Jonas Paulo admite possível retomada de aliança PT-PMDB: ‘Eu e Lúcio construímos boas parcerias’ - 16/07/2012

Bahia Notícias – Quais as expectativas do PT para estas eleições municipais e qual é a prioridade do partido este ano?
Jonas Paulo – O PT tem como prioridade Salvador, prioridade nacional inclusive, e a reeleição dos seus atuais 80 prefeitos, logicamente onde são candidatos à reeleição. E ainda a reeleição dos projetos onde os prefeitos já foram reeleitos. Estamos focados também nas cidades-polo das principais regiões constituindo candidatura do PT ou priorizando, onde não temos competitividade, o apoio a aliados.
BN – A gente teve dois episódios recentes: um racha interno no partido, notadamente em Juazeiro sobre a candidatura de Joseph Bandeira (PT) contra o que a direção estadual pediu, e em Bom Jesus da Lapa, que tinha uma decisão da direção em apoiar Eures Ribeiro (PV). Como é que isso tem sido administrado pelo PT, já foi resolvido?
JP – Não, estes casos já estão todos resolvidos. Em Juazeiro é uma posição do diretório municipal, da executiva estadual, do diretório estadual e da executiva nacional, no sentido de manter a aliança com o PCdoB. Entendemos que a reciprocidade é importante e o conselho político do governador Jaques Wagner tirou como orientação que prefeito eleito no partido da base, que em 2010 esteve com as nossas candidaturas majoritárias no plano nacional e estadual, e é candidato à reeleição, tem prioridade. E nós buscamos manter esta regra como fundamental para garantir o equilíbrio entre as forças políticas da base do governador. Por esta razão, nós apoiamos o prefeito Isaac Carvalho à reeleição em Juazeiro. No caso de Bom Jesus da Lapa, em função de ser a candidatura oriunda da base com competitividade e capacidade de aglutinar as forças políticas da base de disputar e vencer as eleições. E, por isso, o PT decidiu marchar com o deputado Eures Ribeiro como candidato a prefeito.

BN – Mas a candidatura de Joseph Bandeira está nas ruas em Juazeiro. Não houve solução do diretório, como ficou?
JP – Não acredito que nenhum petista entenda que é um comportamento correto se contrapor ao diretório municipal, ao estadual e à direção nacional. Isso não é comportamento próprio de petistas, portanto, a nossa coalizão está garantida em Juazeiro, inclusive chancelada pela executiva nacional por duas vezes. Uma vez na presença do presidente estadual e outra na presença do próprio companheiro Joseph Bandeira, que pediu reconsideração, e foi reafirmada a posição da direção estadual. Obviamente, no PT, petistas que não cumprem a resolução de instância coletiva se coloca fora da órbita de ação política do partido.
BN – Vamos falar um pouco de Salvador. Estamos em um período de greve dos professores e isso tem sido apontado fator de desgaste para as candidaturas do PT com Nelson Pelegrino, que seria o principal alvo do manifesto dos docentes da rede estadual de ensino. Qual o tipo de estratégia que o partido tem montado para combater o desgaste?
JP – Primeiro nós temos um canal azeitado aí. Temos conversado bastante com o movimento, buscando um caminho de entendimento, de estabelecer o diálogo, sentar à mesa e construir as formas de solução da questão que está muito próxima, vamos dizer, das cláusulas econômicas. O problema é que há um natural acirramento e uma perda de foco na condução da luta do movimento, talvez por não termos estabelecido ainda um mecanismo mais eficiente de negociação. Agora, na avaliação política, o desgaste não é do governador ou do candidato Nelson Pelegrino. Se desgasta o movimento social, se desgasta o nosso projeto. Só quem ganha com este movimento são os adversários do nosso projeto nacional e estadual, até porque, do ponto de vista econômico, está muito claro de que nenhuma categoria obteve percentuais acima de 10%, nenhuma delas. Inclusive, as vitoriosas tiveram 6, 7 ou 8%. Mas, mesmo assim, o governo está disposto a abrir esse diálogo e constituir formas de responder às demandas dos professores. Estamos buscando esta mediação porque a continuidade desse processo, o acirramento, a intolerância, só tem servido aos adversários deste projeto que está aprovado pelo povo da Bahia e do Brasil.

BN – Dentro do Dois de Julho a gente percebeu muitas manifestações contrárias. Eu cheguei a presenciar uma agressão que um manifestante tentou fazer contra o governador, bandeira do PT queimada e tinha uma faixa emblemática que dizia assim no Terreiro de Jesus: “Eu continuo à esquerda, o PT foi quem mudou”. O que o presidente do PT da Bahia tem a dizer sobre isso?
JP – O PT é o partido da esquerda que é a esperança da esquerda mundial, da esquerda latino-americana, que é o responsável, inclusive, pela mudança da correlação de forças do ponto de vista político econômico e diplomático na América do Sul. É o nosso governo do Brasil. Vide a tentativa do Paraguai: é uma tentativa de desestabilizar esta hegemonia dos governos democráticos e populares aqui neste continente. Então, nada é mais a equerda do que estamos fazendo no Brasil. Obviamente, o que nós vimos no Dois de Julho foi uma manifestação orquestrada e o que a oposição usou como mote das diferenças existentes ainda entre o governo e o movimento sindical. O PT, como força que defende a luta social, defende a mobilização, defende as greves, está buscando intermediar [a relação do] o PT e [com] os partidos de esquerda. Então, foi uma ação orquestrada, com pessoas todas elas conhecidas por todos nós, pessoas oriundas da base do partido de oposição que, logicamente, como não tinha apenas suas próprias propostas, foram entrar nesse contencioso ou pongaram, em uma linguagem popular, neste contencioso para tentar construir um clima de ingovernabilidade, de instabilidade que não existe. Nós entendemos o recado e nós enfrentamos com a militância. Foram mais de três mil militantes do bloco do PT, além dos membros do governo que lá estavam junto ao governador, além de mais três mil militantes da Central Única dos Trabalhadores [CUT] na rua afirmando a vitalidade do nosso projeto e rechaçando as mobilizações, as articulações legítimas, porém inverossímeis da oposição que tentou, na falta de bandeira, pedir a bandeira emprestada aos professores que nada têm a ver com eles. Não serão aqueles que trataram as greves com bomba de gás lacrimogênio, com spray de pimenta e com cassetete, que vão agora posar de libertários e defensores do movimento. Gato escondido com rabo de fora, quando você pisa no rabo, você sabe exatamente de quem se trata.
BN – Agora, sobre sprays de pimenta e cassetete, um dos grandes ícones desse tipo de movimentação, segundo os movimentos sociais, foi o então governador César Borges, que mandou bater em estudante, segundo o próprio PT protestava. César Borges agora está no palanque do PT na aliança com o PR. Como é que Jonas Paulo, presidente do partido, avalia essa aliança? Temos um exemplo emblemático de Maluf com Lula em São Paulo aqui em Salvador?
JP – O melhor governo da história do Brasil foi o segundo governo do presidente Lula. O governo, inclusive, foi quem tirou o FMI [Fundo Monetário Internacional] do Brasil, correto? O governo desbancou o G8 e afirmou que o G20 era o espaço em que o mundo deveria discutir uma nova política econômica, diplomática, um novo ordenamento político e econômico do mundo. E este governo foi sustentado por presidente, que, inclusive, você o viu na ditadura, mas dirigido por nós [PT]. Somos nós que damos o rumo, que estabelecemos os conceitos, os princípios e as regras da política vão sendo traçadas. Não estamos sendo comandados por ninguém que serviu ao passado. Temos, sim, pessoas que serviram ao passado e que acham que temos a melhor proposta. Propostas que o mundo reconhece que estão mudando o perfil das relações diplomáticas, política e econômicas no mundo.
BN – Então, não há constrangimento nenhum estar no mesmo palanque com César Borges e todo o pessoal de luta do PT?
JP – As pessoas que estão defendendo os nossos conceitos certamente devem se sentir mais confortáveis em defendê-los e nos apoiar agora do que no passado. Porque agora veem as pessoas mudarem de vida, criar dignidade, ter participação cidadã, não sofrer as repressões das greves, saber que estas são resolvidas com o diálogo, com debate, com entendimento, com negociação. Então, certamente sabem que agora o Brasil está mudando e devem entender que o país e a Bahia andam melhor nesse trilho.

BN – Presidente, é inegável que a imagem do governador agora está um pouco abalada. É perceptível nas redes sociais, por exemplo, que há uma série de críticas. Com relação a isso nas eleições municipais, como o conselho político tem organizado a agenda com o governador? Vai repetir o mesmo de 2008 com Wagner indo para os palanques? Ele está disposto a participar das campanhas pela Bahia?
JP – O governador é ainda o grande eleitor na Bahia. Jaques Wagner é a grande liderança: todas as pesquisas apontam que ele é um grande eleitor. Nós temos uma circunstância específica, vamos falar claro, de uma disputa dura, difícil em Salvador, que é a batalha de vida ou morte do DEM. Se o DEM perder a eleição em Salvador é o seu fim no país. Obviamente ele usa, o que é legítimo, todos os recursos e meios que tem, os meios de comunicação que eles conseguiram abocanhar no tempo passado quando comandavam pastas importantes do governo federal. Usam este mecanismo para nos atacar, buscar diminuir a nossa influência, o que também é legítimo. Nós nunca estivemos tão otimistas. Posso dizer a você que estou entrando nas eleições de 2012 muito mais otimista do que entrei nas eleições de 2010, que já indicava a nossa vitória no primeiro turno. Causou até alguns problemas entre a minha pessoa e algumas pessoas, quando eu dizia que nós ganharíamos no primeiro turno e que tínhamos pesquisas. Como agora, temos avaliações e temos certeza do crescimento do PT e das forças aliadas. Tanto é que as forças de oposição não disputam mais do que seis ou sete cidades grandes na Bahia. Muitas disputas serão feitas entre a própria base do governador.
BN – O governador vai repetir a peregrinação pelas cidades do interior?
JP – Vai fazer. Em 2008 nós fizemos e ainda tinha certa instabilidade do PT. Hoje com a estabilidade que nós temos, logicamente que ele vai. Agora, vai ter um caso ou outro que ele vai ter que estar em um palanque e nós vamos estar em outro. Evidentemente que isso pode acontecer, estamos administrando. Nós do PT somos autônomos. É um dos partidos da coalizão, não é o único, e Wagner é o governador da coalizão. Onde o governador tiver que ir a um palanque que o PT não esteja, fará isso como uma tratativa com o partido porque ele está limitado às regras partidárias. Mas o partido pode conceder o direito de estar em outro palanque onde a nossa política de aliança não coincidiu com a política do Palácio de Ondina.
BN – Salvador já está na agenda de Lula e Dilma?
JP – Salvador é prioridade nacional, agora Belo Horizonte também se constitui uma prioridade, com uma situação um pouco inferior a Salvador, e São Paulo. São as prioridades. Quem está melhor posicionado, com a melhor aliança, melhor formatação para a disputa no plano nacional é Salvador. E a direção nacional reconhece que a nossa batalha aqui é uma batalha nacional. Todas as lideranças nacionais deverão estar aqui participando e partilhando conosco das eleições em Salvador.
BN – Sobre a disputa proporcional aqui em Salvador, o PT fez uma chapa com o PSD, PTB e PP. Como vai ser andar nas ruas com a mesma coligação do partido do prefeito João Henrique, que, segundo as pesquisas, tem rejeição na casa de 70%?
JP – Nós temos no PT, um ícone forte nas eleições, além da liderança do Lula, da Dilma e de Wagner. Mas com relação ao prefeito, eu não sei, de fato, qual é a posição que ele vai ter na eleição. Sei que o nosso adversário, o DEM, tem posições privilegiadas no governo municipal. E o seu braço eleitoral mais forte em Salvador, porque o DEM é fraco aqui, está no governo municipal em posição estratégica e na sua coligação. Imagino que não será para nós um constrangimento de enfrentar qualquer desgaste de uma administração da qual não participamos dela.

BN – A gente tem dois ícones nesta mesma coligação: Edvaldo Brito (PTB) e Waldir Pires. Dentro dessa chapa tem ainda David Rios que é também um vereador que recebe muitos votos. O PT pretende fazer quantos vereadores? Não poderia perder espaço na Câmara de Vereadores?
JP – Na eleição passada, na estadual, diziam que nós iriamos diminuir bancada e pulamos para dez federais e 14 estaduais. A nossa meta é chegar nos dois dígitos na bancada municipal. Estamos muito otimistas em relação a esse resultado e a reeleição de membros desta coligação que nós constituímos. Ainda mais com um puxador de votos privilegiado como é Waldir Pires e a participação do vice-prefeito Edvaldo Brito, que é um figura que tem um presença política, [candidato a] senador bem votado em Salvador. Então, certamente nós teremos um resultado dentro da nossa expectativa.
BN – Por que o PSC coligou e saiu, foi questão religiosa mesmo?
JP – Não. A razão do PSC é de respeito, já que nós entendemos que é importante, nesse capítulo especifico da religiosidade, eu que sou católico e ecumênico, termos a questão da tolerância como algo importante. Normalmente aquelas guerras sem fim são as guerras religiosas. É importante termos muita cautela no tratamento desta questão e muito respeito à fé. A fé é de cada um, um sentimento individual. Temos que ter cuidado para que a gente não possa, de repente, viver problema em uma coisa que é opção de cada um. Cada um confessa a sua fé e vê a forma melhor de praticá-la.
BN – Ainda falando de números, quantas cidades na Bahia, das 417, o PT vai disputar candidatura própria?
JP – Na faixa de 250.
BN – Já tem 80 prefeitos, a meta é chegar a quantos?
JP – A meta é chegar ao chamado três dígitos: 100. Eu até brinco, às vezes as pessoas não gostam muito, mas é assim mesmo, eu digo que recebemos multa do Detran, pois passamos dos 80 (risos). Quem sabe não vamos ter da Polícia Rodoviária Federal agora?
BN – Quantos vereadores o PT tem e a quantos pretende chegar no estado?
JP – O PT tem na faixa dos 420 vereadores no estado e queremos ver se ampliamos para algo próximo de 450... Como vão aumentar as vagas nas Câmaras, podemos chegar até a faixa dos 500 vereadores.
BN – Com relação às políticas de aliança, há candidaturas este ano com alianças entre PT e DEM, PSDB ou PMDB?
JP – Com o PMDB podemos dizer que tivemos até um diálogo bastante proveitoso, o que mostra como é forte a política nacional da nossa coalizão, como é forte a influência do presidente Lula, da presidente Dilma, a aliança com o vice-presidente Michel Temer. Então, o PMDB está entre os partidos que temos mais alianças no interior.
BN – Quantas são?
JP – Estamos recebendo o apoio do PMDB na faixa de 26 cidades, e estamos dando apoio ao partido em cerca de 20 cidades. Nas cidades grandes, cidades-polo não. Mas nas cidades médias e pequenas foi bem maior e todas as alianças foram seletivas, portanto são muito competitivas. Tanto nas chapas que estamos dando como estamos recebendo apoio, são alianças com potencial de vitória extraordinário.
BN – E quanto ao PSDB e DEM...
JP – Nós temos uma interdição nacional. Houve registros apenas de excepcionalidade. Por exemplo, em Capim Grosso, nós estamos com o PSDB na cabeça. Porque lá é um vice-prefeito que entrou no governo do qual participávamos, o prefeito saiu, entrou o vice que assumiu e não teve tempo de mudar de partido. Nós o apoiamos. Tem outro caso que é o PSDB na vice.
BN – Como foi a aceitação?
JP – Uma coisa é entender a especificidade de cada município, outra é não ter política e estratégia. Nós temos política e estratégia nacional. Estamos disputando esta eleição de 2012 com o olho em 2014, ainda mais na Bahia, onde a candidatura ao governo está aberta. Portanto, há uma disputa na base com a oposição. A disputa na base logicamente com lealdade, com parceria, com legitimidade de parceiros. Agora na disputa com a oposição... A oposição quer exatamente que a base se frature para que ela possa procurar espaço, então nisso a gente tem muita atenção. Por isso nossas alianças foram feitas com muito cuidado para que a gente pudesse apresentar hoje o resultado extremamente positivo. Fizemos aliança com o PP em cidades importantes como Barreiras, Jequié; com o PDT em Paulo Afonso; com o PSD em Simões Filho; com o PCdoB em Juazeiro e em Guanambi. Fizemos ainda alianças com outros partidos da base como o PRTB que tá na influência do PSD em Eunápolis; com o PRP em Porto Seguro, inclusive quebrando um pouco com aquela máxima que dizia que o PT não faz alianças, que o partido não apoia. Nas 35 principais cidades, nós temos candidatos em 22. Nas outras estamos apoiando candidatos dos partidos aliados.
BN – O PT disputa Salvador, Camaçari, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Lauro de Freitas... qual a mais fácil e a mais difícil?
JP – A mais fácil será aquela que a gente consiga colocar maior margem e possa aferir isso no dia 7 de outubro às 17h30. Não existe eleição fácil, principalmente quando você está exercendo o poder político. Todas as eleições trazem para você a polarização, a paixão, a emoção. As eleições têm fatos inusitados que ocorrem e mudam o curso delas. Temos que estar muito atentos, tranquilos, respeitar todos os adversários, buscar imprimir um ritmo em que as nossas propostas e argumentos prevaleçam, e não a baixaria, o xingamento, as ofensas, a intervenção como se fôssemos Sherlock Holmes na vida das pessoas. Nós vamos afirmar a ética, a probidade, a transparência, os valores da cidadania, o nosso lema nacional, a mudança que estamos fazendo nestes dez anos que governamos o Brasil e seis anos de governo na Bahia. Faremos um debate de ideias, de projetos e entendemos que nas grandes cidades esse debate será muito forte. Nas pequenas será muito sentido. Terá influências, já verificadas nas eleições de 2010, dos programas sociais do governo. Conseguimos quebrar porteiras daquilo que as pessoas achavam que detinham espaços como se fossem domínios eleitorais fechados e conseguimos arregaçar. Isso desde a reeleição do Lula em 2006. Então, isso que acho que vai ser a marca dessa eleição, o fim do domínio unipessoal de lideranças de municípios, do caciquismo político. Agora, haverá lugares onde, de uma forma ou de outra, nós vamos perder as eleições, afinal democracia é isso. Mas estou muito confiante. O governo deverá eleger acima de 300 prefeituras da base governista. Alguns mais outros menos otimistas circulam entre 300 a 350, obviamente da base do governo estadual, de Jaques Wagner. Sabemos que vamos crescer, mas queremos que os partidos da base também, como ocorreu nas eleições de 2010, quando o PT cresceu sua bancada e todos os aliados também.
BN – Aqui em Salvador, Mário Kertész já sinalizou que em um possível segundo turno estaria inclinado a apoiar Nelson Pelegrino. Jonas Paulo já falou que nas negociações no interior manteve conversas com Lúcio Vieira Lima. O presidente petista aposta hoje que até o fim das eleições municipais o PMDB vai poder recompor com o PT aqui na Bahia?
JP – A minha aposta é que, como eleição de Salvador é nacional, no segundo turno, todas as forças que estão no projeto nacional deverão estar juntas. Certamente teremos nossas lideranças nacionais todas aqui fazendo a disputa do segundo turno. Como o PMDB é o grande parceiro nacional da nossa aliança, acredito piamente que a regra será absorver todos os corações daqueles que estão no projeto nacional.

BN – Então PMDB e PT juntos em 2013?
JP – Não. Só posso dizer que o PMDB tem legitimidade para postular sua política e nós respeitamos, do jeito que nos sentimos respeitados pelo PMDB na nossa política do estado. Quero dizer que nesta eleição não tenho o que reclamar do PMDB. E acredito que ele também pensa da mesma forma. Conseguimos fazer uma parceria proativa, entendendo nossa diferenças do ponto de vista tático. O PMDB tentou construir relações com a oposição e nós, mesmo assim, tivemos um bom entendimento, na mesa. Eu e o presidente Lúcio construímos boas parcerias, onde conseguimos base de entendimentos. Onde não, também soubemos demarcar os nossos passos e diferenças de forma civilizada e respeitosa.
