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Marca Bahia Notícias

Notícia

O festival é um ponto de encontro e troca de ideias, diz Ronei Jorge, curador do Radioca

Por Virgínia Andrade

Evento será nos dias 1° e 2 de agosto | Foto: Divulgação
Com shows de Siba, Cidadão Instigado, Apanhador Só, Anelis Assumpção, IFÁ Afrobeat, Mulheres Q Dizem Sim, Pirombeira e O Quadro, o Festival Radioca realiza sua primeira edição neste fim de semana e promete levar uma pequena multidão ao Trapiche Barnabé, na Cidade Baixa. Uma extensão do programa de rádio homônimo, no ar desde novembro de 2008 na Educadora FM (107,5), o evento terá dois dias de atividades gratuitas e a preços populares, que incluem, além das apresentações musicais, oficinas, mesas redondas e feira de arte e de vinil. “Com os anos de experiência no Radioca, começamos a vislumbrar que o programa podia ser uma plataforma para ouros produtos e um deles terminou sendo o festival, muito por conta também que a produtora do Radioca, Carol Morena, já tinha feito festivais na Paraíba, onde ela nasceu”, explica Ronei Jorge, músico e curador do festival ao lado do também músico e produtor Roberto Barreto (BaianaSystem), e do DJ e jornalista Luciano Matos. Segundo Ronei, o festival será um espelho da programação do Radioca no rádio, mas ao vivo. “Não é uma coisa muito distante [o programa do festival]. Por seu um produto de um programa de rádio que toca as novidades da música brasileira, terminou ficando muito à mão fazer o festival, como se fosse uma continuidade do programa”, ressalta Ronei.


A banda cearense Cidadão Instigado vai lançar o novo álbum, "Fortaleza", neste sábado (1°), no Festival Radioca | Foto: Haroldo Saboia

Um ponto de encontro e troca de ideias, o Festival Radioca também tem o interesse de aquecer o debate sobre música, de modo que ele aconteça em outros espaços e não apenas na mesa redonda. "Eu acho isso salutar e, inclusive, todos os eventos seja de música, teatro, artes plásticas e cinema, que convocam as pessoas para assistirem mesas redondas ou participar do evento de alguma forma é fundamental para que outros projetos saiam até dali", opina o músico. A oficina sobre divulgação e promoção para novos artistas abre a programação do Radioca às 9h e segue até às 13h, quando começa a mesa redonda "Como chegamos aqui? Um panorama dos últimos dez anos da cena independente", com Bruno Nogueira (PE), Alexandre Matias (SP), Marcelo Monteiro (RJ) e Marcelo Costa (SP), além dos curadores do festival. Os shows têm início pontualmente às 16h e as entradas custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia - com apresentação na bilheteria de comprovante de matricula ou doação de um livro não-didático). O patrocínio da Natura foi o que possibilitou o festival ter um valor tão baixo de ingresso. “Salvador é uma cidade muito importante culturalmente, que sempre teve muita força e com uma história grande na música e nas outras artes, então estar vinculado a um festival que quer mostrar novidades da música na cidade é importante para qualquer empresa”, pondera Ronei. O projeto também tem apoio da Prefeitura de Salvador e do Governo do Estado. 

Apesar de o festival teoricamente não ter um apelo de público tão grande, para o músico, ter ingressos com valores acessíveis só facilita a formação de plateia para as bandas. “Tem um público, que não é tão pequeno quanto as pessoas imaginam, desejoso dessas atrações. Não que seja carente, mas que tem a expectativa que essas bandas apareçam e que os artistas aqui de Salvador tenham um lugar de destaque também. Então casa muito esse desejo do público com a chegada do Radioca e de outros festivais que são feitos na cidade e ocupam esse espaço que às vezes ficam uma lacuna”, acredita. Além da questão do financiamento, um outro ponto de dificuldade no desenvolvimento do festival foi a curadoria das atrações. Se, por um lado, a internet dá uma condição maior de fazer um mapeamento do que acontece no Brasil, o que aumenta a diversidade, por outro, essas diversas possibilidades tornam a escolha mais difícil. “A gente tentou se basear em alguns quesitos como o tempo que essas pessoas estão no mercado, a relevância artística e quisemos diversificar os estados, os gêneros e trazer novidades, gente que não tinha tocado em Salvador, e artistas locais também novos, que tocam no programa, e que estão numa crescente”, diz Ronei e completa: “Acaba sendo uma coisa subjetiva, mas acompanhamos as observações de outras pessoas, tanto de público quanto de crítica, e também a nossa avaliação que somos todos viciados em música”.

O Grupo Pirombeira é um dos destaques locais do festival | Foto: Divulgação
 
Aos que pretendem ir ao Festival Radioca e aos que já garantiram seu ingresso, a dica de Ronei Jorge é que cheguem cedo para aproveitar não apenas as atrações de fora, mas também as da Bahia, que serão as primeiras a e apresentar. “As pessoas que chegarem cedo vão ter uma grata surpresa do trabalho da Pirombeira, da IFÁ e d'OQuadro, que são três grupos fantásticos aqui de Salvador e vão ver a potencialidade do cenário de música da Bahia", diz e aproveita para destacar o show da banda carioca Mulheres Q Dizem Sim, que vão tocar aqui depois de 20 anos: "É uma banda muito importante, que fez parte da formação de muita gente. É meio Velvet Underground brasileira, pouca gente viu, mas todo mundo montou uma banda". Então, para quem vai, fica o recado: chegue cedo para não perder nada, porque os shows que vão rolar não aparecem comumente pelas bandas de cá. 

Serviço
O QUÊ:
1° Festival Radioca
QUANDO: 1° e 2 de agosto, a partir das 16h
ONDE: Trapiche Barnabé (Comércio)
QUANTO: R$ 20 e R$ 10

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