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Artigo

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PORTO DE SALVADOR

O Porto de Salvador tem uma função importantíssima na movimentação da economia baiana. Do ponto de vista turístico, vale a pena ressaltar que Salvador hoje é o segundo maior destino de cruzeiros do Brasil, por onde vão transitar, até o Carnaval, aproximadamente 300 mil passageiros – sendo que cada um deixa, em média, 250 dólares por dia na cidade. Do ponto de vista da operação portuária, os resultados são extremamente positivos. Uma olhada para os dados mais recentes nos diz o seguinte: somados, os três portos (Salvador, Aratu e Ilhéus), administrados pela Codeba, movimentaram 9 milhões 274 mil toneladas de carga geral em 2010, um volume 8,7% maior que em 2009. Também a receita de 2010 superou o ano anterior: R$ 95 milhões contra R$ 73 milhões de 2009.

É preciso destacar que o Complexo Portuário Baía-de-Todos-os-Santos (Salvador-Aratu) está apto a receber navios de grande porte e de última geração, com calados de 15 metros, o que é raro nos portos do país e do mundo. A dragagem consumiu recursos da ordem de R$ 100 milhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento.

Em Salvador, além da dragagem, teve início a ampliação do terminal de contêineres, que mais que duplicará a capacidade operacional, hoje de 150 mil TEUs e projetada para até 330 mil entre os anos de 2014 e 2015. Acresça-se a isso, a construção da Via Expressa que descongestionará o acesso rodoviário ao porto, em Salvador, contribuindo para a harmonização da relação porto-cidade.

Ainda sobre a importância estratégica do Porto de Salvador, vale a pela reproduzir as palavras do senador eleito Walter Pinheiro em artigo publicado na imprensa em 30/04/2009: "por que os planejadores da cidade insistem em associar a reabilitação do Comércio à destruição da principal atividade que nele prospera? O Porto de Salvador vai bem. Cresceu em movimentação de carga. E pode ter um desempenho ainda melhor com novos atracadouros, o aumento do calado e a construção da Via Expressa para o tráfego pesado de caminhões. Nada disso, lembremos, impediria o uso de parte de sua área como terminal turístico de passageiros associado a algum equipamento de lazer.”

Da parte da Codeba, apesar das grandes dificuldades encontradas e que estão sendo superadas através das profundas transformações internas realizadas na atual gestão, que já nos asseguraram concentrar em 2010, mais de R$ 27 milhões, em contrapartida ao saldo negativo de até um ano atrás, compreendemos que muito se avançou na Bahia quando o assunto são os portos e a infraestrtura de transportes em geral. A atuação governamental merece ser reconhecida e elogiada nesse árduo processo de recuperação e transformação da Bahia, o que não tem sido diferente quanto aos portos.

José Muniz Rebouças, diretor-presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba)

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