Mais mulheres no poder!
Sim, através de muita luta, nós mulheres avançamos na conquista de direitos sociais e políticos, mas ainda somos consideradas inferiores aos homens e queremos transformar essa realidade. Por isso, neste março de 2015, estaremos nas ruas outra vez para dizer não à violência contra a mulher, ao racismo, à homofobia, para cobrar salário igual para trabalho igual, para exigir assistência integral à saúde com garantia de parto humanizado, descriminalização do aborto, direito à creche, investimento em políticas de emprego e renda e maior participação das mulheres nos espaços de poder.
Em 1932 as mulheres conquistaram o direito ao voto, porém, até hoje, não alcançaram o direito de serem votadas plenamente. Explico: apesar de sermos 52% da população total brasileira e representarmos mais de 49% da população economicamente ativa, somos apenas cerca de 10%, nas câmaras de vereadores, assembleias legislativas, no Congresso Nacional e nos demais espaços de poder.
Neste ano, centraremos nossas atenções à questão da participação da mulher nas esferas de poder e na Reforma Política, cujos projetos tramitam no Congresso Nacional. Não aceitaremos nenhum direito a menos, queremos alcançar paridade de gênero em todos os espaços.
Além de corrigir as distorções do sistema eleitoral brasileiro, queremos que a Reforma Política garanta a ampliação da representação das mulheres. A Reforma é importante para suscitar questionarmos sobre as estruturas do Estado e suas bases patriarcais, um estímulo às mudanças estruturais.
Por isso, convocamos todas as mulheres para exigirmos juntas a garantia da eleição de 30% de mulheres para as casas legislativas; eleição em lista fechada com alternância de gênero; cota de 30% dos recursos do fundo partidário para o financiamento de candidaturas femininas; financiamento público das campanhas eleitorais.
A Reforma Política é urgente e fundamental para a qualificação da política no nosso País, mas ela só será justa e verdadeiramente democrática se contemplar a ampliação da participação das mulheres.
Em 1932 as mulheres conquistaram o direito ao voto, porém, até hoje, não alcançaram o direito de serem votadas plenamente. Explico: apesar de sermos 52% da população total brasileira e representarmos mais de 49% da população economicamente ativa, somos apenas cerca de 10%, nas câmaras de vereadores, assembleias legislativas, no Congresso Nacional e nos demais espaços de poder.
Neste ano, centraremos nossas atenções à questão da participação da mulher nas esferas de poder e na Reforma Política, cujos projetos tramitam no Congresso Nacional. Não aceitaremos nenhum direito a menos, queremos alcançar paridade de gênero em todos os espaços.
Além de corrigir as distorções do sistema eleitoral brasileiro, queremos que a Reforma Política garanta a ampliação da representação das mulheres. A Reforma é importante para suscitar questionarmos sobre as estruturas do Estado e suas bases patriarcais, um estímulo às mudanças estruturais.
Por isso, convocamos todas as mulheres para exigirmos juntas a garantia da eleição de 30% de mulheres para as casas legislativas; eleição em lista fechada com alternância de gênero; cota de 30% dos recursos do fundo partidário para o financiamento de candidaturas femininas; financiamento público das campanhas eleitorais.
A Reforma Política é urgente e fundamental para a qualificação da política no nosso País, mas ela só será justa e verdadeiramente democrática se contemplar a ampliação da participação das mulheres.
* Aladilce Souza é vereadora de Salvador pelo PCdoB
* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias
