Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Entrevistas

Entrevista

Seman aponta necessidade de inovação tecnológica em equipamentos de Salvador - 05/06/2023

Por Victor Hernandes

Lázaro Jezler | Foto: Divulgação

O Secretário de Manutenção de Salvador ( Seman), Lázaro Jezler, revelou na última quinta-feira (01),  a necessidade da pasta em buscar mais tecnologia nos equipamentos da cidade. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícia, o chefe do órgão municipal apontou a importância da inovação tecnológica para a preservação da beleza natural de Salvador. 

 

“Salvador hoje tem um padrão de beleza e zeladoria que é reconhecido por diferentes gestores que visitam nossa cidade. A gente precisa manter esse padrão. E para manter esse padrão a gente precisa buscar mais eficiência e tecnologia”, esclareceu Jezler. 

 

Lázaro, que assumiu a pasta em janeiro deste ano, avaliou também acerca dos desafios em gerir o órgão com grandes custos de manutenção. 

 

“Os custos de manutenção são relativamente elevados comparados a nossa receita proporcionalmente. Esse é um desafio grande. Uma de nossas metas  foi buscar inovação para a Seman”, destacou o secretário. Confira entrevista completa:

 

Os meses entre abril e junho, são os que mais esperam um volume maior de chuva em Salvador. Como que a Secretária de Manutenção se prepara para esses períodos? 

A SEMAN atua durante o ano todo buscando a prevenção tanto preventiva quanto corretiva em alguns casos. Dentro da nossa atuação, a gente divide o ano em alguns grandes projetos. O projeto maior que é o que estamos atualmente é a Operação Chuva.  Além dessas ações principais, a secretaria atua com rede de microdrenagem que é a captação de água da chuva. A nossa cidade igual a todas as outras, foram impermeabilizadas com o asfalto. Antigamente a terra absorvia toda a água da chuva. Mas com essa impermeabilização é necessário que a gente faça essas grandes redes de drenagem que captam essa água da chuva para os grandes canais de Salvador até chegarem no mar. Essa rede de microdrenagem precisa de manutenção constante. A gente aproveita agora ?ara pedir a população que nos ajudem. O lixo que é descartado fora do horário ou que é descartado na rua ele é carreado para essa rede e acaba causando um entupimento dessa captação de água. Por isso, é muito importante que a população nos ajude para que a gente possa reduzir o tempo de limpeza. Nós sempre vamos fazer a limpeza, mas se uma rede está suja e tem uma chuva forte naturalmente ela vai alagar aquela região. Temos uma equipe agora nos três turnos do dia fazendo esse trabalho preventivo de limpeza na microdrenagem.  Nos casos de alagamento a gente faz o trabalho corretivo para desentupir a água que está no local. Esse trabalho de microdrenagem é feito todo ano e se intensifica na operação chuva. Um outro ponto muito importante também é o trabalho de limpeza dos canais da cidade. Muitos estão inclusive com as margens ocupadas. Mas só agora em abril a gente fez a limpeza de trinta e seis canais. Durante este processo, encontramos   pneu, sofá e colchão que diminuem muito a vazão desses canais. Outro trabalho da SEMAN é a poda de árvores, que se intensifica nessa operação chuva. Nossa cidade é bem arborizada e a gente recebe reclamações constantes de queda de galhos. Até abril fizemos  12.500 podas de árvores. Com a chuva e o vento essas árvores pesam e muitas vezes chegam a tombar muitas vezes.

Mesmo com as ações da SEMAN e outras iniciativas, a cidade de Salvador ainda sofre com problemas de alagamentos e enchentes após fortes chuvas. O que leva isso a acontecer?  

Nossa rede de microdrenagem em alguns locais da cidade é secular. Em alguns espaços da cidade baixa, por exemplo, ainda é aterrado. Essa drenagem é muito antiga, por isso é necessário que a prefeitura possa ir trocando e substituindo ao longo dos anos. A gente até faz. É uma obra que demanda investimentos e a gente tem que priorizar e administrar. Gerir é priorizar.  Por isso que, Bruno Reis determinou que a prioridade é salvar vidas. Salvador está situada em uma falha geológica, então temos muitas áreas de riscos. Por isso que temos uma grande prioridade em fazer encostas pois ela salva vidas. O alagamento é uma coisa que incomoda muito também pois tem o material das pessoas. A gente está substituindo essas redes ao longo do tempo, a cada rede que tem um problema a gente aproveita e substitui. Então esse é um problema. Tem algumas redes que realmente é necessário a substituição e a gente vem atuando. A outra situação é que a rede de microdrenagem às vezes está entupida com lixo, por terra, com colchões, sofás, entulhos. A gente precisa fazer essa limpeza, pois existem resíduos ali. O lixo é um grande causador de alagamento. Nos locais que a rede está em perfeito estado é o lixo, a areia e outros resíduos que fazem com que essa rede venha causar alagamento. A população pode nos acionar através do número 156, a gente tem o Fala Salvador digital através da prefeitura municipal e atuamos de forma imediata para diminuir esse risco. A gente vem também mapeando os principais pontos de alagamento desde o início do ano. Já enviamos isso pra secretaria de infraestrutura e elas estão analisando o que são casos que precisam de novas redes ou quais os lugares que vão precisar de redes construção dessas redes.

                                                                                                               Foto: Divulgação 

Quais os maiores desafios da Seman em conseguir preservar e zelar os equipamentos urbanísticos da cidade? 

A gente tem dito isso reiteradamente que a manutenção é algo constante em nossa cidade. A cada passo, a cada área nova entregue tanto em pontos turísticos, quanto na parte antiga da cidade ou no subúrbio, diversos equipamentos são entregues. Com isso cresce a necessidade de manutenção. Essa manutenção é cara mesmo, pois é basicamente manutenção de mão de obra, já que são pessoas com equipamentos para fazer limpeza. A Orla de Salvador foi quase toda requalificada, então é mais uma área para que a gente possa ter manutenção. Os custos de manutenção são relativamente elevados comparados a nossa receita proporcionalmente. Esse é um desafio grande. Uma de nossas metas  foi buscar inovação para a SEMAN. Inovação é tentar fazer mais com menos, tentar mais eficiência. Estamos com viagens programadas para ver o que se tem de ação em outras cidades para que a gente possa trazer pra cá. O que temos de equipamento que possa ser mais barato e eficiente que a gente possa possa aumentar a manutenção na cidade. Salvador hoje tem um padrão de beleza e zeladoria que é reconhecido por diferentes gestores que visitam nossa cidade. A gente precisa manter esse padrão. E para manter esse padrão a gente precisa buscar mais eficiência e tecnologia. 

Muitos problemas em asfaltamento e em obras municipais pela cidade ainda são vistas. Algumas até em viadutos, asfaltos e encostas. Por que este esses problemas na infraestrutura urbana ainda acontecem? 

É importante  falar que a Seman atua na manutenção da malha viária. Fazemos o que é conhecido como Operação Tapa buraco que é uma grande operação que a gente faz. Com a chuva é natural que o asfalto se degrade. Se tem um pequeno um futuro e a água entra e o asfalto vai se degradando aos poucos e formando buracos. Então é importante que a gente vá recompondo a malha viária . A cada vez que o buraco abre a gente tem equipe na rua para recompor esse buraco. Chegamos em um certo momento que a degradação do local é grande e aí temos tantos buracos que não valem mais apena fazer o recapeamento. Nesses casos não é a SEMAN, mas sim a SUCOP, que faz todo o recapeamento. Estamos sempre atentos a nossa malha viária, pois sabemos que tem um impacto muito grande. Um buraco na avenida cria um engarrafamento e diversos transtornos à população. Hoje a gente está se preparando para atuar de imediato, seja com a operação tapa buraco ou com o recapeamento que é requalificar de fato essa via. 

Quando tomou posse na secretaria, você prometeu “oxigenar” e trazer novas tecnologias para a pasta. O que já tem de concreto quanto a tecnologias?  O que você tem buscado e o que teremos de novidades até o final do ano? 

A gente está lançando nos próximos dias um programa de inovação para que os nossos servidores indiquem pontos onde a gente possa trazer novas ideias e tecnologias em três aspectos: processos, equipamentos e tecnologias. Tudo isso para que o próprio servidor possa indicar, pois nada melhor do que uma mudança de dentro para fora. Para que não tenha nenhuma resistência e o próprio servidor diga que chegou a hora de trazer uma mudança. Este programa será em modalidade de concurso, a ideia é que seja um benefício para o servidor que tiver melhores ideias. Essa análise e concorrência entre eles têm que ser totalmente igualitárias, mas não podemos adiantar alguns programas porque algum deles pode trazer algum desses aspectos. Então a gente tem algo em mente, mas só depois deste concurso que vamos lançar e receber dos servidores o que implantamos. Com as viagens que a gente vai fazer, iremos trazer inovações em outras cidades. 

Se fala muito de bairros carentes aqui da capital, eles são impactados muitas vezes de uma forma mais intensa por problemas que envolvem a semam também. A pasta tem um foco mais voltado para esses bairros mais carentes? E como são tratadas as pautas que vem de lá? 

Hoje de fato com o mapeamento a gente prioriza as áreas que mais tem problemas. Então a área que mais alagou é a que eu comecei com a operação chuva, a área que tem mais ocorrência de queda de galhos é a que eu comecei com a equipe fazendo mutirão. Hoje nossa prioridade são as áreas que nossa equipe tem mapeado que mais sofre problemas. Basicamente problemas de alagamento, de buraco, de queda de galhos de árvores. A cidade baixa por exemplo é uma área que a gente prioriza na operação chuva. Começamos aqui no Comércio e foi seguido Jequitaia, Calçada, porque é uma área que alaga constantemente. Ali tem uma rede secular de drenagem, então é uma parte da cidade que preciso que esteja completamente limpa. Começo fazendo a preventiva, mas priorizo  mais as que tem ocorrências de problema. 

O senhor é próximo e é uma indicação do partido Republicanos. Você tem alguma opinião sobre as próximas eleições? Houve uma conversa sobre uma candidatura solo do partido nas eleições municipais de 2024 e até a continuidade na base de Bruno Reis junto com a indicação de um vice. Você já tem alguma opinião acerca disso? 

O Republicanos é um partido que vem crescendo em nossa cidade e nacionalmente. No caso dessa parte política é com o presidente estadual Márcio Marinho e o presidente municipal que é Luiz Carlos. Eu fico mais nessa área técnica. Eu digo que sou uma indicação técnica dos Republicanos. Então agradeço e tenho todo apoio deles para que eu possa tocar tecnicamente. Eu acompanho mais os bastidores, fico à disposição e às vezes dou uma opinião. O que eu sei é que o partido está muito sólido na sua relação com o prefeito Bruno Reis Então hoje ele tem no Republicanos um alinhado de primeira hora, tanto os deputados federais quanto com os estaduais. E aqui na nossa Câmara Municipal estão alinhados com o que o prefeito precisar. A gente confia em Bruno e já entendia antes que ele  é o melhor pela cidade. O que eu entendo é que o partido vai continuar com Bruno. Porém, essa articulação de vice ainda vai ter muito pano na manga. 

Você tem alguma pretensão de ir mais além do posto de secretário? Tem algum desejo de seguir carreira política, uma possível candidatura? 

A parte técnica é o que eu realmente gosto, é minha trajetória. Essa parte política deixo para os políticos que tem mais haver com isso. No meu caso mesmo é contribuir mesmo com a gestão e dar todo o suporte que a prefeitura precisar. 

Compartilhar