumo, se não está tendo jogo vai cancelar o plano de sócio, esse infelizmente está colaborando diretamente para que o clube tenha mais dificuldade ainda. Não vamos ver o Bahia como uma relação de consumo, vamos ver o Bahia como sua propriedade, o seu clube, a sua casa e você tem que ajudar a manter nesse momento mais difícil. O Bahia é dos sócios, é do torcedor e cada um pode fazer um esforço maior", completou.

 

Segundo o dirigente, já existe um acordo com os jogadores para uma redução salarial. Membros da direção também terão seus vencimentos reajustados, inclusive o próprio presidente e o vice, Vitor Ferraz. "O Bahia está com muita calma em relação isso, os jogadores já aceitaram a redução salarial. Além deles, toda a diretoria, não só eu como Vitor Ferraz também e Diego Cerri teremos uma redução salarial. Já tivemos em relação a março e vamos ter a partir de agora enquanto durar esse estado. Em relação a valores, eu não vou divulgar ainda, porque não está assinado, não está terminada a negociação. Quer dizer, já negociamos, mas não concluímos a formalização dessa negociação. Mas os jogadores foram compreensivos, entenderam e estão juntos nesse momento tão difícil do clube", falou.

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