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Artigo

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TEMPO DE RESPONSABILIDADE

Hoje não é possível uma empresa atuar de olhos vendados para o que ocorre ao seu redor. Estamos atentos ao que as companhias fazem – e isso é muito bom. Esse amadurecimento nos trouxe a um estágio de responsabilidade no qual todos ganham. Faz bem às empresas incorporar preocupações que dizem respeito às pessoas e ao planeta. Nos dias atuais, esse é um valor inerente ao world business. São atitudes que deixam de ser modismo para se entronizar, de fato, na cultura das empresas. E os exemplos se multiplicam.

Segundo dados do IBGE, o Brasil possui 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. A maior parte está no Nordeste. Na Bahia, são aproximadamente dois milhões de pessoas com alguma deficiência.

A Lei 8.213/91 representou um avanço, pois tornou obrigatória a reserva de vagas especificamente para estas pessoas, que já trabalham em diversas empresas brasileiras. No entanto, há muito o que trabalhar porque o país ainda não se apresenta – em pleno Século XXI - de maneira a atender às necessidades do portador de deficiência.

As barreiras são diversas: desde a calçada desnivelada que dificulta a locomoção até a falta de preparo de profissionais para lidar com esse público diferenciado. O fato é que ainda não existe uma cultura de inclusão, o que nos distancia do desejado estágio de igualdade social.

Inúmeras iniciativas têm mostrado que há o desejo de mudar as coisas. São atitudes concretas que indicam novos rumos nessa questão. As instituições diretamente ligadas ao tema tem feito um trabalho excepcional de chamar a atenção para o problema, apontar soluções e manter o assunto na pauta do dia.

Organizações não governamentais, como o Instituto GBarbosa, vem trabalhando essas práticas há um bom tempo. O valor dessas iniciativas não está em aderir a um conceito da moda. Esse valor está na prática cotidiana, num compromisso com as comunidades.

Para o empresário consciente, em se tratando de inclusão de portadores de deficiência, não basta cumprir a lei realizando contratações. É necessário adaptar o ambiente de trabalho, oferecer capacitação adequada e estimular o convívio com as diferenças. Essa é uma discussão que interessa a todos.

*Nadja Mattos é diretora de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos da rede GBarbosa, psicóloga formada pela UFBA com especialização em Gestão de Pessoas. É ainda presidente do Instituto GBarbosa.

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