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Entrevistas

Entrevista

Albérico Mascarenhas ficará responsável pelo monitoramento e articulação com todas as secretarias municipais - 11/11/2013

Por Evilásio Júnior / Sandro Badaró / David Mendes

Fotos: Alexandre Galvão / Bahia Notícias

Sete anos longe da vida pública, Albérico Mascarenhas, que comandou a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) até o último ano do governo Paulo Souto (2002-2006), aceitou o convite do prefeito ACM Neto (DEM) e assumiu a Secretaria da Casa Civil da prefeitura de Salvador. Aos 57 anos, Mascarenhas passou a comandar a pasta considerada uma das mais importantes da administração soteropolitana , que está diretamente ligada ao prefeito, e ficará responsável pelo monitoramento e articulação com todas as secretarias municipais. Entre as atribuições, Mascarenhas terá que fiscalizar o cumprimento do plano de metas estabelecido pelo prefeito. Neto já declarou que quem não seguir o planejamento pode deixar o cargo. “Temos talvez que acender o sinal vermelho para dois ou três projetos, acredito. Projetos que não necessariamente dependem de uma vontade única do secretário. Você tem projetos que são transversais a várias áreas e que, às vezes, você não consegue evoluir. Por exemplo, a Salvador Negócios é uma coisa nova, estamos formatando ela. A previsão é de implantar o projeto em abril do ano que vem, mas hoje já colocamos uma luz amarela”, afirmou. Entrevistado da semana do Bahia Notícias, o secretário falou ainda sobre a contratação pela prefeitura da empresa de consultoria McKinsey, por R$ 6 milhões, com dispensa de licitação. “A contratação está respaldada na Lei 8666, no artigo 13, inciso 13, e no artigo 25, inciso 2, que preveem essa modalidade de contratação por empresa de notória especialização e saber, dentro de regras previamente estabelecidas na lei, que vão desde a singularidade do objeto. Isso está justificado porque o planejamento estratégico é uma coisa singular, arrojada e algo inteiramente novo na gestão pública brasileira. A notória especialização da empresa, a maior de consultoria nessa área no mundo”, explicou. Questionado sobre o atual cenário político baiano e sobre as eleições no próximo ano, Mascarenhas se esquivou e as respostas foram sempre as mesmas: “Está fazendo uma pergunta à pessoa errada (...) Continuo e serei sempre um técnico”, desviou.


 


Bahia Notícias - Por que a contratação da empresa de consultoria McKinsey, por R$ 6 milhões, foi feita sem a realização da concorrência pública?

Albérico Mascarenhas - Primeiro, ela não foi contratada para fazer o planejamento estratégico. O planejamento estratégico está feito, com a assessoria da McKinsey, mas fruto de uma cooperação com a Federação das Indústrias. No início da gestão, a prefeitura não tinha disponibilidade para contratar uma operação deste tipo, nós procuramos alguns parceiros, procuramos a Fieb e a Fieb patrocinou esse trabalho. Para você ter uma ideia, ao longo de oito meses, estiveram envolvidas 170 pessoas de todas as secretarias. Foram feitas várias reuniões com o prefeito [ACM Neto] de dias inteiros, com todos os secretários, discutindo, fazendo primeiro um diagnóstico do que encontramos na cidade e da cidade em si e, em seguida, começamos a desenvolver o plano, definindo as nossas aspirações. Depois, definimos as metas que nós queríamos, o que é que nós queríamos para a nossa cidade para 2016 e, depois, detalhando qual atingimento dessa meta para cada iniciativa. Então, a McKinsey foi quem nos auxiliou nesse processo e isso foi concluído agora em setembro. Em seguida, nós identificamos a necessidade de continuar o planejamento, porque não existe uma cultura de planejamento na administração pública brasileira de um modo geral. Você não tem uma cultura de implantação de um plano estratégico. Mais, um plano estratégico arrojado como esse, que envolve, pelo menos, R$ 7,2 bilhões, a maioria desses recursos garantidos. Por exemplo, para 2014, tudo que está no planejamento estratégico, as metas previstas já estão todas orçadas e garantidas na lei orçamentária que foi encaminhada para a Câmara Municipal de Salvador. Então, para se fazer a implementação desse plano, era necessário uma empresa que nos desse uma assessoria aqui e continuasse o desenvolvimento desse trabalho e nada melhor do que a própria empresa, utilizando a mesma metodologia aplicada para a elaboração do planejamento estratégico. A motivação da contratação foi o fato de ela ter feito o planejamento estratégico, e com a tecnologia e metodologia utilizadas, nos ajudará na implementação do plano. E a contratação está respaldada na Lei 8666, no artigo 13, inciso 13, e no artigo 25, inciso 2, que preveem essa modalidade de contratação por empresa de notória especialização e saber, dentro de regras previamente estabelecidas na lei, que vão desde a singularidade do objeto. Isso está justificado porque o planejamento estratégico é uma coisa singular, arrojada e algo inteiramente novo na gestão pública brasileira. A notória especialização da empresa, a maior de consultoria nessa área no mundo. Se você pegar as 20 maiores empresas do Brasil, certamente eles fazem o planejamento estratégico de 19 ou 20 delas. No Brasil, [a McKinsey] fez para a prefeitura do Rio de Janeiro, e baseada nesse trabalho do Rio que nós fomos conhecer e ver a expertise, a competência e o desenvolvimento do plano que tem dado certo no Rio. Eles fizeram para a presidência da República, fizeram para o governo de Minas Gerais e para as presidências do Chile e da Colômbia. E, na maioria das vezes, a contratação se dá por essa forma. Isso é uma coisa prevista em lei e, normalmente, aceita. Tomamos todos os cuidados de cumprir toda a regra legal existente. Essa foi a motivação e a razoabilidade da contratação da empresa, e ela não foi contratada nesta segunda fase exclusivamente para o planejamento estratégico. Ela vai implementar o plano, vai qualificar a equipe da Casa Civil, porque o plano não é de quatro anos, mas até o final do governo. Então, ela vai qualificar o time para continuar dando sequência ao plano. Ela vai montar todos os contratos de gestão, porque cada secretário assinou um contrato formal. Estamos detalhando e, até o final do ano, cada um assina o contrato, onde se comprometem com o desenvolvimento e acompanhamento dessas metas e a prefeitura se compromete a dar as condições necessárias para isso. E a implementação da chamada Unidade de Entrega, uma unidade dentro da Casa Civil com uma equipe técnica, que vai desmembrar cada uma das 56 metas e 61 iniciativas previstas. Por exemplo, para você atingir uma meta de melhorar o índice de desenvolvimento da educação em Salvador. E como é que faz isso? Você faz isso com escolas de qualidade, professores treinados e motivados, equipamentos suficientes. Para atingir isso, você tem todo um trabalho que vai ser feito ao longo do tempo. Esse detalhamento é feito através de um acompanhamento semanal com o prefeito. Todo segunda-feira pela manhã, a equipe da Casa Civil e os consultores da McKinsey se reúnem com o prefeito e passamos cada uma das metas ao prefeito. 
 

BN - A McKinsey ajudou a equipe de transição e, na época, se falou que era um serviço gratuito. Já estava definido que, caso o prefeito ganhasse, a empresa é a que seria contratada?
 
AM - A McKinsey foi uma sugestão do prefeito [do Rio de Janeiro] Eduardo Paes. O prefeito ACM Neto, quando eleito, conversou com ele sobre a experiência com a cidade do Rio, uma cidade um pouco parecida com Salvador. O prefeito [Paes] disse que quem fez esse trabalho no primeiro ano de governo tinha sido a McKinsey e apresentou a consultoria ao prefeito [ACM Neto]. Eles estiveram aqui na fase de transição e, baseado na experiência do Rio de Janeiro, eles ajudaram na elaboração da reforma administrativa que foi feita e encaminhada no final do ano à Câmara. A McKinsey ajudou a equipe de transição, coordenada pelo ex-governador Paulo Souto, e eles deram esse apoio pontual naquele momento, entre novembro e dezembro, até a implantação disso. O prefeito e a equipe toda gostaram, eu cheguei depois, aí nós o consultamos sobre a possibilidade de eles elaborarem o planejamento estratégico e, como não tínhamos recursos, fomos à Fieb e a Fieb fez a contratação, deu esse presente à cidade e esse trabalho que vocês estão vendo. Então, desenvolvido esse trabalho e para a gente obter o sucesso na implementação, teremos que dar sequência. Primeiro, não tem nada a ver com campanha e, segundo, aquela ajuda no final do ano foi pontual. Eles vieram com uma equipe, passaram alguns dias com o prefeito, com a equipe de transição e, baseado no trabalho que foi feito no Rio de Janeiro, eles sugeriram essa reforma administrativa. 
 
BN - O senhor acredita que outra empresa, caso fosse aberta uma licitação, poderia oferecer um serviço semelhante e com um preço razoável? Como se chegou aos R$ 6 milhões e qual foi o critério exigido para que a McKinsey fosse contratada?
 
AM - Neste caso, a lei não exige a ‘urgência'. O item da lei fala da ‘singularidade do objetivo’. A McKinsey dispõe de um modelo de ferramenta de gestão, governança e gestão de transparência e competência técnica. Ela dispõe de um modelo reconhecido mundialmente e que justificou a contratação, dando sequência a um trabalho que já vinha sendo desenvolvido por ela própria. Além disso, e essa é uma das motivações para a contratação, identificamos que algumas secretarias têm um modelo de gestão muito ruim. É o caso das Secretarias de Educação, Saúde e de Gestão. São modelos burocráticos, a máquina emperra e você não consegue dar sequência e andar na velocidade necessária para o cumprimento das metas que estão previstas. E aí, nós incluímos nesta segunda etapa que um terço do valor vai para o planejamento estratégico, mais outro terço é dentro do planejamento estratégico, mas para a identificação e apresentação de solução de intervenção na governança, no gerenciamento de rotina, no trabalho desenvolvido por essas secretarias, consideradas chaves no planejamento estratégico

BN - E esse valor de R$ 6 milhões? Como ficou dividido?
 
AM - Foi R$ 1,8 milhão para o planejamento estratégico, desenvolvimento e acompanhamento desse trabalho junto com a Casa Civil, e R$ 1,4 milhão de cada secretaria. Inclusive, esse preço é baseado no valor de hora técnica que a empresa contrata no Brasil. O nosso contrato ficou a um preço inferior de acordo com as demonstrações todas que a McKinsey fez após nós exigirmos.
 
BN - O senhor tinha algum tipo de relacionamento lá em São Paulo, em sua atividade, com a empresa McKinsey?
 
AM - Não. Não conhecia. Conheci aqui, no início de janeiro. Aliás, conheci o pessoal da McKinsey no dia 28 de dezembro [de 2012] em um workshop que o prefeito apresentou no Rio Vermelho, quando eles foram apresentar a reforma administrativa. A minha consultoria era na área tributária e eles atuam em outra área de planejamento, inteiramente distinta. Conhecia de nome, claro, as grandes empresas nacionais usam sempre eles para planejamento estratégico, mas não conhecia ninguém.
 
 
BN - O senhor citou a Secretaria de Educação e, de dois anos para cá, sobram denúncias, como o caso da Pierre Bourdieu, houve inquérito policial e até prisões, com queda de secretário. Com as auditorias da McKinsey, foi possível descobrir desvio de dinheiro público, corrupção na gestão anterior?
 
AM - Tudo que foi encontrado pela prefeitura foi encaminhado para os órgãos competentes para ser investigado e avaliado. E sempre que se encontrar algum tipo de irregularidade, nós encaminharemos para o Tribunal de Contas, Ministério Público e para quem quer que seja. Agora, esse trabalho, e eu não vou poder falar de cada uma das secretarias porque eu não conheço o que foi feito em cada uma delas, não tem nada a ver com esta questão. Nós estamos falando aqui do desenvolvimento de um modelo de gestão para que você tenha um controle e, consequentemente, isso dificultará possibilidades de práticas danosas à gestão pública porque você passa a ter mais controle, os processos passam a ser mais formatados e mais formalizados. Então, isso sem dúvida trará mais transparência às ações das secretarias, e essa é uma das metas do planejamento estratégico: dar mais gestão nas finanças públicas.
 
BN - Mas ela não teve que revisar o que já foi feito para acabar com possíveis práticas danosas ao erário público?
 
AM - O diagnóstico teve duas vertentes. A primeira foi a situação do ponto de vista da cidade. É notória a situação de degradação física que a cidade foi encontrada e nós avaliamos isso em cada uma das áreas. Na área da Saúde, por exemplo, todos os postos de saúde estavam sem manutenção, sem médicos, sem funcionar. Então, esse diagnóstico administrativo nós fizemos. Já esse trabalho de investigação, à medida que algo for encontrado, será entregue aos órgãos competentes. 
 
BN - Já foi entregue alguma coisa a algum órgão competente?
 
AM - Na Casa Civil, não, até porque é um órgão inteiramente novo e foi inteiramente remodelado. Das outras secretarias, eu teria que ver com cada secretário e com a Procuradoria-Geral do Município. 
 
BN - Uma coisa que compete bem à Casa Civil é monitorar as outras secretarias. O prefeito estabeleceu um plano de metas e disse que quem não cumprir pode deixar o cargo. O secretário tem verificado quem tem dado mais trabalho dentro da atual gestão?

AM - Temos talvez que acender o sinal vermelho para dois ou três projetos, acredito. Projetos que não necessariamente dependem de uma vontade única do secretário. Você tem projetos que são transversais a várias áreas e que, às vezes, você não consegue evoluir. Por exemplo, a Salvador Negócios é uma coisa nova, estamos formatando ela. A previsão é de implantar o projeto em abril do ano que vem, mas hoje já colocamos uma luz amarela. Estamos em busca de parceiros, conversamos com a Federação das Indústrias, com a Associação Comercial, porque não adianta se criar uma empresa de fomento se ela for exclusivamente pública. Ela tem que ter a parceria privada para que possa se alongar. Então, dentro desse cronograma, já começa nos preocupar, ela acendeu ali o sinal amarelo. Se você me perguntar se tem algum sinal vermelho daqui para o final do ano ou início do outro, eu digo que não temos sinais vermelhos. Temos sinais amarelos, de atenção, e aí a gente redobra a atenção em cima disso e o prefeito diretamente se envolve para que a gente possa evoluir e avançar neste sentido. Quando acende o sinal amarelo, toda a máquina se movimenta para atender. Simplesmente não podemos dizer que não cumpriu porque o secretário foi negligente. Às vezes, é o fator externo que atrapalha. E a grande coisa do planejamento é justamente essa possibilidade de você identificar na hora que acende a luz amarela e mobilizar as pessoas certas ou muitas vezes até o próprio prefeito ou as pessoas que tenham condições de ajudar para resolver o processo.


BN - O senhor foi secretário da Fazenda no governo Paulo Souto. Acabamos de viver um período de arrumação da casa na prefeitura de Salvador, que implicou na reforma tributária e no remodelamento do IPTU. Como o senhor avalia essa gestão do secretário Mauro Ricardo? O senhor faria a mesma coisa?
 
AM -
Fui oito anos secretário da Fazenda na Bahia e uma experiência que a gente tem, e que a gente sabe, é que a primeira coisa ao assumir o governo é arrumar a casa, mesmo que ela esteja razoavelmente arrumada ou que você considere que vem de um modelo de gestão ou de uma gestão boa. Não é necessariamente o nosso caso, mas você tem que conhecer a casa. E aí fizemos o primeiro dever de casa, que foi cortar na carne as despesas da prefeitura. Tínhamos uma grande quantidade de terceirizados, de cargos de confiança, e houve um contingenciamento de 25% no custeio de cada uma das unidades. A maioria cumpriu com essa meta. Então, primeiro, há um princípio que o prefeito sempre coloca, que é gastar menos com a prefeitura e mais com o cidadão. Renegociamos todos os contratos, relicitamos todos os contratos de terceirização de mão de obras com redução de 10 a 12% nos preços. Depois de cuidarmos das despesas, precisamos cuidar das receitas. Salvador tem a segunda pior receita per capita dentre as 27 capitais brasileiras. Só perde para Macapá. Há mais de 20 anos, a Secretaria da Fazenda não faz uma atualização da planta genérica. Portanto, nós temos uma arrecadação muito ruim. A profissionalização dos processos na Sefaz já possibilitou esse ano uma melhora significativa da arrecadação, o que nos permite, a partir de um déficit inicial de mais de R$ 500 milhões, conseguir fechar o exercício com recursos em caixa e com o compromisso assumido com todos os fornecedores da prefeitura de pagar rigorosamente em dia. Você não vai encontrar ninguém que fez o serviço para a prefeitura de 1º de janeiro até hoje que não tenha recebido rigorosamente em dia o seu pagamento. E isso ajuda a reduzir o preço. Então, a reforma tributária que foi feita foi necessária e eu faria a mesma coisa se estivesse lá.
 
BN - Tem alguns nomes do primeiro escalão que serão candidatos em 2014, como Célia Sacramento, que é a vice-prefeita, além dos secretários Ivanilson Gomes, Maurício Trindade e José Carlos Aleluia, que também poderá disputar a eleição. Tem mais alguém que manifestou interesse? Foi estabelecido algum prazo para que esses futuros postulantes deixem a prefeitura para não prejudicar a gestão?

AM - Até pela missão da nova Casa Civil, eu não sou a pessoa indicada para responder a essa pergunta. Pelo que eu sei, são esses nomes, que são públicos e notórios. Eu também ainda não ouvi do prefeito nenhuma sugestão de antecipação da saída dessas pessoas. A previsão é que saiam no prazo legal estabelecido.
 
BN - Dilma Rousseff era chefe da Casa Civil e foi candidata a presidente, Rui Costa é chefe da Casa Civil e quer ser candidato a governador. E Albérico Mascarenhas, que é chefe da Casa Civil do governo ACM Neto, tem pretensões eleitorais?
 
AM - Não. Nunca tive. Continuo na mesma linha. Não tenho nenhuma vocação. Em 2004, na sucessão de [Antonio] Imbassahy, foi amplamente divulgado que o senador Antonio Carlos e o governador Paulo Souto queriam que eu me candidatasse a prefeito de Salvador. Na época, baseado em pesquisas qualitativas, o perfil que a população queria era de uma pessoa mais jovem, e eu era mais jovem, e que tivesse uma experiência mais técnica do que política. Por conta disso, surgiu essa possibilidade, mas não era o meu projeto de vida. Aliás, meu projeto de vida não era nem retornar ao setor público, mas houve um convite do prefeito e eu achei o projeto interessante e decidi contribuir com a minha experiência, na medida do possível, para ajudar essa cidade. Então, terminei aceitando, mas continuo e serei sempre um técnico.
 
BN - O senhor conhece há muito tempo Paulo Souto, o nome que o DEM quer para ser o candidato ao governo da Bahia em 2014. O que falta para o ex-governador dizer sim? Para o senhor, ele é o melhor nome?
 
AM - Mais uma vez, está fazendo uma pergunta à pessoa errada. Eu não sei fazer essa avaliação. Acho que o governador é um excelente nome. Já foi duas vezes governador, fez um trabalho muito bom. Fui subsecretário no primeiro mandato e secretário no segundo governo. Tenho a maior admiração e respeito por ele. É um excelente nome para qualquer cargo público. É uma pessoa qualificada, preparada e séria para isso, como temos também o secretário Aleluia, que tem interesse, é pré-candidato e também um quadro muito qualificado. Mas, como falei, eu não sou a melhor pessoa para responder isso.

BN - Entre Paulo Souto e Geddel, o senhor votaria em quem?

AM - Eu voto em quem o partido [DEM] indicar.

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