Cineasta baiano leva curta de animação para festivais nacionais e internacionais
O cineasta e animador baiano Eduardo Stachow, de 20 anos, se prepara para levar seu novo curta-metragem de animação, “The Gramophone”, a festivais no Canadá em setembro. Entre os dias 17 e 19, a produção será exibida no Animaze – Montreal International Animation Film Festival 2026, no Cinéma du Musée, em Montreal. A participação no evento marcará a estreia internacional do filme.
O cineasta e animador baiano Eduardo Stachow, de Aos 20 anos, amplia a presença de seus trabalhos no circuito audiovisual nacional e internacional. Após a estreia pública de seu novo curta-metragem de animação, “The Gramophone”, em Curitiba, o diretor se prepara para apresentar a produção em festivais no Canadá, em setembro.
Fundador da Stachow Pictures, Eduardo participou, nos dias 28 e 29 de agosto, do DJANHO! – Mostra Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, realizada no Sesc Centro. Selecionado para a programação, “The Gramophone” teve sua primeira exibição pública durante o evento.
“Foi uma experiência muito boa do início ao fim. Gostei bastante do festival, da curadoria dos filmes selecionados e, principalmente, da organização. Ver meu filme estreando em um evento assim foi um momento marcante para mim como cineasta”, afirma Eduardo.
A produção também integra a programação do Toronto International Nollywood Film Festival (TINFF), onde chega indicada em quatro categorias: Melhor Diretor, Melhor Produtor, Melhor Curta-Metragem e Melhor Filme Internacional de Animação. Esta é a segunda participação consecutiva de trabalhos de Eduardo no festival canadense.
Entre os dias 17 e 19 de setembro, “The Gramophone” será exibido no Animaze – Montreal International Animation Film Festival 2026, no Cinéma du Musée. A participação no evento marcará a estreia internacional do curta.
Na trama, um robô vive em um mundo silencioso até ser atraído por uma melodia que vem de uma casa abandonada. Ao entrar no local, ele encontra um antigo gramofone e passa a experimentar emoções até então desconhecidas. A chegada de outro robô, no entanto, transforma a descoberta em uma situação de perigo e dá início a uma perseguição.
Para Eduardo, o trabalho representa um avanço técnico e criativo em sua trajetória. Na produção de seus filmes, o baiano assume diferentes funções, entre elas direção, produção, animação, direção de arte, direção de fotografia, direção de som e edição. Ele também participa da criação de ambientes, modelagem e rigging em 3D. “Acredito que meu maior trunfo como produtor e diretor seja conseguir contar histórias que possam ser compreendidas em qualquer lugar do mundo, utilizando linguagens universais como o medo, o amor e a linguagem dos sonhos”, destaca.
Desde 2023, produções como “Chaos is King” e “We Are Carnaval” vêm acumulando prêmios, indicações e seleções em festivais no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Europa. Atualmente, Eduardo cursa Cinema na FAAP e desenvolve novos projetos pela Stachow Pictures, entre eles a animação 3D “Nara” e a série de curtas-metragens em live-action “Antologia Brasil”.
O interesse do profissional pelo audiovisual começou muito antes dos festivais. Durante a infância, marcada pelo divórcio dos pais, ele encontrou no cinema uma forma de se transportar para outras realidades. Aos 14 anos, decidiu que queria deixar de ser apenas espectador para criar suas próprias histórias. A partir daí, dedicou quase três anos ao estudo de ferramentas utilizadas na produção audiovisual, buscando desenvolver autonomia técnica para transformar suas ideias em filmes. O processo iniciado em 2023 resultaria, dois anos depois, na criação oficial da Stachow Pictures.
Hoje, Eduardo atua como diretor e produtor de animações originais, dominando diferentes etapas da produção audiovisual, da criação e animação 3D à edição e pós-produção. Atualmente, cursa Cinema na FAAP. Para ele, a presença de suas produções fora do país está diretamente ligada ao projeto que pretende construir como realizador.
“Meu trabalho como diretor não é apenas criar filmes; meu trabalho é exportar o imaginário brasileiro para o mundo inteiro. Meu principal diferencial é que quero construir propriedades intelectuais que revolucionem a forma como as pessoas enxergam o Brasil e sua cultura, sempre focando na exportação desta”, diz.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
