Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Entrevistas

Entrevista

Edival Passos: "De forma individualizada os negócios tendem a ter vida curta" - 14/01/2008

Por Cíntia Kelly

Foto: Welton Araújo

"De forma individualizada os negócios tendem a ter vida curta"

Por Cíntia Kelly

O que é o SEBRAE?
Edival Passos - É uma instituição do conhecimento, com foco nos pequenos negócios. O Sebrae tem a missão de desenvolver a pequena atividade econômica, tornando-a competitiva e sustentável, ancorada no empreendedorismo. Fazer como o pequeno empresário tenha comportamento de um empreender com criatividade, inovação, ousadia porque o mundo dos negócios é competitivo, principalmente no quadro atual de uma economia altamente globalizada e sem fronteira. O Sebrae busca nesse contexto organizar a pequena atividade econômica de forma coletiva através de arranjos produtivos para ter sustentabilidade, vida longa. De forma individualizada os negócios tendem a ter vida curta.

O baiano tem um perfil empreendedor?
EP
- O brasileiro de um modo geral tem o perfil empreendedor. As pesquisas realizadas na maioria dos países os resultados têm sido interessantes. Revela que a postura do brasileiro é empreendedora. O Brasil é o 10º no ranking de países mais empreendedores do mundo. Aqui se empreende no campo dos negócios com vários objetivos, desde a necessidade até o desejo de montar o próprio negócio. A Bahia também vai nessa linha. A própria cultura baiana com postura inquieta revela isso. A Bahia é o celeiro da chamada cultura criativa, que é positivo para o empreendedorismo.

Na Bahia, por exemplo, as empresas são abertas por necessidade financeira, já que há uma diminuição de emprego formal, ou apenas por conta do empreendedorismo?
EP
- O emprego clássico de carteira assinada diminuiu muito na área industrial. Outros setores em contrapartida abrem perspectivas para o emprego tradicional. A juventude não deve se preocupar apenas com o emprego tradicional, mas devem se capacitar em botar uma atividade própria, através do seu conhecimento, analisando o mercado, com perspectiva de ocupação.

Mas para se empreender é necessário capital. A falta desse capital é o grande responsável pelo fechamento de empresas com menos de um ano de funcionamento?
EP
- Sem dúvida algum. O capital ou recurso financeiro é um dos tripés fundamentais para o negócio. No campo dos negócios existem três tripés que são fundamentais. Um é o conhecimento técnico. O segundo elemento é o crédito, o recurso oriundo do sistema financeiro por meio de bancos oficiais ou particulares. O outro tripé é a gestão. Isto é, qualquer negócio grande ou pequeno requer conhecimento de gestão no campo de recursos humanos, das finanças, gestão do ponto de vista de marketing, de atendimento ao cliente. Esses conhecimentos são fundamentais para o sucesso do negócio.

Em 2007 quantas empresas foram abertas e quantas fecharam?
EP
- Nós ainda não temos o balanço completo, mas estimava-se, com a tramitação da lei geral da micro e pequena empresa, que é uma lei que beneficia por demais a pequena atividade, um milhão de pequenas atividades. Na Bahia a estimativa era de 240 mil.

Mas vocês não conseguem um número real, porque nem todas as empresas que fecham dão baixa na Junta Comercial.
EP
- A maioria informa. Em pesquisa realizada pelo Sebrae e IBGE, em 2000 ficou constada a diminuição da mortalidade das pequenas empresas no Brasil em particular na Bahia. A Bahia foi o estado que mais avançou em termo de vitalidade e longevidade. Então, 82% das empresas sobreviveram depois de dois anos de formalizada na Bahia. O que revela que o Brasil também avançou muito. Está avançando por conta de políticas públicas, do próprio papale que o Sebrae vem desempenhando.

Como o senhor avalia a extinção da CPMF e a criação de um pacote tributário por parte do governo federal?
EP
- Com a supressão da CPMF vão ter menos recursos públicos em termo de investimentos. O estado tem papale importante na economia, então, quando o estado diminui os recursos voltados para invetsimento repercute negativamente. Entretanto, sou otimista e acredito que o governo vai achar uma solução que não aumente a carga tributária e continue com a política de investimento que estava posta.

Compartilhar