Forbes destaca baianas entre as 100 mulheres poderosas do agronegócio em 2026
A Forbes incluiu quatro baianas entre as 100 mulheres poderosas do agronegócio brasileiro em 2026. Em sua segunda edição, a lista reúne profissionais que se destacam em diferentes áreas do setor, reconhecendo trajetórias que contribuem para a produção agrícola, a pesquisa e o desenvolvimento de cadeias produtivas no país.
Entre as representantes da Bahia estão Alessandra Zanotto Costa, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa); Zene Vieira, presidente da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê); Adriana Reis, gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC); e Claudia Calmon de Sá, à frente da gestão da Agrícola Cantagalo.
O levantamento foi divulgado em referência ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro. “A proposta foi identificar mulheres com responsabilidade sobre negócios, recursos, pessoas e decisões, mas também aquelas cuja atuação modifica cadeias produtivas, desenvolve tecnologias e mobiliza diferentes setores da economia rural, nem sempre sob holofotes”, destacou a Forbes.
Além das quatro baianas, a seleção inclui mulheres que construíram parte de sua trajetória profissional no estado. É o caso de Carminha Gatto Missio, produtora rural natural do Rio Grande do Sul e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), que atua na representação institucional do setor agropecuário baiano.
SAIBA MAIS SOBRE AS BAIANAS DESTACADAS PELA FORBES:
ALESSANDRA ZANOTTO
Presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa tem atuação voltada ao desenvolvimento da cotonicultura, especialmente no oeste baiano, região de destaque na produção nacional de algodão.
À frente da associação desde janeiro de 2025, ela foi reeleita em outubro de 2026 para o biênio 2027-2028. Entre as prioridades de sua gestão estão a inovação, a capacitação de mão de obra e a sustentabilidade. Alessandra também defende a ampliação do embarque de algodão pelo Porto de Salvador como alternativa para fortalecer a logística de escoamento da produção baiana.
ADRIANA REIS
Gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC), em Ilhéus, Adriana Reis trabalha com pesquisa, controle de qualidade e valorização do cacau produzido no Brasil. Doutora em Biologia e Biotecnologia de Micro-organismos, ela atua na identificação de características que influenciam a qualidade das amêndoas e o desenvolvimento de aromas durante a fermentação.
A pesquisadora também coordena o painel técnico do Concurso Nacional de Cacau Especial, iniciativa que reconhece produtores e amostras de destaque e contribui para projetar o cacau brasileiro no mercado internacional. As amostras selecionadas podem chegar ao Cocoa of Excellence, uma das principais premiações mundiais dedicadas à qualidade do produto.
CLAUDIA CALMON DE SÁ
À frente da gestão da Agrícola Cantagalo, Claudia Calmon de Sá comanda um grupo com 14 fazendas e cerca de 1.800 hectares de cacau cultivados em sistemas de cabruca e agrofloresta no sul da Bahia. Médica-veterinária formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ela trabalhou por duas décadas nas empresas da família antes de assumir a gestão ao lado do pai, o ex-banqueiro Ângelo Calmon de Sá, em 2019. A sucessão foi concluída em 2022.
Sob sua liderança, o grupo ampliou os investimentos na produção de cacau fino, com testes de mais de 800 variedades e vitórias no Concurso Nacional de Qualidade do Cacau em 2021 e 2024. A estratégia inclui reinvestimentos em tecnologia e aprimoramento dos sistemas produtivos. A Fazenda Santa Cruz, em Itacaré, conquistou medalha de ouro no Cocoa of Excellence, realizado em Amsterdã, na Holanda.
A atuação da empresária também se estende ao oeste baiano, onde o grupo investe no cultivo de cacau em uma área de 110 hectares irrigados por pivô central, no município de Barra.
ZENE VIEIRA
Engenheira agrônoma e presidente da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), Zene Vieira atua no fortalecimento do cooperativismo e da agricultura familiar. À frente da entidade, trabalha para ampliar o acesso dos produtores rurais a políticas públicas e oportunidades de desenvolvimento no setor agropecuário.
Formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), com mestrado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), a agrônoma acumula experiência em extensão rural, gerenciamento de propriedades agrícolas e produção orgânica. Sua atuação também inclui projetos voltados à valorização da agricultura familiar e ao protagonismo feminino no campo.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
