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Curtas do poder

Curtas do Poder

Curtas do Poder - Zeca de Aphonso - 17/06/2014

Por Zeca de Aphonso

* O povo está adorando ver a elite pagando R$ 7,50 em uma passagem da BTU, esperando na fila e sofrendo com a desorganização da Transalvador e do Setps durante a Copa em Salvador. está é a situação de compra um cartão no shopping, achando que vai de frescão.
 
* Aliás, fico a imaginar daqui da ilha Fábio Mota, secretário municipal de Urbanismo e Transporte, tirado a cavalo do cão, não poder se meter em nada, nem na Transalvador nem na Sucom. e ver a cidade travada na copa e os turistas nas filas desorganizadas.
 
* Será que o Galego (Jaques Wagner) foi de Buzu para o jogo da Alemanha? Pois soube que chegou atrasado e saiu mais cedo. Amigo meu disse que foi com medo das vaias. Prefiro acreditar que a culpa foi da BTU.
 
* Achei linda a falta de carteirada na Copa. Realmente, a Fifa bota para f****. Quando vi Caetano Veloso, Gilberto Gil, deputados e vereadores no meio do povo, achei foi bom.
 
* Cumprido é ótimo. Ele é meio cartesiano, preto no branco. Mas de vez em quando sai com cada uma... Essa semana ele me disse que o culpado pelo não julgamento do IPTU, que tira o sono do Soberano (ACM Neto), vem a ser o Senhor dos Anéis. Não entendi muito, mas vou descobrir.
 
* Essas viagens de Cumprido devem ser falta do que fazer, já que trabalhar ele não quer mais. Agora me inventou de mergulhar em águas profundas com seu novo parceiro, o carioca.
 
* Aliás, se o amigo, por acaso, encontrar dois ferry boats por algum oceano desses, mostre, por favor, o caminho da Baía de Todos-os-Santos. Para quem não lembra, Dotô Otto, o vice das greves, disse que a saída das embarcações seria dia 26 de março com previsão de chegada na Capitania dos Portos em 30 dias.
 
* Se contar ninguém acredita. Passo tardes e tardes aqui em Mar Grande, olhando para o mar e imaginando os dois bichão entrando pelo oceano. Como nunca aparecem, fico aqui a imaginar  o que aconteçeu com nossos equipamentos:

- atacados por piratas na Somália;
 
- nas mãos da Al-Qaeda;
 
-  faltou conbustivel

- Formula 1

- sumiu no Triangulo das Bermudas

- Carnatal
 
- Riviera Francesa;
 
- Foram dar um pulinho no Caribe;
 
- Estariam eles assistindo Neymar em Fortaleza;

- Micareta no mar;
 
* Enfim, a situação é preocupante, principalmente quando não se tem notícias.

* Não é por nada não, mas esse presidente da Embasa em vez de distribuir, tem cara que come água. Igual ao Galego (Jaques Wagner), que toda vez que vejo na TV me dá vontade de tomar uma.

* Nunca na história desse país os cunhados operaram tanto. Primeiro, um ligado à esfera estadual, rei de Alphaville. Agora, um engatinhando ligado à esfera municipal. Pior, que muito engatinhando ainda, já que dentro do próprio grupo a concorrência tá difícil.

O CABEÇA BRANCA E EU
 
O DEBOCHE DE ORLANDO SPÍNOLA
 
Quando ACM era prefeito de Salvador, Luiz Viana Filho estava como governador. Ambos eram afinados com o regime militar. Luiz Viana foi governador nomeado, depois de ter sido chefe da Casa Civil do primeiro ditador, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, e o Cabeça Branca prefeito, nomeado pelo governador. Aos domingos, o programa do Cabeça era ir, sistematicamente, ao Palácio de Ondina, onde o governador recebia amigos, e relatava informações sobre os acontecimentos do regime ditatorial. ACM se jactava espalhando que tinha fortes ligações com Viana Filho, o que era uma verdade. Tudo o que ouvia no domingo, já na segunda-feira o Cabeça passava adiante para os seus amigos pessoais, que também se encarregavam de espalhar as “novidades” da ditadura. O deputado Orlando Spínola era, então, presidente da Assembleia Legislativa, e gostava de redigir quadrinhas irônicas sobre o que se passava na província, principalmente na Assembleia, ridicularizando pessoas do seu rol de amizade que riam e não davam importância à produção de Spínola. Certo domingo, Orlando Spínola fora a Ondina acompanhado de um deputado. Este último, na roda em que estava o governador (Luiz Viana era intelectual), revelara que teria que fazer uma cirurgia com certa urgência. Viana, então, sugeriu que a fizesse com seu genro, Fernando Didier, um cirurgião com elevada reputação na época. Assim que a sugestão foi feita, o irônico Orlando Spínola não se conteve. Bateu no ombro do colega e disse alto: “Morra, amigo velho, mas faça”.  O governador rangeu os dentes, como era do seu hábito, e se retirou visivelmente irritado. Na semana seguinte a Rua Chile inteira, onde a granfinagem da época circulava, sabia-se do acontecido. O Cabeça Branca se encarregou de espalhar a ironia de Spínola, que passou tempos sem pisar os pés no Palácio de Ondina. Irritou principalmente D.Juju, mulher do governador. Era o que ACM queria. Isolar Orlando Spínola.

*Se você tem alguma sugestão, pode mandar para zecadeaphonso@bahianoticias.com.br ou, se preferir, vá ao Facebook de Zeca de Aphonso e conte.

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