O Sentido Humano e Cristão da Morte
O ser humano, ao longo de sua existência terrestre, deparou-se com determinadas questões intrigantes. Somente visualizadas sob a ótica de alguma crença, consegue elaborar perspectivas e projetos escatológicos. Tais questões, de certa forma, dão sentido ao caminho percorrido e traçado por cada pessoa: De onde venho? Para onde vou? O que faço neste mundo circundante? Ao lado dessas questões existenciais, nos deparamos com uma realidade misteriosa que parece pôr um fim em todas essas questões e propor novas. Trata-se do mistério da morte, realidade indiscutivelmente misteriosa que, se bem entendida, nos proporcionará caminhos de reflexão para se tentar entender a dimensão escatológica do ser humano.
Ao trilharmos um itinerário conceitual acerca da morte, queremos, na verdade, compreender melhor a nossa existência humana, cuja vocação se configura às realidades eternas. Neste sentido, já podemos estabelecer uma importante inferência: A pessoa humana é chamada a ultrapassar a barreira limitada desta existência imanente e se encaminhar, pela graça do Criador, para uma nova existência, libertada de todas as fragilidades e limitações, pois torna-se participante da eternidade do amor misericordioso de Deus.
Nesta perspectiva, podemos afirmar que a morte não consiste no fim existencial da pessoa humana. A morte não é destruição ontológica do homem. Mas, passagem para uma nova realidade vital. É redirecionamento da vida humana ao infinito. É bem verdade que ninguém escapará deste fim. É uma experiência individualizada e singularizada. O homem é, na expressão do filósofo Heidegger, um ser-para-a-morte [HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Parte II. Trad. Márcia Sá Cavalcante. 12 ed. Petrópolis: Vozes, 2003. p.34]. É impotente, contingente, frágil, limitado...finito. A todo instante o homem se depara com a morte. O ser humano vive e morre a cada instante em sua existencialidade ôntica. A morte extingue todas as relações imanentes que a vida humana estabeleceu ao longo de seu estar-no-mundo. Aniquila nossas atividades no mundo circundante. A morte traz consigo o fim biológico da pessoa humana.
Contudo, para além da morte, há um sentido para a vida humana. Há a esperança, cujas bases se edificam no sentido que se dá ao projeto existencial nesta vida. Assim, insere-se a perspectiva cristã, a qual se orienta pelo projeto de Cristo Jesus em propor um reino de fraternidade e amor misericordioso.
De um modo geral, podemos afirmar que o NT refere-se a este tema relacionado à conseqüência e ao castigo do pecado. Entretanto, a concepção neotestamentária da morte está fundamentada sobretudo na vitória de Cristo sobre a morte, quando o Senhor ressuscitou, garantindo-nos a salvação eterna. Os relatos evangélicos estão elaborados a partir do anúncio da morte e ressurreição de Jesus, fato notável na vida de Jesus. A encarnação do Verbo divino, o Filho de Deus, desemboca em sua morte. Neste contexto, argumenta Comblin [COMBLIN, José. Antropologia Cristã. 3ed. Petrópolis: Vozes,1994. Col. Teologia e Libertação. vol I.p.10]: “Ser homem é enfrentar a morte”. Jesus não contraria essa assertiva, assume tal condição desde o início, sendo obediente ao plano salvífico mesmo que este lhe exija a doação da própria vida em favor de seu amor pela humanidade.
A fé em Cristo traz a certeza ao homem de que ele não morrerá para sempre, mas terá a vida eterna quando participante da ressurreição. A humanidade estaria mergulhada na sombra da morte sem Cristo.
Assim, Cristo, ao morrer por todos, extinguiu todo o poder do pecado, anunciando-nos a boa-nova da vida eterna e reconciliando-nos com Deus. Cumpre-se, portanto, a vontade do Pai. A partir desse fato, a relação entre o homem e a morte sofreu uma profunda transformação, pois o Senhor libertou toda a humanidade do poderio da morte.
Em suma, poderíamos dizer que a morte marca o fim de nossa existência biológica (física) e o início de uma nova realidade ontológica que permanece velada à espera de cada um em determinado momento exato ou prematuro.
Ao trilharmos um itinerário conceitual acerca da morte, queremos, na verdade, compreender melhor a nossa existência humana, cuja vocação se configura às realidades eternas. Neste sentido, já podemos estabelecer uma importante inferência: A pessoa humana é chamada a ultrapassar a barreira limitada desta existência imanente e se encaminhar, pela graça do Criador, para uma nova existência, libertada de todas as fragilidades e limitações, pois torna-se participante da eternidade do amor misericordioso de Deus.
Nesta perspectiva, podemos afirmar que a morte não consiste no fim existencial da pessoa humana. A morte não é destruição ontológica do homem. Mas, passagem para uma nova realidade vital. É redirecionamento da vida humana ao infinito. É bem verdade que ninguém escapará deste fim. É uma experiência individualizada e singularizada. O homem é, na expressão do filósofo Heidegger, um ser-para-a-morte [HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Parte II. Trad. Márcia Sá Cavalcante. 12 ed. Petrópolis: Vozes, 2003. p.34]. É impotente, contingente, frágil, limitado...finito. A todo instante o homem se depara com a morte. O ser humano vive e morre a cada instante em sua existencialidade ôntica. A morte extingue todas as relações imanentes que a vida humana estabeleceu ao longo de seu estar-no-mundo. Aniquila nossas atividades no mundo circundante. A morte traz consigo o fim biológico da pessoa humana.
Contudo, para além da morte, há um sentido para a vida humana. Há a esperança, cujas bases se edificam no sentido que se dá ao projeto existencial nesta vida. Assim, insere-se a perspectiva cristã, a qual se orienta pelo projeto de Cristo Jesus em propor um reino de fraternidade e amor misericordioso.
De um modo geral, podemos afirmar que o NT refere-se a este tema relacionado à conseqüência e ao castigo do pecado. Entretanto, a concepção neotestamentária da morte está fundamentada sobretudo na vitória de Cristo sobre a morte, quando o Senhor ressuscitou, garantindo-nos a salvação eterna. Os relatos evangélicos estão elaborados a partir do anúncio da morte e ressurreição de Jesus, fato notável na vida de Jesus. A encarnação do Verbo divino, o Filho de Deus, desemboca em sua morte. Neste contexto, argumenta Comblin [COMBLIN, José. Antropologia Cristã. 3ed. Petrópolis: Vozes,1994. Col. Teologia e Libertação. vol I.p.10]: “Ser homem é enfrentar a morte”. Jesus não contraria essa assertiva, assume tal condição desde o início, sendo obediente ao plano salvífico mesmo que este lhe exija a doação da própria vida em favor de seu amor pela humanidade.
A fé em Cristo traz a certeza ao homem de que ele não morrerá para sempre, mas terá a vida eterna quando participante da ressurreição. A humanidade estaria mergulhada na sombra da morte sem Cristo.
Assim, Cristo, ao morrer por todos, extinguiu todo o poder do pecado, anunciando-nos a boa-nova da vida eterna e reconciliando-nos com Deus. Cumpre-se, portanto, a vontade do Pai. A partir desse fato, a relação entre o homem e a morte sofreu uma profunda transformação, pois o Senhor libertou toda a humanidade do poderio da morte.
Em suma, poderíamos dizer que a morte marca o fim de nossa existência biológica (física) e o início de uma nova realidade ontológica que permanece velada à espera de cada um em determinado momento exato ou prematuro.
* Mozart Tanajura Júnior é Pós-graduado em Teologia Contemporânea,
mestrando em Letras pela UESB e presidente da Academia Conquistense de Letras
* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias.
