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Marca Bahia Notícias

Notícia

Oswaldo Montenegro reúne 40 anos de 'Trilhas' em show apresentado em Salvador

Por Jamile Amine

Foto: Claudio Machado / Divulgação
Com mais de 40 anos de carreira, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro retorna a Salvador com o show “Trilhas”, em cartaz na sexta-feira (26) e sábado (27), no Teatro Sesc Casa do Comércio. A turnê tem o mesmo nome de seu primeiro LP, lançado em 1977, e segundo ele, apesar das décadas que separam os dois trabalhos, eles se encontram na mesma empolgação de fazer arte, que não diminuiu com o tempo. “O novo show aborda trilhas que compus para as peças e filmes que escrevi e para balés e espetáculos de outras pessoas. Algumas dessas canções ficaram muito conhecidas. Então, é uma oportunidade de contar para o público as circunstâncias nas quais e para as quais elas foram feitas”, explica Oswaldo Montenegro, destacando, no entanto, que a música é sempre seu fio condutor. “Tudo parte dela [música]. Meu ofício é compositor popular. Comecei a carreira como instrumentista. Foi meu primeiro trabalho. As outras artes entram a serviço da música e, de certa forma, protegidas por ela”, afirma.

Nesse novo show, o menestrel – como ele é chamado -, juntamente com a flautista Madalena Salles, faz um passeio por canções e textos criados para enredos e personagens durante sua carreira, a exemplo de “Aos Filhos de Sagitário”, composta para o musical “A Dança dos Signos”; “Simpatia de Giz”, de “A Aldeia dos Ventos”; “Taxímetro”, da peça “Noturno”; além de “Cigana” e “Coração de todo mundo”, temas de “Mayã – Uma Ideia de Paz”; “Léo e Bia”, do seu primeiro longa-metragem; e as inéditas “Sim” e “O Perfume da Memória” (música título do seu terceiro filme, lançado este ano). 


"Léo e Bia" integram o repertório do show "Trilhas"

Com tanto tempo de estrada e de “Trilhas”, Oswaldo Montenegro diz ainda se sentir completamente apaixonado pelo que faz, além de grato pela longevidade de seu trabalho, que nem imaginou que aconteceria. Dos anos 70 para cá ele avalia que o grau de exigência mudou. “Não que tenha me tornado um perfeccionista, mas cada vez procuro mais a minha assinatura, a minha marca, não parecer com ninguém. Paradoxalmente, isso é um processo de relaxamento. É uma procura do ‘deixar fluir’, de não ter amarras. Quando a gente começa uma carreira, quer corresponder às expectativas, mas hoje, aos 60 anos, constato que só fazendo um trabalho absolutamente pessoal e provocando adesões e rejeições, sem medo, é que se chega a algum lugar na arte”, avalia o artista, revelando ter uma “relação maravilhosa” com o público baiano. “A Bahia produz uma quantidade enorme de talentos, e um dia alguém vai ter que estudar uma explicação sociológica pra isso”, afirma o cantor. “Tocar nessa cidade é estar em contato com isso. Faz bem a qualquer artista. A plateia exala essa magia. É um outro tipo de sensibilidade. É um outro nível de percepção. Não consigo entender como é que isso acontece, mas é um fato”, conclui.

 Serviço
O QUÊ: Trilhas – Oswaldo Montenegro
QUANDO: Sexta e sábado, 26 e 27 de agosto, às 21h
ONDE: Teatro Sesc Casa do Comércio
VALOR: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

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