Paridade: democracia na prática
Como mulher e militante, recebi com extrema alegria a decisão do Partido dos/as Trabalhadores/as de aprovar a paridade entre mulheres e homens. É uma decisão histórica, uma vez que, agora, o PT necessariamente terá o mesmo número de mulheres e de homens nas suas instâncias de direção. Um partido dirigido igualmente por mulheres e homens é a essência desse Partido, nascido dos e com os movimentos sociais e vanguardistas do país.
Seguindo sua vocação vanguardista, em 1991, o PT aprovou a participação de 30% de mulheres nas instâncias de direção. Isso foi decisivo para que o Congresso Nacional aprovasse a participação de no mínimo 30% de mulheres nas chapas partidárias.
Historicamente, as mulheres sempre foram colocadas em situações de desigualdades; o patriarcado impôs às mulheres uma relação de subordinação. É claro que foi preciso, sempre, utilizar a força – física, econômica e política – para que tal subordinação fosse mantida. A subjugação das mulheres se materializa de várias formas: na divisão sexual do trabalho, onde as mulheres chegam a receber até um terço do salário dos homens ocupando o mesmo cargo, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, na exclusão dos espaços políticos, na falta de compartilhamento das tarefas domésticas e dos cuidados com filhos/as.
Na luta das mulheres, cada conquista representa um pilar indispensável à construção de maiores avanços. O que nós, mulheres de hoje, afirmamos é que não aceitamos recuos e retrocessos na luta por uma sociedade definitivamente igualitária, onde mulheres e homens tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Hoje, dirigindo a recém-criada Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, tenho certeza absoluta que decisões como essas devem influenciar outros espaços, para além dos partidos políticos. São exemplos a serem seguidos por todas as instituições, sejam elas públicas, privadas, ou não-governamentais.
A decisão do 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores sinaliza para a sociedade o quão importante é a presença das mulheres nesses espaços. Afirma que as mulheres terão papel decisivo na Reforma Política, porque não aceitarão mais ser maioria da população e minoria no Parlamento.
Por fim, é sempre bom lembrar do velho slogan feminista, ainda tão atual. “Direitos: nem mais e nem menos que os homens; apenas iguais.”
*Secretária de Políticas para as Mulheres – SPM/BA
Seguindo sua vocação vanguardista, em 1991, o PT aprovou a participação de 30% de mulheres nas instâncias de direção. Isso foi decisivo para que o Congresso Nacional aprovasse a participação de no mínimo 30% de mulheres nas chapas partidárias.
Historicamente, as mulheres sempre foram colocadas em situações de desigualdades; o patriarcado impôs às mulheres uma relação de subordinação. É claro que foi preciso, sempre, utilizar a força – física, econômica e política – para que tal subordinação fosse mantida. A subjugação das mulheres se materializa de várias formas: na divisão sexual do trabalho, onde as mulheres chegam a receber até um terço do salário dos homens ocupando o mesmo cargo, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, na exclusão dos espaços políticos, na falta de compartilhamento das tarefas domésticas e dos cuidados com filhos/as.
Na luta das mulheres, cada conquista representa um pilar indispensável à construção de maiores avanços. O que nós, mulheres de hoje, afirmamos é que não aceitamos recuos e retrocessos na luta por uma sociedade definitivamente igualitária, onde mulheres e homens tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Hoje, dirigindo a recém-criada Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, tenho certeza absoluta que decisões como essas devem influenciar outros espaços, para além dos partidos políticos. São exemplos a serem seguidos por todas as instituições, sejam elas públicas, privadas, ou não-governamentais.
A decisão do 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores sinaliza para a sociedade o quão importante é a presença das mulheres nesses espaços. Afirma que as mulheres terão papel decisivo na Reforma Política, porque não aceitarão mais ser maioria da população e minoria no Parlamento.
Por fim, é sempre bom lembrar do velho slogan feminista, ainda tão atual. “Direitos: nem mais e nem menos que os homens; apenas iguais.”
*Secretária de Políticas para as Mulheres – SPM/BA
