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Entrevista

Leandro de Jesus quer 'oposição propositiva' na AL-BA mas reforça postura 'antipetista' - 24/11/2022

Por Anderson Ramos / Gabriel Lopes

Foto: Reproução / Instagram

Eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual, Leandro de Jesus é um dos nomes que vai compor a bancada do PL na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de 2023. Testado nas urnas pela primeira vez em 2020, quando se lançou candidato a vereador de Salvador pelo PRTB, o parlamentar eleito obteve 39.206 votos no pleito de 2022. Em um bate-papo com o Bahia Notícias, Leandro revelou que pretende atuar como "oposição propositiva" na AL-BA e reforçou sua posição "antipetista". Além disso, ele sinalizou o desejo de o PL lançar uma candidatura própria para a prefeitura de Salvador em 2024. Confira abaixo a entrevista completa.

 

Conta um pouco da sua trajetória na política.

Na realidade a política sempre foi algo que permeou a minha mente. Uma vez que eu nasci e cresci aqui na periferia de Salvador, especificamente no bairro do Beiru, Tancredo Neves, eu já percebia muitas dificuldades por parte da minha própria família e daqueles que me cercavam. Aquilo desde sempre me incomodou a partir do momento que eu tive uma idade para fazer análises e vislumbrar a situação e de uma certa forma mesmo enquanto criança a gente sempre sonha em mudar a realidade daqueles que estão ao nosso redor. Então eu sempre questionei isso e a partir do momento que a gente vai amadurecendo a gente vai procurando entender melhor o mundo, a política, questões econômicas. O fato de eu ter entrado também pro mundo da advocacia e os estudos mais aprofundados sobre leis, a gestão pública foi me despertando esse interesse e a partir de então eu comecei a fazer análises políticas e não apenas política, mas análise sobre aquilo que influencia a sociedade brasileira em termos do conhecimento que é apresentado. E aí eu fui descobrindo que na realidade não apenas a parte cultural ou educacional universitária no Brasil recebe a influência apenas de uma via, como de fato outros pontos de vista são completamente negados de ter acesso e principalmente dentro de universidades e escolas. E a partir de então foi que eu fui me aprofundando cada vez mais e surgiu um movimento anti-PT desde 2012/2013, depois do impeachment de Dilma e a partir dali eu comecei a me influenciar cada vez mais a adentrar na política. A minha convicção sempre foi a seguinte: eu não combato pessoas, eu combato ideias ou eu abraço ideias. Então toda vez que eu me proponho alguma coisa ou que eu faço alguma crítica sempre é direcionado alguma ideia ou ideologia que eu considero negativa, destrutiva, enquanto aquelas que eu abraço são as que eu acredito que não apenas pra mim mas é que eu acredito que é uma sociedade saudável.

 

Falando sobre seu futuro agora, na Assembleia Legislativa, você pretende fazer uma oposição propositiva e não uma oposição por oposição? Mesmo sendo um governo do PT?

Tem que ser uma oposição de fato propositiva. Eu sou oposição ao PT, que isso fique claro. Agora eu não serei uma oposição sem analisar os fatos. Obviamente que diante da de tudo que nós conhecemos a isso a minha visão do que é o PT, do que o PT promove, a oposição ela acaba sendo inevitável. Mas se excepcionalmente - falo excepcionalmente porque é quase um milagre o PT fazer algo de bom para o povo baiano -, se por milagre houver uma proposta ou algo que seja benéfico para a população, óbvio que eu não vou me colocar contra porque eu estaria indo contra o povo. Então esse é o ponto de equilíbrio que eu sempre procuro na minha atuação em qualquer caso.

 

Quem deve liderar o PL na AL-BA? Já tem esse indicativo?

Olha ainda não conversamos sobre isso né? Estamos combinando uma reunião para os próximos dias onde sentaremos e de maneira bastante democrática entre os eleitos do PL. Retomaremos essa decisão. Nós estamos aguardando a agenda de todos os deputados, são quatro do PL, onde a gente possa ter encontro porque tem que ser presencial.

 

Como você avalia o desempenho do PL, que conseguiu eleger quatro [deputados] estaduais e três federais?

Foi um desempenho excepcional. Foi dentro daquilo que nós prevíamos como um resultado muito bom. Existia uma possibilidade ainda que remota de entrar um quinto estadual ou até um quarto federal, que aí partiríamos pra algo excepcional mas o desempenho foi muito bom. Saímos aí com quatro eleitos pra representar o PL aqui na Bahia e as pautas que nós defendemos, três federais que também estão na mesma sigla em Brasília então foi algo no meu ponto de vista assim fenomenal pra esse projeto que nós tomamos a frente aqui na Bahia.

 

Como bolsonarista qual avaliação você faz sobre essas manifestações que ocorreram depois do resultado das eleições? Você concorda com bloqueio de estrada, com a contestação do resultado das urnas?

Olha, eu concordo com o que prevê a Constituição Federal. Então aí fica até um bate bola: será que podemos falar sobre isso? É o que estamos vivendo no Brasil, será que podemos falar sobre isso? Porque se tornou um tema que muitas vezes você não pode falar ou emitir opinião. Essa é a verdade. Mas eu prefiro dizer o seguinte, o povo de uma maneira geral deve ter o seu direito garantido conforme a Constituição e a Constituição prevê, todas as suas garantias, direitos e garantias, inclusive o direito de manifestações está previsto, a Constituição no seu artigo primeiro também diz que todo poder emana do povo, que pode exercer diretamente ou por seus representantes. Então se o povo está seguindo a Constituição, está fazendo aquilo que a Constituição prevê e aquilo que está vigente está em nossa legislação. É democrático você defender a Constituição. É democrático você exercer os seus direitos conforme a Constituição. A Constituição prevê a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento que inclusive aí em qualquer situação você pode questionar. O que quer que seja. Porque a Constituição prevê essa liberdade de pensamento, essa liberdade de expressão. Então mais uma vez eu repito, a Constituição está aí pra garantir, que ao povo e aí volto a repetir, não é só direita a todo o povo de questionar usando do seu direito a liberdade de expressão.

 

Projetando um pouco o futuro, é possível na eleição de 2024 o PL aqui em Salvador por exemplo lançar o candidato a prefeitura?

É tudo que nós queremos, eu posso dizer. Temos que ter, sim, um candidato à prefeitura de Salvador em 2024. Isso significa a busca pela alternância do poder, isso significa dar ao povo a oportunidade de ter mais um candidato, mais uma proposta para a cidade, para que o povo possa avaliar e tomar a sua decisão. Então nada melhor para a verdadeira democracia do que o povo ter escolhas, projetos, para fazer a sua escolha. Eu defendo, sim, que o PL tenha seu candidato em 2024 e vamos buscar isso. Eu acredito que seria alguém que hoje já está no PL.

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