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Entrevista

Líder da oposição, Sílvio Humberto defende que grupo “Não tem o número, mas tem a qualidade do debate”

Por Eduarda Pinto

Foto: Diretoria de Comunicação

Ao final do resultado das urnas no primeiro domingo de outubro, a bancada da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) perdeu três das 12 cadeiras que possui na Câmara até o final de 2024. Com apenas nove vereadores eleitos para debater as questões da cidade a partir de 2025, o líder do grupo, o reeleito Silvio Humberto, pontuou que a “capacidade de ser oposição” segue a mesma.  

 

“Somos uma oposição que sempre se pautou pela qualidade do debate. A gente não tem um número, mas temos a qualidade das nossas intervenções, considerando até as proposições do governo que chegam. Nós fazemos as observações, emendando. Agora, é evidente que eles têm o número absoluto”, relembra. 

 

Atualmente, a base governista da Câmara é de 31 vereadores, e se amplia para 34 no próximo ano. Desta forma, o oposicionista ressalta que: “Então quando eles votam, decidem em que vão votar, mesmo você usando todos os elementos do regimento, eu diria que não deixa de ser difícil porque ao final do dia o que conta é o número [de votos]”. 

 

Mesmo contrariado pelos números, Silvio aponta que a postura do grupo segue a mesma e reafirma a importância da manutenção do debate entre os blocos. “Mas sempre tivemos uma oposição aguerrida, pautando outra visão de cidade e sempre, na maioria das nossas intervenções, tinham projetos do próprio governo que iam e voltavam para corrigir coisas que nós já havíamos sinalizado”, define. 

 

Citando os temas a serem debatidos entre o final desta gestão e o início da seguinte, o socialista aponta que a participação da cidade deve ser decisiva para a tomada de decisões. Entre os temas citados estão a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador (PDDU) e o aumento do IPTU, pautado para o ano que vem. 

 

Com relação a estas duas, Humberto chama a atenção para a “omissão” na gestão na tomada de decisões, considerando que a maioria dos temas estava prevista para ser votada antes mesmo das eleições. 

 

Por fim, o vereador define que “essas são questões importantes para discutir, porque é isso que vai melhorar a vida da nossa população”. “Veja a questão da mobilidade urbana que vivenciamos. Não é só com ônibus com ar-condicionado que você vai resolver o problema, você precisa de uma decisão sistêmica e que essa administração não tomou”, conclui. 

 

Nesta segunda-feira (21), o Bahia Notícias publica a íntegra da entrevista com o vereador reeleito.

 

Confira o trecho:

 

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