Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Entrevistas

Entrevista

Sandro Filho fala de trajetória política, bastidores do MBL e problemática na segurança pública: "Eu não vou parar de falar a verdade"

Por Paulo Dourado

Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Sandro Filho (PP) comentou, em entrevista ao Bahia Notícias, sua trajetória até a política, avaliou o atual cenário da segurança pública na Bahia, explicou os bastidores do rompimento do grupo do MBL com o empresário Mauro Cardim e relatou como encarou as vaias recebidas durante o cortejo do 2 de julho, quando utilizou um carro de som para protestar contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

No primeiro trecho da conversa, Sandro relatou que sua decisão de entrar na política foi forjada pelas dificuldades enfrentadas na infância e adolescência, no bairro de Coutos, em Salvador. Ele relatou uma juventude marcada pela violência e pela perda de amigos, o que despertou nele um senso de responsabilidade social.

 

“Eu cresci convivendo com isso. Vi muitos amigos morrerem, muitos se perderem para o crime. Aquilo me causou indignação, mas também me gerou curiosidade sobre como eu poderia mudar aquela realidade. Foi aí que entendi que a política é um instrumento de mudança. Pode ser usada para o bem ou para o mal, e eu quis usar para o bem”, contou.

 

Já sobre o cenário da segurança pública, o vereador foi direto ao responsabilizar o governo estadual. Segundo ele, a Bahia vive seu pior momento na área, e há comunidades dominadas por facções onde o Estado não consegue mais atuar.

 

“A polícia tinha dificuldade de entrar na Gamboa. Isso aconteceu porque o Estado simplesmente jogou a toalha. O tráfico está mais forte. O governador tem culpa disso. A polícia sempre alertou sobre o avanço das facções, mas o governo foi conivente”, disparou.

 

Sandro também comentou a atuação da polícia militar, que, segundo ele, não conta com o suporte necessário por parte do Executivo. “O policial está na rua para proteger o povo, mas não é protegido pelo Estado. Muitos estão atuando só com a proteção de Deus. Isso é grave.”

 

Outro tema abordado foi o rompimento do MBL com o empresário Mauro Cardim, cujo nome chegou a ser ventilado como pré-candidato ao governo da Bahia. Sandro explicou que Mauro nunca foi oficialmente membro do movimento e que o afastamento foi consequência de um desentendimento interno.

 

“A gente viu potencial político nele, mas as estratégias começaram a se dividir dentro do grupo. Mauro não fazia parte do movimento como os outros. A candidatura tomou uma proporção que nosso grupo não estava pronto para sustentar. Foi uma decisão coletiva encerrar esse projeto”, explicou.

 

Em outro trecho da entrevista, Sandro relembrou o episódio em que foi vaiado durante o 2 de Julho, após usar um carro de som para cobrar publicamente o governador Jerônimo Rodrigues. Para ele, as manifestações contrárias partiram de apoiadores do governo que, segundo ele, agem como “massa de manobra”.

 

“A galera que me vaiou não sabe nem o que significa o 2 de Julho. São pessoas utilizadas politicamente. Isso acontece muito com o PT, que está há 20 anos no poder e se enraizou na mente das pessoas. Mas eu não vou parar. Pode me vaiar, pode tentar tirar meu mandato. Eu não vou deixar de dizer a verdade.”

 

O vereador também comparou a situação atual da Bahia com o discurso feito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Na época do Bolsonaro diziam que era genocida. E o que acontece na Bahia não é genocídio também? Tanta gente morrendo na regulação, na segurança pública. Isso é responsabilidade do governador.”

 

Confira a entrevista completa com o vereador Sandro Filho no vídeo abaixo:

Compartilhar