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Entrevista

Aleluia detalha discussão que resultou no arquivamento do processo de cassação de Hamilton Assis na CMS

Por Leonardo Almeida

Foto: Reprodução / CMS

O vereador Alexandre Aleluia, que é Corregedor na Câmara Municipal de Salvador (CMS), deu detalhes sobre o pedido de cassação contra do seu colega de parlamento, Hamilton Assis (PSOL). Em entrevista ao Bahia Notícias, Aleluia explicou que o processo teve origem em uma entrevista concedida por Assis após uma sessão realizada de forma reservada no Legislativo municipal, quando o parlamentar utilizou o termo “secreto” para se referir à reunião.

 

A declaração do vereador do PSOL veio após o episódio de invasão na sessão da CMS, quando se era debatido o reajustes dos servidores de Salvador. Segundo Aleluia, o uso da expressão gerou questionamentos, mas não configurou motivo suficiente para abertura de um processo de cassação.

 

“Ele deu uma entrevista no final da sessão em que utilizou um termo que, na minha visão, foi mal utilizado. Ele falou de ‘secreto’ como se fosse algo escondido. Quando, na verdade, de acordo com o regimento, é possível fazer uma sessão secreta por votação de dois terços”, afirmou.

 

Aleluia explicou que a sessão reservada ocorreu em um contexto de confusão no plenário, o que teria levado os vereadores a optarem pelo formato previsto no regimento interno.

 

“O ambiente de invasão exigia aquilo ali naquele momento. Não tinha como fazer no plenário, não tinha como fazer no auditório na hora. Realmente estava tomado e a gente ia votar. Então foi votado”, disse.

 

Para o vereador, Assis utilizou o termo no sentido popular da palavra, e não no sentido jurídico previsto no regimento da Casa.

 

“Ele utilizou o termo ‘secreto’ no sentido popular, como se fosse algo feito às escondidas. Não foi no sentido regimental. E é um vereador de primeiro mandato, às vezes realmente não conhece esse termo exato”, avaliou.

 

Aleluia acrescentou que a divergência política entre os dois não influenciou a decisão e que o arquivamento foi aprovado de forma unânime pelos parlamentares.

 

“Isso não dá para ensejar uma cassação. Seria forçar muito a barra. Independente da posição pessoal, eu tenho uma visão de mundo completamente diferente da dele, mas não poderia fazer algo nesse sentido. Por isso optei pelo parecer de arquivamento, e todos votaram a favor”, declarou.

 

 

O Bahia Notícias divulga a entrevista completa com o novo da CCJ da CMS, Alexandre Aleluia, nesta segunda-feira (9), a partir das 11h10.

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