Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
/
Artigo

Artigo

Alerta Carnaval! Alterar por quê? Quem com ferro fere...

Por Reginaldo Santos

Foto: Arquivo Pessoal

Alertamos há muito sobre a situação dos camarotes, da falta de investimento na área musical, da reestruturação dos circuitos, da necessidade da estruturação do carnaval cultural, da criação do fundo de sustentação do carnaval, da permanente unidade e discussões sobre o fortalecimento institucional do carnaval, da alternança de atrações no circuito Osmar. Fizemos inúmeras assembleias, congressos e seminários, encaminhamos à Câmara Municipal projeto para criação do Fundo de Sustentação do Carnaval (idealizado por Reginaldo Santos), com apoio do Conselho Municipal do Carnaval e pela Associação dos Blocos de Salvador (ABS), que tem por finalidade minimizar os sofrimentos das entidades Culturais Carnavalescas, que independente do Carnaval, atuam nas suas comunidades operando projetos sociais relevantes, mas vivem com a cuia na mão.

Alertamos! Sem êxito! Todos os congressos do Carnaval, realizados pela Associação dos Blocos de Salvador, coirmãs e os poderes públicos significaram avanços para o Carnaval. A iniciativa da ABS, pela criação do Conselho Municipal do Carnaval, encaminhando o projeto, por ocasião da Reforma Constitucional de 1989, e o entendimento da maioria absoluta, tendo 34 votos dos 35 vereadores existentes, o que levou à aprovação do projeto e  trouxe a certeza para a comunidade Carnavalesca da não interferência às vezes prejudiciais dos poderes públicos para com o Carnaval. Conselho Promulgado, regulamentado e instalado, um novo tempo para o Carnaval! Assim, foi, e assim será!

Sabemos que as mudanças sempre produzem efeitos bons e ruins, e que, quando levadas a efeito com as discussões necessárias para as adequações entre os seus atores e os seus gestores, e com tempo hábil, tende a menores sacrifícios e prejuízos. Diante dos conflitos ora existentes, blocos, camarotes, corda, cordeiros, empresários, empresas, governos, patrocínios, direito de imagem, patrocinadores e circuitos, faltou tratamento e cuidados com o modelo do negócio  que se estabeleceu há mais de vinte anos e que ficou por muito tempo sem atenção por estar sendo bom para alguns, e hoje tende a  atingir a todos.

Não há de se querer impor a culpa pelos erros cometidos por quem sempre se beneficiou com o negócio Carnaval, ao Conselho Municipal do Carnaval, instrumento da democracia, com um colegiado composto por 32 participantes, inclusive representantes de várias instituições públicas, das administrações Estadual e Municipal, e, ainda da Câmara Municipal de Salvador, além da sociedade civil organizada, ser penalizado por emendas à lei Orgânica, para lhe tirar a competente condição deliberativa e fiscalizadora que lhe foi dada pelo esforço dos carnavalescos e da competência da Câmara Municipal de Salvador, representada por aquela legislatura, em mero Conselho consultivo. A condição de órgão deliberativo e fiscalizador, conferido ao Conselho Municipal do Carnaval, em nenhum momento da sua existência se confundiu com os poderes e os valores constituídos da Administração Púbica, não havendo qualquer motivo que justifique tirar a condição constitucional de deliberar e fiscalizar sobre orientação colegiada e democrática nas questões do Carnaval.

Precisamos fazer uma convocação geral, organizar uma grande assembleia, com todos os envolvidos dos setores governamentais, culturais e empresariais, para juntos e incansavelmente esgotarmos os argumentos e proposições para chegarmos ao consenso e tirarmos o nosso Carnaval da situação conflituosa que se encontra, dando-lhe nova definição, sabedores que somos não servir a ninguém os conflitos. Não adianta isoladamente qualquer setor buscar apoio aqui ou ali os seus interesses, continuando a olhar apenas para o seu próprio umbigo; o carnaval é de todos e para todos! Não podemos cometer mais um erro além dos tantos que já cometemos.

Não pretendo impor ou atribuir culpas, mas propor o imediato entendimento no sentido de evitar maiores danos ao nosso Carnaval. Temos constituídos na lei dois órgãos executivos do Carnaval, Estado e Município, que igualmente precisam chegar a um denominador em prol do nosso Carnaval, tendo no Conselho Municipal do Carnaval, o elo de ligação ideal ao entendimento.

À Unidade! Ao acerto!

* Reginal Santos é jornalista

* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

Compartilhar