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Marca Bahia Notícias

Notícia

'As pessoas vão ao cinema para esquecer', lamenta Arnaldo Jabor

O jornalista e cineasta Arnaldo Jabor afirmou que não sabe se voltará a fazer filmes. Jabor, que foi homenageado no 40º Festival de Gramado com o troféu Eduardo Abelin, dedicado a grandes diretores do cinema brasileiro, justificou a incerteza pela mudança no perfil do público de cinema das últimas décadas. “O público se acostumou com um cinema de manipulação muito forte. As pessoas não vão mais ao cinema para observar, ter uma opinião. Elas vão ao cinema para esquecer”, afirmou em coletiva. O mau desempenho da sua última produção, “Suprema Felicidade” (2010), na bilheteria é outro fator que pesa. “Eu achava que o filme ia saciar a fome do espectador que estava cansado de receber o mesmo tipo de filme. Por ser um filme reflexivo, tratar de certas questões, achei que ia fazer pelo menos 1,5 milhão de espectadores, mas fez só 250 mil”, contou. Jabor disse ainda que segue com sua carreira jornalística porque não dá pra ganhar dinheiro com cinema no Brasil.

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