Fátima Nunes comenta sobre a autonomia da Alba em relação à proximidade com o Governo do Estado: "Não é uma dominação, é uma sintonia"
A Deputada Estadual Fátima Nunes abordou a importância da relação entre os poderes Executivo e Legislativo no Estado da Bahia, destacando a harmonia que deve existir entre essas esferas quando se trata de promover projetos de lei que beneficiem a sociedade. Para Nunes, a sintonia entre os dois poderes ocorre não por uma relação de dominação, mas sim por uma busca comum pelo bem-estar da população.
"Os poderes são autônomos. A sintonia que pode existir é naquilo que interessa a sociedade", afirmou a deputada, destacando que a colaboração entre o Executivo e o Legislativo é fundamental quando se trata de iniciativas que visam melhorar a vida dos cidadãos e cidadãs baianas. Fátima ressaltou, como exemplo, projetos de lei voltados para a promoção de direitos humanos, como a criação de uma delegacia de combate aos crimes raciais e a implementação de uma delegacia para punir agressores de mulheres.
Esses projetos, segundo Nunes, são provas de que a sintonia entre os poderes se dá quando há um interesse em comum, voltado para a justiça social e a proteção dos direitos da população.
Ela enfatizou que a relação entre o Legislativo e o Executivo deve ser sempre em prol de medidas que tragam benefícios concretos para a sociedade, sem qualquer intenção de dominação ou imposição de poder.
"Os projetos de lei que chegam aqui à casa, que favorecem o servidor público, que favorecem a implantação de órgãos, como a delegacia de combate aos crimes raciais, a delegacia que vem punir aqueles que sejam agressores das mulheres, são exemplos claros da sintonia entre os poderes", disse a deputada.
Dobradinhas
A deputada também abordou sobre as estratégias das dobradinhas entre deputados estaduais e federais. Segundo ela, a união política é importante para o avanço de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade, à reparação social e ao combate a ideologias que ameaçam a democracia e os direitos humanos.
Em sua fala, Fátima enfatizou que, individualmente, ninguém é capaz de fazer mudanças significativas, e que a força do coletivo é essencial para alcançar os objetivos de justiça social. “Sozinho ou sozinha, isolado, ninguém é capaz. Então, há na sociedade muitas pessoas que comungam do mesmo espírito, do mesmo sentimento”, destacou a deputada,
“Então, há na sociedade muitas pessoas que comungam do mesmo espírito, do mesmo sentimento. Um sentimento de reparação, de combate ao machismo, de combate ao racismo, de combate a qualquer tipo de discriminação, de elevação e empoderamento da mulher. Então, são vários os temas, são várias as ações, as políticas que nos unem”, comentou.
A deputada também falou sobre a necessidade de derrotar ideias e projetos que, segundo ela, representam um retrocesso para a sociedade, como os discursos fascistas, nazistas e negacionistas. “A sociedade é dividida, tem uns que pensam de uma forma, outros pensam de outra. E a gente quer que aquele pensamento maior de humanidade, solidariedade e fraternidade prevaleça”, afirmou.
“A política de aliança é justamente para que pessoas que pensam semelhantemente se unam em busca de um desenvolvimento verdadeiro, que melhore a qualidade de vida dos cidadãos e cidadãs”, afirmou a deputada.
Eleições no PT
Fátima fez uma reflexão sobre o trabalho realizado pelo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares. Fátima destacou a importância do tempo de liderança de Éden, ressaltando seu compromisso e dedicação ao partido.
Para a deputada, o trabalho de Valadares foi essencial para a condução do PT, e sua saída abre espaço para a renovação da liderança, natural no ciclo de qualquer organização política.
“Entendo e sempre cumprimento o presidente Éden como um jovem que cumpriu muito bem esse período do mandato de presidente do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. E eu acredito que ele tem sonhos, outros planos, e, portanto, quer esse tempinho livre para cuidar dessas outras atividades.”, afirmou Nunes.
Ela ainda comentou sobre o momento de transição e a necessidade de renovação nas lideranças, enfatizando a ideia de que, após cumprir um mandato de seis anos, o período de continuidade poderia resultar em uma década de dedicação à mesma função. Essa mudança, segundo Fátima, se faz necessária para que novos planos e sonhos possam ser colocados em prática, e o presidente tenha a oportunidade de explorar novas atividades.
A deputada também destacou a importância de dar espaço para a juventude dentro do PT, com a contribuição de novos militantes, somando forças à experiência dos mais antigos. "A experiência dos que fizeram a caminhada até aqui sempre se somam àqueles que querem continuar conosco, caminhando, transformando", afirmou Fátima.
