Prefeitos precisam dar exemplo de que querem melhorar a educação
Ao longo das últimas décadas, as escolas públicas perderam em qualidade de ensino no país inteiro porque houve uma migração da classe média para as unidades privadas. O poder de pressão sobre as autoridades por melhorias no sistema gerido pelos governos estaduais e municipais foi reduzido na proporção em que ocorreu essa migração, que foi extremamente danosa à educação brasileira.
Como prefeito de uma cidade de médio porte, acredito que existem intervenções concretas que devem ser tomadas por qualquer gestor para enfrentar o problema, a exemplo de investimentos na estrutura física e reforço pedagógico. Mas as ações simbólicas também são importantes para revertermos esse quadro.
Quando decidi tirar os meus dois filhos da rede privada para matriculá-los na escola pública, o meu objetivo foi dar o exemplo de que, por maior que seja o desafio, o prefeito tem um papel fundamental na tarefa de aprimorar a qualidade da educação e da formação intelectual de uma nova geração de brasileiros. Até porque cabe às prefeituras cuidar das séries iniciais. Fiz isso com a convicção de que essa atitude pode inspirar outros gestores a seguir o mesmo caminho.
Houve uma época no Brasil em que os filhos de políticos estudavam nas escolas públicas. O mesmo valia até para as classes mais abastadas, quando tínhamos uma educação pública com qualidade superior à privada. Mas hoje, os herdeiros dos políticos e da classe média procuram a rede particular porque houve uma queda na qualidade da educação pública no ensino médio e fundamental.
Cabe a nós, políticos, realizarmos ações concretas e simbólicas para mudar esse cenário. Por isso, ao mesmo tempo em que sou favorável à proposta provocativa do senador Cristóvão Rodrigues que obriga filho de político a estudar na rede pública, também estamos trabalhando em Coité para oferecer um ensino de qualidade. Obtivemos avanços como a implantação do ensino integral em 47 unidades e reforço das coordenações pedagógicas, além de promover reformas e ampliações e melhorar as condições salariais dos professores. A educação não é custo, e sim investimento.
Como prefeito de uma cidade de médio porte, acredito que existem intervenções concretas que devem ser tomadas por qualquer gestor para enfrentar o problema, a exemplo de investimentos na estrutura física e reforço pedagógico. Mas as ações simbólicas também são importantes para revertermos esse quadro.
Quando decidi tirar os meus dois filhos da rede privada para matriculá-los na escola pública, o meu objetivo foi dar o exemplo de que, por maior que seja o desafio, o prefeito tem um papel fundamental na tarefa de aprimorar a qualidade da educação e da formação intelectual de uma nova geração de brasileiros. Até porque cabe às prefeituras cuidar das séries iniciais. Fiz isso com a convicção de que essa atitude pode inspirar outros gestores a seguir o mesmo caminho.
Houve uma época no Brasil em que os filhos de políticos estudavam nas escolas públicas. O mesmo valia até para as classes mais abastadas, quando tínhamos uma educação pública com qualidade superior à privada. Mas hoje, os herdeiros dos políticos e da classe média procuram a rede particular porque houve uma queda na qualidade da educação pública no ensino médio e fundamental.
Cabe a nós, políticos, realizarmos ações concretas e simbólicas para mudar esse cenário. Por isso, ao mesmo tempo em que sou favorável à proposta provocativa do senador Cristóvão Rodrigues que obriga filho de político a estudar na rede pública, também estamos trabalhando em Coité para oferecer um ensino de qualidade. Obtivemos avanços como a implantação do ensino integral em 47 unidades e reforço das coordenações pedagógicas, além de promover reformas e ampliações e melhorar as condições salariais dos professores. A educação não é custo, e sim investimento.
*Francisco de Assis é prefeito de Conceição do Coité
