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Clementino Rodrigues, o eterno Riachão, considerado um dos maiores sambistas da Bahia e do Brasil, será homenageado in memoriam com um ato simbólico na Ala das Artes, no dia 31 de janeiro. O momento será realizado durante o desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, que terá concentração na Rua da Paciência e encerramento na Rua Fonte do Boi.
A festividade passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Município de Salvador como o Dia Municipal do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, conforme a Lei nº 9.898/2025, sancionada em 13 de novembro de 2025.
Com mais de uma década de história, o evento promove o encontro entre diferentes gerações e expressões artísticas, levando alegria, cores e reflexão às ruas, além de reforçar valores como inclusão, acessibilidade e respeito ao espaço público, transformado simbolicamente em um grande picadeiro a céu aberto.
Na sequência, o público acompanha as tradicionais alas de grupos culturais, seguidas por bandas de fanfarra e percussão, mantendo a energia contagiante que marca o cortejo. Permanecem também as Estações Musicais Fixas, projeto consolidado que ocupa pontos estratégicos do percurso com apresentações de grupos artísticos parceiros dos Palhaços do Rio Vermelho, ampliando o diálogo entre artistas, moradores e visitantes.
Mais do que um desfile, o projeto representa uma importante frente de atuação na proteção, valorização e revitalização das expressões culturais que formam a identidade da Bahia. Ao envolver diretamente a comunidade local e artistas da capital e do interior, os Palhaços do Rio Vermelho contribuem para a salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver que sustentam o pluralismo da cultura brasileira.
Para Lúcia Menezes, cofundadora dos Palhaços do Rio Vermelho, 2026 será o ano de celebração. “Comemoramos os 110 anos do samba e teremos a honra de homenagear nosso saudoso Riachão. Para mim, expressa um sentimento pessoal que me remete ao tempo em que tive a oportunidade de conviver com ele, quando fomos colegas de trabalho no Desenbanco. Riacho, como era chamado carinhosamente, era uma figura carismática, alegre, carinhosa e de bem com a vida. Estou muito feliz e emocionada em poder realizar essa homenagem em nome dos Palhaços do Rio Vermelho”, explicou.
Ao fortalecer o sentimento de pertencimento e a conexão dos soteropolitanos com o bairro do Rio Vermelho, o desfile não apenas preserva tradições populares, mas também revitaliza a identidade cultural do território, assegurando que essas manifestações sigam vivas, inclusivas e inspiradoras para as futuras gerações.
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A Natura Musical lançará nas plataformas digitais em 14 de novembro o álbum “Onde eu cheguei, está chegado”, o disco póstumo de Clementino Rodrigues, conhecido como Riachão. O mestre do samba festejava a produção do álbum quando faleceu aos 98 anos, em 30 de março de 2020, quatro meses após o anúncio da seleção do edital.
“Se Deus Quiser Eu Vou Chegar aos 100” teria sido o título do disco que Riachão gravaria com músicas inéditas de sua autoria. A obra então se tornou uma justa homenagem ao autor de clássicos como “Cada Macaco no Seu Galho” e “Vá Morar com o Diabo”. A Giro Planejamento Cultural, realizadora do projeto, reformulou a proposta e coloca no mundo o álbum póstumo que conta com nomes como Roberto Mendes, Juliana Ribeiro, Enio Bernardes, Pedro Miranda e Nega Duda.
Com produção musical de Paulo Timor e Caê Rolfsen, as 10 faixas do projeto original surgem com vozes gravadas por Riachão, nunca antes utilizadas, inclusive em feats com artistas da música brasileira – e também com seu neto, Taian –, e interpretações de convidados para as letras deixadas por ele. Ainda no dia 14 de novembro, uma roda de samba vai celebrar o lançamento na Cantina da Lua, no Pelourinho, lugar frequentado e cantado por Riachão, pertencente a seu parceiro Clarindo Silva.
Junto com o disco, entra no ar um site que abrigará um amplo acervo de fotografias, reportagens, discos, fonogramas e documentos audiovisuais que apresentam a vida e a obra do sambista ao longo de mais de seis décadas. Para completar, serão disponibilizados três mini documentários, dirigidos por Claudia Chávez, da Apus Produtora de Conteúdo, sobre o processo de realização deste projeto peculiar.
Riachão foi pioneiro e o mais longevo sambista da Bahia. Ainda criança, segundo ele próprio, cantava samba chula e samba de roda como os seus antepassados escravizados cantavam na senzala. São mais de 500 composições, muitas delas nunca gravadas, de samba autêntico e de tradição oral, algumas interpretadas por artistas como Jackson do Pandeiro, Jamelão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Cássia Eller, Zélia Duncan e muitos outros. Dizia ele: “Não me dá ideia de escrever nada, o samba está dentro da minha cabeça, de acordo com o que acontece ao meu redor”. Patrimônio baiano e brasileiro, de alegria e sorriso sempre estampados, foi parceiro de irmãos de samba como Batatinha, Edil Pacheco, Walmir Lima, Panela e tantos outros que fizeram da boa música baiana profissão de fé.
“Este projeto resulta de um senso de compromisso cultural com a Bahia e o Brasil no que diz respeito ao fortalecimento e prolongamento das criações musicais deste grande cantor e compositor”, diz Joana Giron, da Giro Planejamento Cultural, que contextualiza como ele havia voltado a compor após anos sem atividade: “Quando ele morreu, estava extremamente animado com o projeto e o disco estava em processo de escolha de repertório. A readequação de tudo não foi simples, mas, quatro anos depois, cremos que estamos prestando a homenagem mais à altura de Riachão possível”, completa.
O produtor musical Paulo Timor, em quem Riachão tanto confiava, comemora: “Ele estará presente no disco, mesmo após a sua partida, com quatro vozes dele gravadas anteriormente. A gente queria o Malandro cantando, e felizmente conseguimos: a voz imortal de Riachão, que é sempre o seu melhor intérprete”.
O álbum “Onde eu cheguei, está chegado” tem patrocínio de Natura Musical e do Governo da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Riachão foi selecionado pelo edital Natura Musical ao lado de Alto da Maravilha, Cabojaki, Coletivo Afrobapho, Feira Noise Festival, Jadsa, Mateus Aleluia e Tá Batenu - Culto Afrofuturista. No estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 80 projetos de música até 2022, em diferentes formatos e estágios de carreira, como Margareth Menezes, Luedji Luna, Mahal Pita e Casa do Hip Hop da Bahia.
Sobre Natura Musical
Natura Musical é a plataforma cultural da marca Natura que há 18 anos valoriza a música como um veículo de bem-estar e conexão. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu mais de R$ 190 milhões no patrocínio de mais de 600 artistas e projetos em todo o Brasil, promovendo experiências musicais que projetam a pluralidade da nossa cultura. Em parcerias com festivais e com a Casa Natura Musical, fomentamos encontros que transformam o mundo. Quer saber mais? Siga a gente nas redes sociais: @naturamusical.
O cantor Alcymar Monteiro, de 70 anos, deixou o hospital de Bom Jesus da Lapa, na região do Velho Chico, Oeste baiano, neste domingo (2). Segundo o Rede GN, parceiro do Bahia Notícias, o forrozeiro recebeu alta quase ao meio-dia e aparentava estar bem. Na madrugada deste domingo, o cantor passou mal e precisou ser levado para a emergência da unidade de saúde da cidade.
No entanto, a agenda de shows segue cancelada. Alcimar se apresentaria na noite deste domingo em Curaçá, no Sertão do São Francisco, e nesta segunda-feira(3) em Riachão do Jacuípe, na região sisaleira, mas ambos os eventos estão suspensos.
Em nota, a assessoria do artista informou que os exames não apontaram diagnóstico de AVC [derrame], mas não deu outros detalhes sobre o que teria provocado o mal-estar e o encaminhamento para a unidade médica em Bom Jesus da Lapa.
Para marcar o aniversário de Riachão, que neste domingo (14) completaria 100 anos, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou um levantamento das canções do baiano mais tocadas nos últimos dez anos. O cantor e compositor baiano que morreu em março de 2020.
Segundo os dados do Ecad, “Cada macaco no seu galho” é a canção de autoria de Riachão mais tocadas na última década, seguida de "Vá morar com o diabo", "Retrato da Bahia", "Marca da ferradura" e "Baleia da Sé".
O levantamento constatou ainda que Gilberto Gil foi o intérprete que mais gravou as músicas de Riachão até hoje, seguido por Caetano Veloso, que aparece na segunda posição ao lado de Coroné. Riachão tem 108 músicas autorais e 88 gravações com sua participação cadastradas no banco de dados do Ecad.
Com relação aos direitos autorais, o sambista teve mais de 60% de seus rendimentos provenientes dos segmentos de Shows, Música ao Vivo e Carnaval, nos últimos 10 anos.
Veja o ranking:

No dia 19 e 20 de junho às 20h, será exibido através da plataforma Sympla, o musical "Xô Xuá – Um Samba para Riachão", da Cia de Teatro Arte Sintonia. Obra conta a história do sambista Riachão, através de cantorias famosas do cantor.
Com texto da premiada dramaturga Ilma Nascimento e produção da Cia de Teatro Arte Sintonia, o espetáculo estreou no dia 13 de maio de 2021 e foi assistido por mais de 500 espectadores.
A Cia de Teatro Arte Sintonia formada em 1999 tem buscado homenagear cantores e compositores nacionais em suas últimas produções, tornando-se um grupo especializado em musicais. Foi assim em "Zona Contaminada", homenageando Cazuza, "Pedaço de Mim", trazendo as canções de Chico Buarque e em "Se Acaso Você Chegasse", enaltecendo Elza Soares.

Os ingressos são limitados e estão a preços populares, disponíveis para compra na plataforma Sympla.
SERVIÇO
O QUÊ: Exibição do musical "Xô Xuá – Um Samba para Riachão"
QUANDO: 19 e 20 de junho às 20h
ONDE: Plataforma Sympla
VALOR:R$ 10
A cantora compositora Vania Abreu participa de um bate-papo online, dentro do projeto Sesc Virtualidades, nesta terça-feira (21), a partir das 16h, no Instagram do Sesc Bahia. Na ocasião, a artista irá conversar sobre o sambista Riachão, que morreu em março, aos 98 anos.
Vania é autora de “Eu e meu lugar”, um livro infanto-juvenil em homenagem ao artista, lançado em 2017 pelo projeto "Eu vim da Bahia", da Editora Caramurê (clique aqui e saiba mais). Além de falar da obra, ela vai falar sobre os universos da música e da literatura, e suas experiências nestas artes.
Após a morte de Riachão, no fim de março (clique aqui e saiba mais), o disco “Se Deus quiser eu vou chegar aos 100”, com faixas inéditas e autorais do sambista baiano, deve ter a participação de artistas convidados. A previsão é de que o álbum seja lançado ainda este ano.
“A estrutura do projeto seguirá sendo a gravação do disco, com obras inéditas de Riachão, e a criação de um site com um grande acervo sobre a vida e obra de Riachão, contendo gravações, vídeos, fotos, matérias de jornal, depoimentos de parceiros, registros de shows, etc. Iremos também convidar nomes da música brasileira para gravar a voz de algumas faixas do disco”, informou Joana Giron, produtora do projeto, que tem patrocínio do Natura Musical.
Em nota, as secretarias de Cultura da Bahia e de Salvador lamentaram a morte do sambista Riachão, ocorrida nesta segunda-feira (30), em sua casa, no bairro do Garcia (clique aqui e saiba mais).
“É com grande pesar que a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) manifesta solidariedade ao samba brasileiro, que perde hoje um dos seus maiores bambas, e aos familiares do cantor e compositor Clementino Rodrigues, o nosso eterno Riachão”, diz comunicado da pasta.
O secretário municipal de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco, também manifestou pesar. "O samba brasileiro hoje chora. Riachão era história viva. Era a essência do nosso samba, da nossa identidade brasileira e tão importante para a música. Lamentamos imensamente sua morte", afirmou Tinoco, que classificou o legado de Riachão como "uma inesquecível contribuição para a música".
O sambista baiano Riachão, autor de clássicos como “Cada Macaco no seu Galho” e “Vá Morar com o Diabo”, morreu, nesta segunda-feira (30), aos 98 anos. O músico tem um mal estar durante a noite do domingo (29), foi socorrido por uma equipe médica em sua casa, no bairro do Garcia, em Salvador, mas não resistiu. A causa da morte não foi informada.
Nascido em Salvador, em 14 de novembro de 1921, o artista começou a cantar aos 9 anos e escreveu sua primeira música aos 12. Com mais de 500 composições, ele teve sua obra gravada por nomes como Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Cássia Eller. Este ano o artista planejava lançar o disco “Se Deus Quiser eu Vou Chegar aos 100”, com repertório inédito e autoral.
Em sua homenagem, desde 2015, o trajeto de carnaval que passa pelo bairro onde ele se criou, o Garcia, foi batizado como Circuito Riachão.
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) divulgou, nesta terça-feira (16), as atrações selecionadas para os projetos Carnaval do Pelô e Carnaval Pipoca 2018. Dentre os aprovados no edital estão: os trios Vozes do Samba, com Edil Pacheco, Luci Laura e Vânia Bárbara; e África Ancestral, com Pradarrum, Okwei Odilli e Ellen Oléria; e os projetos "De Ketu ao Gueto", com Larissa Luz, MV Bill e Rico Dalasam; "Seja o que você quiser", com Paulinho Boca de Cantor, Will Carvalho e Achiles Neto; "Transbahia", com Bruno Capinan, Bem Gil e Domenico Lancellotti e "Pelourinho Com Meu Amor", formado por Gerônimo, Jota Veloso e Ézio Novaes. Entre os destaques estão ainda nomes como Raimundo Sodré; Attooxxa; Márcia Castro, com o Trio Treta; Pedro Pondé; O Quadro; Sine Calmon; Maglore; Moreno Veloso; Mateus Aleluia; Manuela Rodrigues; Riachão; Bule Bule; Luedji Luna; Manuela Rodrigues; Ifá; Magary Lord; Dão e a Caravana Black; Ilê Aiyê; Virgilio; Retrofolia; Márcio Mello; Vivendo do Ócio, JosyAra; Banda Skanibais; Jadsa Castro; Bruna Barreto; Lucas Santtana; Ronei Jorge; Diamba; Aila Menezes e Gal do Beco. A lista completa dos projetos contemplados pelo edital está disponível na internet (clique aqui).
Para celebrar o aniversário de Riachão, que completa 96 anos, a Caixa Cultural Salvador anunciou quatro apresentações do sambista baiano, a preços populares. Os shows acontecerão de 29 de novembro a 2 de dezembro, sempre às 20h. Os ingressos, que custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), estarão à venda a partir das 9h do dia 29.

SERVIÇO
O QUÊ: Riachão
QUANDO: Quarta-feira a sábado, 29 de novembro a 2 de dezembro, às 20h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Já no carnaval de 2014,o autor de sambas famosos como Cada Macaco no Seu Galho, Vá Morar com o Diabo e Retrato da Bahia foi homenageado pelo cortejo histórico da Mudança do Garcia.
A homenagem ao cantor dando seu nome ao circuito já tinha sido feita pelo Conselho do Carnaval, no mesmo ano.

A cantora Rosa Passos foi indicada à categoria de Melhor Cantora de MPB pelo álbum "Samba Dobrado", uma homenagem ao alagoano Djavan. Com ela, concorrem na mesma categoria, as também baianas Maria Bethânia, com "Canto de Amor - Vol. 2," e Simone, pelo CD “É Melhor Ser”, comemorativo dos 40 anos de carreira.
Grande homenageado desta edição, o samba também tem um "quê" de Bahia na lista de concorrentes. Mariene de Castro foi indicada à categoria de Melhor Cantora com o álbum "Ser de Luz - Uma Homenagem a Clara Nunes" e o cantor Riachão às de Melhor Cantor e de Melhor Álbum, por "Mundão de Ouro".
Lazzo Matumbi aparece em Canção Popular, indicado à categoria de Melhor Cantor pelo álbum "Lazzo Matumbi", assim como a banda Cheiro de Amor, indicada à categoria de Melhor Grupo pelo álbum "Flores". O estado está contemplado ainda na categoria Projeto Especial, já que o baiano Dorival Caymmi é o homenageado no disco “Caymmi”, que reúne os filhos cariocas Nana, Dori e Danilo. Veja a lista completa de indicados ao 25º Prêmio da Música Brasileira aqui.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil".
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao se pronunciar sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.