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Marca Bahia Notícias
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Artigo

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Crime sem castigo

Por Pedro Castro

Onze anos após o bárbaro assassinato do jovem Lucas Terra, a Justiça brasileira ainda não conseguiu condenar ou absorver todos os envolvidos neste caso. É sempre difícil lembrar, mas no dia 21 de março de 2001, Lucas Terra foi espancado e carbonizado vivo, após ato de pedofilia realizado por pelo menos uma pessoa já julgada.

O monstro chama-se Sílvio Galiza e este cidadão foi condenado a dezoito anos de prisão. Sua pena deveria ser passar toda a sua infame existência na cadeia. Mas no Brasil não há prisão perpétua. Portanto, Galiza já está em regime semiaberto.  
 
Na época, Silvio Galiza acusou de partícipes desta aberração seus superiores, os bispos Fernando Aparecido da Silva e o pastor Joel Miranda. Para o Ministério Público, os três atuaram juntos. Pois os outros dois ainda não foram a julgamento e esta morosidade do nosso sistema Judiciário causa revolta em Carlos Terra, incansável durante esta sua década de sofrimento na luta por Justiça.
 
Na dor, decidiu não capitular e virou um gigante tendo sempre como foco a elucidação total deste crime sem castigo. Já percorreu diversos locais solicitando apoio para que todos os participantes indicados sejam devidamente julgados. Esteve em contato com diversas ONGs que lutam pelos direitos humanos, assim como cortes internacionais.
 
Diante da violência generalizada que abate as metrópoles brasileiras e o medo constante que aflige as famílias, qualquer pai de família deve ter a consciência de que a barbárie mora ao lado e nossos filhos nunca estão seguros.
 
Por isso, devemos ser solidários ao guerreiro Carlos Terra e cobrar celeridade e a elucidação total dos fatos. Embora tenhamos novidades alvissareiras no Judiciário, muitas delas capitaneadas pela baiana Eliana Calmon quando presidiu o CNJ, o Sistema de (In) Justiça Brasileira ainda é pesado, paquidérmico, e os processos, sobretudo aqueles onde os abastados réus têm a seu dispor caros advogados, ainda caminham a passos de tartaruga.
 
* Pedro Castro é jornalista

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