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Sambista Riachão receberá homenagem durante o Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho

Por Redação

Foto: Antonio Brasiliano/divulgação

Clementino Rodrigues, o eterno Riachão, considerado um dos maiores sambistas da Bahia e do Brasil, será homenageado in memoriam com um ato simbólico na Ala das Artes, no dia 31 de janeiro. O momento será realizado durante o desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, que terá concentração na Rua da Paciência e encerramento na Rua Fonte do Boi.

 

A festividade passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Município de Salvador como o Dia Municipal do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, conforme a Lei nº 9.898/2025, sancionada em 13 de novembro de 2025.

 

Com mais de uma década de história, o evento promove o encontro entre diferentes gerações e expressões artísticas, levando alegria, cores e reflexão às ruas, além de reforçar valores como inclusão, acessibilidade e respeito ao espaço público, transformado simbolicamente em um grande picadeiro a céu aberto.

 

Na sequência, o público acompanha as tradicionais alas de grupos culturais, seguidas por bandas de fanfarra e percussão, mantendo a energia contagiante que marca o cortejo. Permanecem também as Estações Musicais Fixas, projeto consolidado que ocupa pontos estratégicos do percurso com apresentações de grupos artísticos parceiros dos Palhaços do Rio Vermelho, ampliando o diálogo entre artistas, moradores e visitantes.

 

Mais do que um desfile, o projeto representa uma importante frente de atuação na proteção, valorização e revitalização das expressões culturais que formam a identidade da Bahia. Ao envolver diretamente a comunidade local e artistas da capital e do interior, os Palhaços do Rio Vermelho contribuem para a salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver que sustentam o pluralismo da cultura brasileira.

 

Para Lúcia Menezes, cofundadora dos Palhaços do Rio Vermelho, 2026 será o ano de celebração. “Comemoramos os 110 anos do samba e teremos a honra de homenagear nosso saudoso Riachão. Para mim, expressa um sentimento pessoal que me remete ao tempo em que tive a oportunidade de conviver com ele, quando fomos colegas de trabalho no Desenbanco. Riacho, como era chamado carinhosamente, era uma figura carismática, alegre, carinhosa e de bem com a vida. Estou muito feliz e emocionada em poder realizar essa homenagem em nome dos Palhaços do Rio Vermelho”, explicou.

 

Ao fortalecer o sentimento de pertencimento e a conexão dos soteropolitanos com o bairro do Rio Vermelho, o desfile não apenas preserva tradições populares, mas também revitaliza a identidade cultural do território, assegurando que essas manifestações sigam vivas, inclusivas e inspiradoras para as futuras gerações.

 

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