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Marca Bahia Notícias

Notícia

Jay Vaquer: 'Sou um cara fora do mercado'

Por Simone Melo

Músico se apresenta no sábado em Salvador | Foto: Divulgação
Filho da cantora paraense Jane Duboc com o guitarrista americano Anthony Vaquer e sobrinho do roqueiro baiano Raul Seixas, o cantor e compositor carioca Jay Vaquer nasceu em berço musical. Praticamente, Jay seguiu uma predestinação familiar que o levava para o caminho das melodias e do som. Começou cedo a se envolver no meio artístico. Aos 10 anos já gravava jingles e atentava para os ensinamentos diários de canto vindos da mãe.
 
Hoje, com doze anos de carreira, assina seu quinto álbum de estúdio, "Umbigobunker?!" (2011), produzido por Moogie Canazio – que já esteve à frente de trabalhos de grandes compositores brasileiros, como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Rita Lee – e tem um próximo lançamento "saindo do forno".
 
Depois de dois anos sem fazer shows em Salvador, Vaquer, que se considera "uma cara fora do mercado", volta aos palcos da cidade, neste sábado (1º), com um repertório que relembra sua carreira e músicas do seu último álbum, como adiantou em entrevista ao Bahia Notícias.
 
Ele explicou que a demora para retornar à cidade se restringiu às questões financeiras , que dificultam as produções independentes. "É uma corda no pescoço. Vou na expectativa de que não  dê prejuízo".
 
Vaquer, que já esteve mais badalado na cena mainstream, com clipes em primeiro lugar na MTV e indicações aos prêmios VMB e Multishow, anda mais ensimesmado com sua última produção. Como o título em inglês mesmo sugere, "Umbigobunker?!" é um disco "melancólico", na opinião do cantor. No blog que mantinha, "Fuzarca", ele escreveu: “Não critico o ‘Umbigobunker’… Nem faria qualquer sentido... Apenas aponto, relato, admito, detecto que as canções deste álbum, giram em torno de relações que se revelam pelas fendas, escapes, fraturas dessa ‘estrutura’... Da realização do que parece auto-sabotagem”.
 
Auto-sabotagem ou não, o carioca tem optado por se manter à parte e fazer arte desvinculado das regras do mercado cultural. "Não sigo a lógica da indústria fonográfica, não trabalho especificamente um CD, não trabalho singles para tocar na rádio", garante.
 
No período em que alimentou o blog "Fuzarca" (última atualização em fevereiro deste ano), Jay usava o espaço como um mural opinativo para se expressar, contar casos e criticar as tiranias da indústria musical. "Eu critiquei uma vez o prêmio Multishow, porque eu ganhei o melhor clipe com 'O Cotidiano de um Casal Feliz' – pessoas de lá me falaram – , mas não deixaram eu receber o prêmio porque aquilo não interessava. ‘Quem é Jay Vaquer para ganhar?’ Então, eu critiquei", afirmou. É claro que, pela mesma lógica que alimenta o mercado, essas críticas não vieram desacompanhadas de repercussões, que indicavam muitas vezes "fechar algumas portas", para o cantor. "Eu comecei a perceber que eu estava causando muitos problemas para mim e percebi que não adiantava colocar a boca no trombone. Não vale a pena e eu parei de vez com isso".
 
Sobre o próximo disco, ainda sem nome, que será lançado até o final deste ano, Jay adiantou que serão 11 canções autorais e confirmou novamente a parceria com Moogie Canazio.
 
No repertório do show deste sábado (1º), as canções "Cotidiano de um Casal Feliz", "A Falta que a Falta Faz", "Pode Agradecer", "Longe Aqui", "Meu Melhor Inimigo" e "Miragem".
 
SERVIÇO:
Show de Jay Vaquer
Atrações: Jay Vaquer, Ricardo Caian e os Beduínos Gigantes, DJ Big Bross
Onde: Portela Café, Rio Vermelho
Quando: Sábado, 1º de setembro
Horário: 22h
Valor: R$ 30 (antecipado) e R$40 (no local)

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