Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
/
Artigo

Artigo

GAFE – NÃO HÁ COMO EVITAR, MAS DÁ PARA PREVENIR


Edvalda Bomfim

Em matéria de comportamento, as pessoas geralmente desenvolvem a vontade de agir corretamente, da mesma forma que têm curiosidades em saber o que é errado. Muito embora, os motivos para que se cometa a gafe surgem inesperadamente e são os mais variados possíveis. Quando acontecem, a sensação normalmente é de culpa e de arrependimento. Nem sempre dá para evitar, mas, à medida que vamos percebendo situações especiais e propícias a elas, podemos, com alguma habilidade e atenção, senão evitá-las, ao menos diminuir a sua incidência.
Podemos definir a gafe como uma situação fora do contexto que normalmente gera constrangimentos, fere sentimentos, prejudica negócios, afasta amizades consolidadas e tem efeito devastador.
Impossível prever com exatidão quando ela pode acontecer. Mas, tem marcante preferência por festas, reuniões de negócios, contatos com outras culturas, enfim, situações onde o elemento desconhecido faça parte são circunstâncias propícias a que elas aconteçam e, quase sempre é sem querer. Ninguém as comete propositalmente, pois, se assim for, é grosseria e maldade. Constranger alguém é o máximo da incivilidade, por isso, as pessoas que se intitulam de “muito francas” e “sinceras” devem controlar, em determinadas situações, os seus impulsos para não serem taxadas de mal educadas.
A pessoa realmente elegante tem a sensibilidade desenvolvida, autocontrole, e consegue, neste sentido, que determinados temas ou perguntas não entrem na roda de conversação. Por exemplo: evita os rótulos fáceis e generalizações, como piadas de português, falar mal de algumas profissões, pois a chance de ofender algum interlocutor, ou uma pessoa da família – é enorme.
Fugir de assuntos controversos – aqueles que facilmente exaltam os ânimos – é sempre sensato. Perguntas invasivas também devem ser evitadas a todo custo, como: “quanto você ganha?”, “é sua filha (o)?” ou “quantos anos tem?”, é melhor optar por comentários abertos ou elogiosos (respectivamente: “é uma profissão interessante” -  pois salário é coisa pessoal. “Que linda ou lindo jovem!” – a diferença de idade entre pares hoje em dia é tão comum que este tipo de pergunta deveria ser banido do repertório, dos curiosos, claro. Quanto à idade é uma pergunta que outrora era temida apenas pelas mulheres, mas, hoje, já aborrece também aos homens).
Outras perguntas, tais como: “e o casamento, quando sai?”, “você não estava de dieta?”, ou “você está grávida?”, em nome da elegância e da boa educação devem ser esquecidas, pois normalmente têm um tom pejorativo muito chato.
Dá para remediar, depois do ato falho? “Uma vez configurada, dificilmente a gafe tem solução. Pedir desculpas e seguir em frente é o mais aconselhável”, afirma Claudia Matarazzo, em seu livro “Negócios, Negócios – etiqueta faz a parte”, 2003, Editora Melhoramentos.  Esta atitude, na verdade, dá a entender que, além de assumir o erro, a pessoa respeita os sentimentos dos outros. Procurar conhecer e se manter vigilante às armadilhas da gafe, adotando algumas posturas capazes de preveni-las, também dão bons resultados, como por exemplo:
• Procurar manter uma atitude antenada – principalmente se a situação for nova;
• Na dúvida, perguntar – é melhor agir naturalmente do que forçar uma barra, mostrando ser o que não é ou saber aquilo que não sabe e aí meter os pés pelas mãos;
• Não ser radical ao emitir opiniões – dizer que é “totalmente” contra, que “ama” ou “odeia” alguma coisa, deixa o outro em situação desconfortável para emitir as suas opiniões.
Por fim, os conselhos abaixo, me parecem bem oportunos para que arrependimentos no dia seguinte sejam evitados:

“Menos costuma ser mais em ambientes sociais e de trabalho:
 Comer de menos
Beber de menos
Falar de menos
Se exibir de menos
Permanecer de menos
Seguindo esta orientação você jamais terá motivos para se arrepender”.
Danusa Leão

Edvalda Bomfim é graduada em História com especialização em Administração de Eventos Públicos e Privados, Cerimonial e Protocolo e pós graduanda em Educação a Distância.

Compartilhar