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Artigo

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A PRAÇA É DO POVO

Dentre as inaugurações da programação do aniversário de 462 anos de Salvador, inauguramos duas praças na Cidade Baixa. Recordo que em 2010, também na data do aniversário da cidade, entregamos à população de Stella Maris um dos maiores equipamentos urbanos de lazer da cidade, a Praça de Stella Maris.

O local era inseguro e com denúncia de diversas ocorrências relacionadas à marginalidade, mais precisamente ao tráfico de drogas. Pois o outrora mal iluminado matagal que existia no local foi transformado em uma praça que levou seis meses para ficar pronta e contou com recursos da Prefeitura de Salvador no valor de R$ 1,2 milhão. A área de lazer foi equipada com ciclovia, pista de cooper, skate, quadra de esportes, área verde, equipamentos de ginástica, mesa de jogos, bancos e brinquedos para as crianças, além de quiosques para pequenos comerciantes e uma área destinada à associação de moradores do bairro. A obra era uma reivindicação de mais de 30 anos dos moradores da região e conta com 20 mil metros quadrados.

A criação de centros de convivência urbana a céu aberto e em harmonia com a natureza é uma experiência que devolve os espaços públicos às comunidades numa época onde a insegurança ronda os brasileiros. Afinal, as praças contam com iluminação, muitas em tons azuis e verdes, e contribuem assim com o aumento da segurança nos locais onde são instaladas.

Outros grandes centros de lazer e prática de esportes e também utilizados para atividades culturais foram inaugurados em nossa gestão em locais como o Itaigara, como a Praça Ana Lúcia Magalhães, entregue à população com mais de 25 mil metros quadrados, com parque para portadores de deficiência, ciclovia, pista de cooper, área de ginástica, parque infantil e bancos de madeira de eucalipto tratado, considerados ecologicamente corretos.

Pesquisando na internet sobre a receptividade da população local a esta praça, encontro o depoimento do cidadão Eduardo Bezerra, que ressalta que “em meio a construção de tantos prédios, surgem espaços, como esse, que antes não eram tão valorizados e que hoje tomam um importância que acredito ser imensurável para o bom convívio social de uma comunidade, envolvendo lazer, cidadania, meio-ambiente etc.” Assim como na orla, onde saiu de cena o esqueleto do Clube Português e foi inaugurada a Praça Wilson Lins. O local era sinônimo de insegurança e medo. 


Pois no primeiro semestre deste penúltimo ano de nossa gestão, temos a marca de termos inaugurado 652 praças em toda Salvador. E nossa meta até o final de nosso governo é inaugurar 1.000 praças. Muitas delas dotadas de modernos equipamentos de lazer, como sistema wireless, como o implantado atualmente no grande espaço recreativo, esportivo e cultural inaugurado no Imbuí, ou com obras de paisagismo, como a Praça da Centenário, na Barra.

Somadas às inaugurações das praças, temos o Banho de Luz, que oferece mais segurança para o cidadão transitar pelas principais vias e localidades da capital baiana. Já foram recuperados e instalados mais de 150 mil pontos de iluminação pública em toda a cidade. E as lâmpadas de vapor metálico substituíram as de sódio, por serem mais econômicas e com maior intensidade de iluminação e durabilidade, com um rendimento 15% superior, se comparadas aos anteriores. As novas luminárias incidem de forma homogênea e têm uma intensidade 60% maior que as anteriores.

Avenidas como a Suburbana, Antonio Carlos Magalhães, Barros Reis, Tancredo Neves e Garibaldi foram contempladas. E eis alguns locais que receberam a iluminação cênica: Jardim de Alah a Itapuã, Avenida Bonocô, Comércio, Barra, entrada da cidade, da Rótula do Abacaxi ao Iguatemi, e Bambuzal do Aeroporto internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães.
 
Enfim, a cidade precisa estar bem iluminada e os espaços de convivência devem ser ocupados pelas comunidades. Neste sentido, temos trabalhado de forma contínua em oferecer nos quatro cantos da cidade locais públicos para o lazer, a cultura e a prática de esportes para toda a família. Se, como já dizia o poeta Castro Alves, “a praça é do povo”, cabe ao Poder Público municipal tornar estes locais aprazíveis extensões dos lares das famílias soteropolitanas.

 

* João Henrique de Barradas Carneiro - prefeito de Salvador.

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