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Marca Bahia Notícias

Notícia

Sem apoio de edital, peça ‘Criança viada’ volta ao palco após sucesso na 1ª temporada

Por Lara Teixeira

Foto: Divulgação / Diney Araújo

Após realizar uma primeira temporada de sucesso, o espetáculo “Criança viada ou de como me disseram que eu era gay” volta aos palcos e fica em cartaz até o dia 4 de agosto, no Teatro Molière, em Salvador, às 19h. Em conversa com o Bahia Notícias, Vinicius Bustani contou o porquê da decisão de realizar uma segunda temporada em tão pouco tempo, e também falou sobre o retorno que está recebendo do público. “A primeira temporada foi uma experiência, e como a gente teve um retorno tão positivo, lotação e gente voltando, nós ficamos com muito desejo de fazer uma temporada logo em seguida para atender essa demanda, que para nós foi surpreendente. Principalmente dentro de um nicho de um público que não necessariamente era de teatro. A gente chegou em pedagogos, psicólogos, e para nós isso foi muito bom, para de alguma forma reafirmar a qualidade do trabalho que a gente estava fazendo”, contou Vinicius.

 

De acordo com o ator, as duas primeiras apresentações da segunda edição foram lotadas e na última delas, que aconteceu no dia 21 de julho, contou com a participação de duas profissionais da Casa Comportamental, uma sexóloga e uma psicóloga infantil, que realizaram um debate junto com o ator do solo e a diretora da peça Paula Lice. “Isso vai enriquecendo e vai aprofundando o debate, e eu também vou me preparando mais, porque até então eu falava em nome de uma experiência que era minha, mas agora com a reverberação, as pessoas têm entrado em contato, mandado mensagem, e é uma experiência que vai para além de mim. Muitas pessoas se identificam com isso, tanto as pessoas que passaram pelo o que eu passei, como a criança que sofre bullying, que é agredida ou como as crianças que foram os 'abusadores' na infância e que já vieram conversar comigo dizendo: 'nossa, é muito forte o que você traz e você não coloca o dedo na cara da gente, você traz a gente de uma forma muito sensível e faz com que a gente entenda o nosso papel, que foi muito negativo na vida de outras crianças, que não foi com você necessariamente, mas que tivemos o nosso papel’, então isso está sendo muito enriquecedor", revelou o ator.  Vinicius contou que além do debate, ainda aconteceu um momento muito emocionante para todos que estavam presentes: “Um rapaz, que a mãe coincidentemente estava na plateia, e eles não tinham combinado de ir juntos, decidiu revelar para a mãe naquele momento que ele era gay. Nós estamos vivendo essa torrente de emoções”.

 

As duas temporadas do espetáculo não tiveram apoio de nenhum edital. Bustani disse que eles não tiveram ajuda e realizaram as temporadas “na cara e na coragem”. A peça, que tem o intuito de discutir sobre a LGBTfobia, foi planejada de uma maneira que fosse fácil levá-la para outros espaços, como escolas, centros de pesquisa, entre outros. Questionado sobre isso, Vinicius explicou que a produção do “Criança viada” já conseguiu entrar contato com alguns locais, mas que nada está fechado ainda. “A gente já tem em vista parcerias com universidades”. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
“Criança viada ou de como me disseram que eu era gay”
QUANDO: Sábados, 14, 21, 28 de julho e 4 de agosto, às 19h
ONDE: Teatro Molière - Aliança Francesa – Salvador (BA)
VALOR: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

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