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Marca Bahia Notícias Hall

Coluna

Vinho por Ela: Um brinde onde o Alentejo encontra o Japão (e o coração agradece)

Por Daniele de Mattos

Foto: Acervo pessoal

Há noites que ficam na memória não apenas pelo que se come ou se bebe, mas pelo que se sente. E foi exatamente assim minha experiência no BN Hall, no charmoso restaurante Jhaun, na Barra, em Salvador. Uma daquelas harmonizações que começam curiosas… e terminam apaixonantes.

 

Na taça, o elegante Cartuxa Évora Colheita Branco 2023, vindo diretamente do ensolarado Alentejo, em Portugal. À mesa, uma sequência impecável de pratos japoneses, delicados, frescos e cheios de personalidade. O encontro foi simplesmente mágico.

 

 

Logo no primeiro gole, o vinho revelou aromas frescos de frutas cítricas, lembrando limão siciliano e flores brancas, com um leve toque mineral que remetia à brisa do mar. Em boca, era vibrante, leve, com aquela acidez gostosa que desperta o paladar e convida à próxima mordida — e ao próximo gole.

 

Ficha técnica do vinho
* Rótulo: Cartuxa Évora Colheita Branco 2023
* Produtor: Adega Cartuxa – Fundação Eugénio de Almeida
* Região: DOC Alentejo, sub-região de Évora – Portugal
* Uvas: Antão Vaz e Arinto
* Volume: 750 ml
* Estilo: branco seco, fresco e gastronômico
* Vinificação: fermentação em inox com breve estágio sobre borras finas para maior textura e complexidade

 

 

Produzido pela tradicional Adega Cartuxa, em Évora, o vinho carrega séculos de história. A região do Alentejo, conhecida por seus dias ensolarados e solos ricos, imprime nos rótulos uma combinação perfeita entre intensidade e elegância. O nome Cartuxa remete aos monges cartuxos, que ali cultivavam vinhas desde o século XVI, trazendo tradição e autenticidade a cada garrafa.

 

E então veio a comida…
Cada sashimi chegava reluzente, com cortes precisos e textura amanteigada. Os nigiris delicados pareciam derreter na boca. Pratos com toques cítricos e levemente picantes criavam um jogo de sabores que fazia o vinho brilhar ainda mais.

 

A acidez do Cartuxa limpava o paladar suavemente, realçando o frescor dos peixes e deixando cada garfada tão prazerosa quanto a primeira. Era como se vinho e comida dançassem juntos — em perfeita harmonia.

 

O Jhun, por sua vez, é um verdadeiro convite aos sentidos.

 

O ambiente elegante e acolhedor, o cuidado em cada detalhe, o serviço atencioso e, principalmente, a excelência da cozinha fazem do restaurante um dos grandes destaques da gastronomia japonesa em Salvador. Ali, comer é uma experiência completa — não apenas uma refeição.

 

Cada prato revela técnica, respeito aos ingredientes e um toque de criatividade que surpreende sem perder a essência japonesa. Um lugar perfeito para celebrar momentos especiais (ou transformar uma noite comum em algo inesquecível).

 

E quando pensei que a harmonização já tinha alcançado seu auge… veio a sobremesa.

 

Uma criação surpreendente e cheia de brasilidade: sorvete cremoso acompanhado de bolo de rolo crocante, doce de leite e goiabada. Uma explosão de texturas e sabores — o frio do sorvete, o crocante delicado do bolo, a doçura envolvente do doce de leite e o toque frutado da goiabada.

 

E, para minha surpresa deliciosa, o Cartuxa branco seguiu harmonizando lindamente também com esse momento doce. Sua acidez equilibrada trouxe leveza à sobremesa, evitando excessos de doçura e prolongando o prazer até o último gole.

 

Para fechar com chave de ouro…

 

Essa harmonização entre o Cartuxa Évora Branco 2023, os pratos japoneses impecáveis e a sobremesa surpreendente do Jhaun foi uma daquelas descobertas que aquecem o coração dos amantes de vinho e gastronomia. Uma prova deliciosa de que, quando há sensibilidade e bons produtos, fronteiras desaparecem — e só fica o prazer.

 

Uma noite de sabores, aromas e encontros felizes que merece ser repetida.