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Entrevista

João Carlos Paes Mendonça fala sobre construção do Salvador Shopping - 04/09/2006

Por Isabela Nery

Por Isabela Nery

A construção de um dos maiores shoppings da América Latina na região da Avenida Tancredo Neves não pode prejudicar ainda mais o trânsito do local? JOÃO CARLOS PAES MENDONÇA – O sistema viário na região vai melhorar consideravelmente após o início das atividades do Salvador Shopping, em abril de 2007. Desde o mês de maio de 2005, uma equipe formada por representantes de vários órgãos da Prefeitura Municipal de Salvador, da empresa TTC Engenharia de Tráfego – uma das principais do país nesta atividade – e do Salvador Shopping, se debruçaram sobre os estudos das intervenções necessárias no sistema viário da área. O projeto foi coordenado pelo engenheiro Francisco Moreno, da TTC Engenharia, que há nove anos é o consultor responsável pelos principais projetos no sistema viário da cidade, e conhece com profundidade todos os problemas de trânsito da capital baiana.
A nossa preocupação e forte empenho em resolver o problema do trânsito local, beneficiando milhares de pessoas que passam diariamente por ali, e beneficiando, principalmente, nossos futuros clientes, fez com que investíssemos, com recursos próprios, R$ 20 milhões na construção dos equipamentos do nosso sistema viário. Isso é diferente de tudo o que já foi feito na Bahia. Nunca a iniciativa privada investiu recursos próprios para resolver problemas do sistema viário da cidade. Os estudos de projeção apontam que os novos equipamentos vão atender com folga o impacto que será gerado com o aumento do fluxo de veículos na região.

O que está incluso neste projeto?
JCPM –
O projeto inclui a construção de três passarelas, uma em frente ao Jornal A Tarde, a segunda em frente ao Hospital Sarah e a terceira ligando o shopping à parte baixa do Pernambués. Para cada passarela construída haverá a retirada do semáforo mais próximo, permitindo o escoamento do trânsito com mais facilidade.
Três pontes construídas sobre o canal – duas para veículos (próximo ao Restaurante Barbacoa e em frente ao Edifício Omega) e uma exclusiva para pedestres (em frente à Casa do Comércio) – integram também o projeto que prevê ainda a implantação de duas passagens em desnível (mergulho) na área. Uma vai atender ao fluxo de veículos no sentido Salvador Shopping para a Paralela e a outra vai atender o fluxo que vem no sentido Avenida Tancredo Neves para o Shopping. Os desníveis vão evitar cruzamentos e irão beneficiar todo o trânsito na área”.

O projeto do Salvador Shopping inclui áreas de lazer em seu entorno?
JCPM –
O Salvador Shopping terá áreas de lazer no seu interior. Contempla, por exemplo, áreas destinadas à fast-food, cinemas e games. Haverá ainda um espaço gourmet que funcionará independente do horário do shopping.

A região da Avenida Tancredo Neves é a melhor para a implantação de um novo shopping, com estas proporções? A área não está saturada?
JCPM –
Ao contrário. A área da Avenida Tancredo Neves está necessitando de empreendimentos deste porte, que possam absorver e beneficiar os moradores dos diversos bairros do entorno, e de toda a área metropolitana de Salvador. O último empreendimento deste segmento construído na área já tem 30 anos. Neste período, a cidade mais que triplicou, e não surgiu nenhum equipamento moderno que pudesse atender a esta demanda que existe. O Salvador Shopping vai atender a todas as exigências do consumidor atual, oferecendo estacionamento com mais de quatro mil vagas, conforto, arquitetura moderna, amplas áreas de circulação com iluminação natural, sem falar no conforto que a população terá depois de inaugurado o nosso sistema viário.

Que impacto a transformação que se observa nesta área terá para a cidade, num futuro próximo?
JCPM –
O primeiro impacto que observamos será o arquitetônico. No local existia uma fábrica de pré-moldados já degradada, instalada em um local nobre. Agora a área vai receber um empreendimento de primeiro mundo, com tecnologia limpa e avançada. O Salvador Shopping será o primeiro do país a adotar tecnologia limpa na quase totalidade de suas etapas de construção, incluindo tanto o período da obra como no pós-obra. É uma obra com o conceito do ecologicamente correto. A cobertura translúcida permitirá o uso de luz natural durante o dia. O shopping vai utilizar o sistema de esgoto a vácuo. Diminuindo o consumo de água e permitindo, por exemplo, a ampliação da rede hidráulica para qualquer ponto do shopping sem precisar de caimento na estrutura.
O reaproveitamento da água da chuva para reuso também será um importante item dentro do projeto de uso de tecnologia limpa, que vai se estender ainda à utilização dos ar-condicionados. E não podemos esquecer do impacto no mercado de trabalho. Numa primeira fase o shopping vai ofertar emprego e renda para mais de seis mil pessoas. Assim, acreditamos que o impacto do shopping para a cidade, num cenário de curto, médio e longo prazo, será bastante positivo.

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