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Entrevista

Marcelo Nilo fala sobre propostas para AL-BA e criação da TV Assembleia - 24/01/2007

Por Daniel Pinto

Por Daniel Pinto

Por que o Senhor pretende ser presidente da Assembléia Legislativa da Bahia (ALB)?
Marcelo Nilo -
Quero ser presidente porque tenho 16 anos na Casa. Conheço a máquina e a realidade do Estado da Bahia. Minha intenção é resgatar a dignidade do Legislativo Estadual, resgatar também a memória da Assembléia, que é memória da Bahia. Não quero desmerecer administrações anteriores, mas a ALB precisa de reformas estruturais e administrativas. Quero aproximar a população da rotina de trabalho da ALB. Para isso vou implantar a TV Assembléia.

O Senhor tem apoio político suficiente para isso?
MN -
Meu esforço é para ser candidato de todos. Quero montar uma chapa plural. Negociar com todos os partidos e lideranças políticas.

A disputa pela presidência está bipolarizada entre o Senhor e o deputado Jurandy Oliveira, que vai se filiar ao PDT na próxima sexta-feira. O Senhor acredita que o PDT agrega força à candidatura de Jurandy?
MN-
Não! Não acredito nisso! O prefeito apóia minha candidatura, tenho o apoio declarado de todos os deputados do PDT, Roberto Carlos, Euclides Fernandes e Maria Luiza Carneiro. Todos eles. Isso é uma jogada de marketing político insignificante.

Mas não existe um racha no PDT? O secretário geral do PDT no Estado, Alexandre Brust, e o deputado federal Sérgio Brito não se manifestaram contra o apoio à sua candidatura?
MN -
Tenho todo respeito por eles, mas, nessa eleição, eles não votam.

O Senhor é realmente candidato do governo Wagner? Possui apoio total da base governista?
MN -
Definitivamente não sou candidato do governador. Sou candidato da base governista. São vários partidos que compõem o governo. Meu nome é resultado de um consenso entre essas forças políticas.

Numa possível vitória, quanto à composição da Mesa Diretora, quais partidos serão contemplados?
MN -
Quanto a isso, quero usar toda pluralidade do parlamento. Estou negociando com todos os partidos.

O governador afirmou que espera que a chapa para a composição da Mesa seja montada pela proporcionalidade das representações partidárias na casa. O Senhor compartilha o mesmo pensamento?
MN -
Claro que sim! Esse é o exercício da mais pura democracia. Diferente de gestões anteriores onde pequenos grupos eram favorecidos, vamos compor uma mesa que represente verdadeiramente o parlamento como um todo.

É verdade que o Senhor tem negociado com o PFL, PP e PL, inclusive ofereceu o cargo de primeiro vice-presidente ao PFL na tentativa de compor com a oposição?
MN -
Queremos unidade. Estamos oferecendo à oposição os cargos de 1º vice-presidente, 2º secretário, 4° secretário e algumas funções administrativas.

Corre na imprensa que o Senhor possui uma lista com 36 ou 42 assinaturas de deputados que se comprometerem em votar no Senhor. Isso é verdade? Como conseguiu toda essa adesão? Com esse número de assinaturas o Senhor já se considera eleito?
MN -
Não existe esse negócio de lista com nomes. Tenho uma proposta política que 42 deputados aderiram, mas – apesar desse número – não me considero eleito, o voto é secreto. Em política todo cuidado é pouco.

O que o Senhor acha da verticalização? Na esfera federal seu partido (PSDB) e o PT são adversários políticos, aqui na Bahia como se dá essa relação?
MN -
Sou totalmente contra a verticalização. O Brasil é um país muito grande. Cada estado tem uma realidade diferente, por isso ele possui suas peculiaridades. As necessidades de São Paulo são diferentes das de Minas, de Sergipe ou da Bahia. Cada unidade da federação possui interesses e necessidades diferentes. Sou um político estadual. Tenho um acordo político com o PT e com os demais partidos que compõem a base do governo do Estado.

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