Baiano integra equipe de “Hamnet”, filme com oito indicações ao Oscar 2026
Natural de Salvador e criado em Juazeiro, o produtor Tiago Di Mauro está entre os profissionais que atuam nos bastidores de Hamnet, longa-metragem que conquistou oito indicações ao Oscar 2026. A cerimônia de premiação acontece neste domingo (15).
Radicado em Londres, Di Mauro trabalhou no departamento financeiro da produção, setor responsável por contratos, pagamentos e controle de gastos do projeto. Em filmes de grande orçamento, a área garante que todos os departamentos operem dentro do planejamento estabelecido pela produção. No caso de Hamnet, o investimento gira em torno de 35 milhões de libras, aproximadamente R$245 milhões.
Segundo o produtor, atuar nesse setor permite acompanhar de perto todas as etapas da realização de um filme. “As finanças são uma matriz importantíssima da produção. Acompanhar os gastos por departamento e lidar com fornecedores dá uma visão ampla de todo o processo”, afirmou.
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Foto: Acervo Pessoal
A trajetória de Di Mauro no audiovisual começou na Bahia, onde estudou Cinema e Vídeo. Após a formação, mudou-se para o Reino Unido para aprofundar os estudos e buscar oportunidades na indústria internacional. Desde então, participou da produção de 13 longas-metragens ligados a grandes estúdios e plataformas, como Netflix, The Walt Disney Company, Amazon Prime Video, Focus Features, BBC e Sony.
Entre os títulos em que trabalhou estão The Kitchen, Chevalier, Minha Culpa: Londres, Todo Tempo que Temos, Sinfonia de Guerra e Prima Facie. As produções reuniram nomes conhecidos do cinema internacional, como Ralph Fiennes, Gal Gadot, Cynthia Erivo, Judi Dench, Andrew Garfield e Florence Pugh.
Participar da equipe de Hamnet também representa um momento importante na carreira do baiano. O projeto está ligado ao cineasta Steven Spielberg, considerado um dos diretores mais influentes da história do cinema.

Foto: Acervo Pessoal
Durante o circuito de premiações, Di Mauro também encontrou o ator Wagner Moura, outro baiano em destaque na temporada. Os dois conversaram sobre os projetos e sobre o momento do cinema brasileiro no cenário internacional.
Apesar da carreira consolidada no exterior, o produtor afirma manter uma relação próxima com a Bahia. Ele divide o tempo entre o Reino Unido e o Brasil e busca aplicar a experiência adquirida em produções internacionais em projetos ligados à cultura brasileira.
Além do trabalho em grandes produções, Di Mauro também desenvolve projetos autorais. Um deles é o curta-metragem Nega Tonha, inspirado na história de uma goleira que atuava em ligas masculinas no sertão baiano nas décadas de 1980 e 1990. O objetivo, segundo ele, é chegar à direção de seu primeiro longa-metragem. “Cada projeto é um passo para chegar lá”, afirmou.
Paralelamente ao cinema, o baiano também atua na direção de videoclipes. Entre os trabalhos recentes estão produções para a banda britânica Ibibio Sound Machine e para artistas brasileiros como Josyara, além de projetos com Tulipa Ruiz e Zé Manoel.
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