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Entrevistas

Entrevista

Domingos Leonelli avalia o nível de impacto causado pela greve da Polícia Militar sobre o Carnaval de Salvador - 13/02/2012

Por Evilásio Júnior / Rodrigo Aguiar

Bahia Notícias - Como é que o Carnaval vai ser organizado após a greve da Polícia Militar, mesmo com o anúncio do encerramento dela?
Domingos Leonelli –O mundo carnavalesco, aqueles que fazem o Carnaval mais diretamente, já decidiram que vai acontecer. Os músicos, os donos de trios e camarotes, os profissionais, as bandas, enfim. O governador já assegurou que vai ter, a prefeitura reafirma que vai ter. Seria preciso uma força muito grande, quer dizer, acho que só Deus poderia impedir o Carnaval da Bahia, que é muito mais forte do que qualquer outra coisa. Não há evento maior e mais forte na Bahia do que o Carnaval. É claro que ele pode ser prejudicado, mas, impedido, não creio. Além dos secretários Rui Costa, Edmon Lucas e Robinson Almeida, eu fui um dos que tiveram mais trabalho, tentando colocar o turismo aquecido. Nós demos garantia de segurança policial a shows, como os de Moraes Moreira, Zelito Miranda e Margareth Menezes, e o Centro de Convenções está cheio. Funcionou plenamente durante todo o período de paralisação. O Trade do Carnaval também teve um papel importantíssimo. Deu apoio ao governo e ao governador, pela sua condução serena e firme. A posição de Wagner teve uma importância nacional, na medida em que barrou aqui uma mobilização nacional. Ao meu ver, a presidente deve muito a Wagner.

BN – Mas já tem algo definido em relação ao auxílio da Força Nacional e do Exército no Carnaval, caso o grupo que se manteve resistente queira cruzar os braços durante a festa? Há uma estratégia pensada em relação à segurança?
DL – Não é da minha alçada essa definição. É diretamente da alçada do governador. Mas eu conversei com ele duas vezes a esse respeito e a minha impressão é que nós vamos ter uma dupla proteção neste Carnaval: da Polícia Militar, majoritariamente – ainda que alguns recalcitrantes não venham participar –, e provavelmente também de uma parte das forças federais que estão aqui.

BN – Na última semana, houve uma reunião específica no Othon e o secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida, esteve presente, conversou com a imprensa e disse uma frase que me chamou a atenção. Quando perguntaram a ele se havia a possibilidade de adiamento do Carnaval, ele disse o seguinte: “Façam o Carnaval, que o governo apoiará”. Não há aí uma inversão? Essa decisão de fazer ou não fazer o Carnaval é das empresas ou é o do governo? Em algum momento o governo chegou a cogitar o adiamento do Carnaval?
DL –Que eu saiba, não. Acho que o adiamento nunca foi cogitado pelo governo. Vi a declaração de uma pessoa ligada ao trade do Carnaval, o presidente do Conselho, se não me engano, que, em determinado instante, admitiu a possibilidade de um plano B. Mas depois ele próprio aderiu à ideia de que tem que fazer o Carnaval.

BN – Então, essa decisão coube ao trade e o governo apoiou? Foi isso?
DL –Eu acho que é uma decisão conjunta, da sociedade. E que, naturalmente, o governo acompanha. Eu acho que a Bahia faz o seu Carnaval. E quando eu digo a Bahia, eu digo o povo e o governo. Não creio que nenhuma força possa se colocar contra o Carnaval da Bahia, talvez porque eu seja carnavalesco há muitos anos (risos). Então, eu tenho a impressão de que isso é uma coisa eterna, digamos assim, invulnerável. Você pode criar um incômodo, mas impedir o Carnaval? Não vejo quem tenha essa capacidade.

BN – É, mas o trade admitiu nessa reunião...
DL – Otrade turístico nunca vacilou. Se reuniu conosco e foi, por amplíssima maioria – não foi unanimidade porque não estavam todos – favorável às medidas do governo do Estado. E confiou que nós deveríamos manter o funcionamento da cidade, não é só do Carnaval, não. O setor mais prejudicado por essa paralisação na área do turismo foi o segmento que diz respeito a bares e restaurantes, representada pela Abrasel e também pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes e o segmento de entretenimento. Esses foram muito prejudicados, com uma perda bastante razoável.

BN – O trade do Carnaval admitiu que houve perdas presenciais na venda de abadás, mas não soube precisar quanto. Muitos turistas deixaram de vir à cidade, houve inclusive campanha na internet, notícias que foram dadas até pelo Consulado Americano, recomendando que as pessoas não viessem à Bahia...
DL -Acho que não obedeceram ao cônsul americano (risos), porque tem muito americano aqui.

BN - E aí, a gente fez uma enquete e todos que foram entrevistados – é claro que isso não representa uma pesquisa, estatisticamente falando – estão receosos e dizem que não vão para a festa. A sua expectativa para o Carnaval deste ano é a de que, por causa desses eventos causados pela greve, seja mais fraco, mais esvaziado? Ou o senhor ainda acredita em um sucesso total e completo?
DL –Eu acredito no sucesso. Total e completo é difícil de a gente dizer. Agora, existem algumas nuances. Eu não me nego a reconhecer os fatos. Não sou filósofo do otimismo, que acredita que está tudo bem sempre. Isso acontecia em outros governos. Era tudo perfeito. Nós reconhecemos a realidade dos fatos. Houve prejuízo, sim. Certos segmentos foram muito prejudicados. E houve um prejuízo que é mais difícil de mensurar, que é a imagem da Bahia. Se esse pessoal queria realmente prejudicar a Bahia, conseguiu. Não o governo, a Bahia. Esse motim, essa greve ilegal e violenta, prejudicou a imagem da Bahia, sem nenhuma dúvida. Isso é uma coisa que custa muito fazer e que custa muito pouco desfazer. Você leva tanto tempo para construir e, de repente... Porém, do ponto de vista do turismo especificamente, nós tivemos problema com um cruzeiro. Não foi orientação da CVC [cancelar a excursão que os turistas fariam em Salvador]. Na quinta-feira (9), o Guilherme Paulus, em uma entrevista coletiva para a imprensa nacional e internacional – que estava no workshop da CVC em São Paulo, declarou que não houve desistência. Zero de desistência nos pacotes vendidos pela CVC. Hoje, eu falei por telefone com ele, que ficou de me enviar uma declaração formal do Luís Luppa, presidente da Trend, e me disse que não houve desistência nenhuma. Tivemos até aqui o presidente da Abav, o querido amigo Pedro Galvão, que acho que fez um cálculo precipitado, ao meu ver, de que havia 10% [de desistência]. Pode ser que tenha havido nas agências de viagens, mas isso não se refletiu na hotelaria. Até então, evidentemente. Não estou dizendo que não vai haver. O prejuízo para o turismo existiu e foi grande. Tanto no presente, em relação a bares, restaurantes e entretenimento, quanto para a imagem, o que, obviamente, não dá para mensurar quanto.

BN – Nesse caso, não houve desistência nos pacotes vendidos pela CVC?
DL –Pela CVC e pela Trend, que são algumas das mais importantes do país. Estou dando dois exemplos formais, explícitos, concretos. O Sindicato de Hotéis, do Sílvio Pessoa, me disse: “não temos desistência para o Carnaval”. Uma ou outra sempre tem, mas nada acima do fluxo de confirmações e desistências que acontece sempre.



BN – Recentemente, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis articulou uma campanha e chegou a falar que poderia entrar em greve caso não houvesse um acordo com os empregadores. O senhor sabe em que pé está a situação atualmente? HáExiste algum risco de os trabalhadores pararem durante o Carnaval?
DL –Eu acho uma péssima ideia, porém é mais ou menos recorrente. Todo o ano, nessa época, o sindicato ensaia esse movimento. Normal, porque é o momento em que os hotéis se sentiriam teoricamente mais necessitados da força de trabalho, ficariam mais fragilizados e o sindicato avançaria. Mas não deu grande resultado ano passado. Criaram problema em um ou outro hotel, mas não resultou porque o Carnaval é muito forte, a necessidade de emprego é muito forte. Agora, por exemplo, nós não conseguimos ainda dimensionar o risco de destruição de postos de trabalho por essa greve. O efeito econômico dessa greve foi avaliado em grandes números, do comércio, da área de bares e restaurantes... agora, o que isso pode significar a curto e médio prazo em termos de emprego, que é o principal da economia do turismo? Se o plano de delinquência coletiva revelado funcionasse aqui e no Rio de Janeiro, eu acho que nós íamos ter uma incidência muito grande no mercado de trabalho. Porque o Carnaval é muito importante para o mercado de trabalho baiano. Fala-se em 150 mil postos de trabalho durante o Carnaval. No Rio de Janeiro, deve ser mais ainda. Se eles conseguissem essa megalomania do mal, o principal prejudicado seria o trabalhador brasileiro.

BN – Há uma questão da imagem do estado, mas também da estima do baiano. Será feita alguma ação pela Secretaria de Turismo para tentar resgatar a estima e quando isso será feito? A partir do Carnaval?
DL –Nós temos duas ações. Uma mais imediata, de comunicação, que já está sendo articulada, inclusive pelo setor privado – cantores e artistas vão fazer um apelo, uma ação de comunicação, gratuita ou paga, mas vai acontecer. Hoje, a Abrasel me disse que vai entrar imediatamente com uma ação de comunicação, principalmente nas rádios e nas redes sociais. E a nossa ideia, do ponto de vista do turismo, é a seguinte: nós temos um grande evento no final do mês de março que pode justificar um grande apelo para a venda da imagem da Bahia. Não seria comunicação pura. Seria um elemento de marketing, com uma razão para vir aqui, que é a Feira dos Municípios, realizada simultaneamente ao Primeiro Salão Baiano de Turismo. A ideia é expor o estado da Bahia como um todo, com a presença de 120, 130 municípios. Isso realizado simultaneamente ao Salão. O interior da Bahia conheceria o mundo do turismo e o mundo do turismo conheceria melhor a Bahia através da Feira dos Municípios, com uma espécie de grande festival. Uma espécie de Espicha Verão mais fortalecido. Um Espicha Verão em forma de festival de música no Parque de Exposições, o que poderia ser uma grande oportunidade de divulgação da Bahia.

BN – O senhor mencionou que o movimento grevista nacional tinha como objetivo atingir os carnavais de Salvador e do Rio de Janeiro. Como o senhor avalia a atuação ou a participação de dois correligionários seus, os deputados Sargento Isidório e Capitão Tadeu, no processo? Acredita que fizeram algum tipo de jogo duplo, já que são da base do governo, mas apoiaram os grevistas a todo o momento?
DL –São casos muito específicos. Eles têm uma atuação corporativa e o corporativismo é uma forma, ao meu ver, muito reduzida da política porque é muito limitada. Mas é compreensível que eles tenham tido uma atuação junto a esse movimento. Eles se acham na obrigação de participar de qualquer movimentação nessa área da Polícia Militar. O caso do Capitão Tadeu é um pouco mais discutível, porque ele é membro da direção do partido também. Nós nos reunimos e tivemos uma decisão coletiva, com a presença dele na reunião, de apoio ao governo e de condenação dos métodos de violência que foram utilizados durante a greve. Na reunião, ele manifestou apoio à condenação, embora tenha feito restrições ao conjunto da posição do partido. Mas ele participou da reunião. Não votou com todos os componentes, mas participou. Portanto, no meu modo de entender, estava comprometido. Quando participamos de uma votação, mesmo sendo voto vencido, democraticamente você se compromete. Em alguns pontos da nota, ele concordou. Em outros, não. Mas a direção foi fortemente majoritária da direção do partido. Além das manifestações que a presidenta do partido [senadora Lídice da Mata] já tinha feito. A posição do PSB não deixa nenhuma margem à duvida.

BN – O Capitão Tadeu chegar a falar, nessas reuniões com os policiais, que ele retiraria a pré-candidatura a prefeito, caso o governo ajudasse os policiais e aumentasse a proposta. O senhor acredita mesmo na candidatura de Capitão Tadeu? O PSB vai ter candidato à sucessão em Salvador?
DL –Quem fala pelo partido são os dirigentes do partido, no caso a nossa presidente, a senadora Lídice da Mata, e Valdemar Oliveira, que é presidente do diretório municipal. Eu não sei como avaliar essa troca.

BN – Pessoalmente, o senhor acredita que ele vai até o final e será candidato?
DL –Ou a candidatura não era tão importante ou a greve era muito importante; depende do ângulo. Se a candidatura fosse tão importante e houvesse uma vontade popular, não poderia ser retirada. Ou então, a greve é tão importante e a corporação é mais importante.

BN – O PSB tinha dois vereadores: Laudelino Lau e Orlando Palhinha. Os dois saíram para o PP. O senhor não foi convocado para uma disputa na Câmara de Vereadores?
DL –Não, não. A minha candidatura a deputado federal já foi um pouco de cumprimento de dever partidário, mais por disciplina do que por ímpeto pessoal (risos). E acho que, com essa candidatura, já cumpri todos os meus deveres com o partido. Acho que estou com crédito no partido para poder recusar qualquer imposição nesse instante (risos). Espero poder cumprir a tarefa à qual estou me dedicando, que é muito trabalhosa, às vezes complicada, complexa, mas que acho muito importante. Nós estamos dando um novo caráter ao turismo da Bahia, estamos realizando um terceiro salto. Acho que isso é uma contribuição que o PSB dá ao governo Jaques Wagner, através de mim e de outros companheiros do partido que me ajudam. E também de outros companheiros que não são do partido, mas têm uma equipe muito boa, tanto na secretaria quanto na Bahiatursa. Acho que eu tenho tarefas suficientes na secretaria e na Bahiatursa. Acho importantíssimo, e confesso até que considero a luta pelo mandato de vereador é a mais difícil de todas. É um desafio extraordinário. E é muito importante que a gente tenha uma Câmara de Vereadores qualificada, que é talvez o que a cidade mais precise hoje. Se nós tivéssemos a qualificação da Câmara, ela iria impor ao prefeito – qualquer que seja ele – regras mínimas de compromissos mais essenciais. Acho que é fundamental eleger uma boa Câmara de Vereadores. O PSB vai apresentar uma chapa muito boa, de pessoas comprometidas ideologicamente com o partido e com os nossos projetos na cidade. Quando participou pela última vez de um governo municipal, que foi na administração do prefeito João Henrique, nós deixamos uma coisa que infelizmente não foi utilizada. Foi uma estratégia econômica para a cidade de Salvador, um esboço de estratégia econômica que nós desenvolvemos a mil mãos. Foram mais de mil pessoas participando, em um processo muito rico, onde definimos as linhas mestras de uma estratégia de desenvolvimento econômico para a cidade. E essas linhas mestras não foram consideradas. Entre as recomendações, houve coisas que foram feitas exatamente ao contrário. Nós recomendados, por exemplo, que fossem desestimulados conjuntos habitacionais na Paralela. E que ela fosse uma avenida de serviços, onde você tivesse um impacto rodoviário, de tráfego, menor do que o existente com esse mundo de apartamentos que foi liberado lá. A prefeitura fez exatamente o contrário. Nós tínhamos recomendado que a Paralela e a Orla fossem áreas privilegiadas para o desenvolvimento econômico, o turismo e serviços. Agora, foi retomada na Orla uma coisa semelhante ao que tínhamos proposto, mas não nos mesmos termos.



BN – Em uma entrevista recente que fizemos com o presidente da Saltur, Cláudio Tinoco, ele comentou a relação entre prefeitura e Estado no turismo. E ele disse em determinado momento que certas deficiências aconteciam porque cada um queria esticar a corda mais do que o outro. O senhor concorda com essa avaliação?
DL –Não há nenhum trocadilho em concordar com a corda ou discordar da corda, né? (risos). Não entendi bem o que eles quis dizer.

BN – Que cada um puxa a sardinha para o seu lado e acaba que não há unidade para se definir determinadas estratégias em conjunto.
DL –Não é a sensação que eu tenho em relação ao turismo de Salvador. Eu acho que o governo do Estado é o único que, até então, faz a promoção da cidade, investe na promoção do estado como um todo e na sua capital, especialmente. Há pouco tempo atrás, nós tivemos dois grandes eventos: a Feira da Abav em São Paulo e a Fit em Buenos Aires, onde o nosso stand era o Elevador Lacerda. Nós fazemos promoção permanente do estado, investimos muito na estrutura de Salvador – com a recuperação de prédios históricos, de igrejas. Tudo feito com dinheiro do turismo, através da Secretaria de Turismo e do Prodetur. Estamos agora investindo mais de R$ 50 milhões, sendo que R$ 30 milhões são do Ministério do Turismo e quase R$ 30 milhões do governo do Estado na Feira de São Joaquim. A pouca recuperação que a Orla teve foi feita com dinheiro do Prodetur, pela Conder. O pequeno trecho entre Amaralina e Pituba. Eu acho que o governo tem feito a sua parte. Entramos com mais de R$ 50 milhões para o Carnaval de Salvador. Trouxemos para Salvador a Stock Car e calendarizamos isso. Condicionamos o apoio do governo do Estado à Stock Car a ele ser um evento permanente e não apenas um evento eventual, desculpe a redundância, de ser um acontecimento isolado. Nós enfrentamos problemas do turismo de Salvador que não foram enfrentados nas administrações passadas, embora eu reconheça muitos méritos nas administrações que me antecederam no Turismo. O problema da sazonalidade continua sendo grave em Salvador, mas estamos reduzindo isso, por exemplo, com o São João da Bahia, que é um produto turístico novo, no qual investimos muito e conseguimos promover. Já houve um aumento da ocupação hoteleira durante o mês de junho na cidade de Salvador. Isso é importantíssimo, porque a sazonalidade é um inimigo muito poderoso da economia do turismo. Cria desemprego, obriga os hotéis e as estruturas turísticas a despedirem. Hoje, nós estamos com uma ocupação hoteleira de 68% em Salvador, igual ao número de antes da crise da Europa e dos Estados Unidos, diante da crise da Varig. Desde 2001, nós não tínhamos uma taxa de 68%. Só que os nossos 68% de hoje valem mais do que os de antes porque a oferta hoteleira em Salvador aumentou cerca de 8%. Nós fomos de 35 a quase 40 mil leitos em Salvador. A nossa diária média é a maior desde 1999. Isso é um sinal de vitalidade econômica. E, pelo que eu sei, tudo que o prefeito solicita do governador tem sido atendido, inclusive no Carnaval.

BN – Para fechar, eu gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para os baianos e turistas que vão curtir o Carnaval a partir da próxima quinta-feira.
DL –Eu quero, mais do que nunca, rezar na cartilha de um dos nossos santos poetas e lembrar que alegria é um estado que chamamos Bahia. A alegria é mais forte. A felicidade nem sempre é possível, na medida em que a gente quer. Mas a alegria é um dos elementos que impulsionam a economia também. E a economia do turismo é baseada no prazer, na alegria. E creio que nós vamos ter um Carnaval que é um grande negócio para a cidade de Salvador e para a Bahia. Queria apenas lembrar que, além do Carnaval de Salvador, o governo da Bahia, cumprindo os seus compromissos com a interiorização do turismo, tem apoiado a festa no interior. E aproveitem bem o número de trios elétricos independentes. Pelo governo do Estado, vão ser dez trios elétricos independentes: seis da Secretaria de Turismo e quatro da Secretaria de Cultura. Nós praticamente estamos assegurando o carnaval pipoca da Bahia, com atrações especiais.  Em um dos trios elétricos, que demos o nome de Novos Sons da Bahia, teremos a Banda Mametto, Filhos de Jorge, Magary Lord, Baiana System. Vamos aproveitar essa coisa que o Carnaval também possibilita, que é a revelação e a renovação cultural e musical da Bahia.

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