Breve reflexão sobre a Sociedade Anônima dentro do futebol brasileiro e o fim dos clubes; mas a torcida concorda?
A maior paixão do povo brasileiro sem dúvida alguma é o futebol, e junto com ele seguem milhões de torcedores que acompanham, apoiam e contribuem de diversas formas para com o clube do seu coração continuarem a crescer e a entregar o seu melhor que é a alegria e a vontade de torcer.
Ocorre entretanto, que a Lei das Sociedades Anônimas NO FUTEBOL, vem colocando os torcedores dos clubes de futebol em confronto entre o amor ao clube e a dúvida relativa ao sucesso do time e não mais O CLUBE escolhido para torcer desde seu criança, inclusive sob a justificativa nada unânime em afirmarem os maiores interessados que o futebol mudou em todos os sentidos e que hoje ocorre uma tendência em transforma-lo desde a sua formação básica , até a forma de capitação e gerir (GESTÃO), obvio que é saudável, sempre que existir os gestores bem intencionados e que tenham amor ao clube.
Quando um clube de futebol, geralmente crise, recorre, ou até mesmo é em procurado por um grupo financeiro para elaboração de um projeto visando uma transformação na sua pessoa jurídica com repercussão nos demais setores, é necessário que o seu torcedor, esteja a par do que pode acontecer com o clube do seu coração e ter a consciência básica de que, aquele time que o torcedor escolheu para torcer, deixará de existir, não mais será um clube,e este torcedor não podera atraves das assembleias, opinar e votar porque terá dono, e será regido por um grupo investidor. Esta situação vem acontecendo com algumas agremiações, surpreendendo notadamente muitos torcedores, e em especial os menos informados ou os que não se preocuparam com as prováveis consequência advindas com o surgimento de uma S.A (Sociedade anônima). Portanto,se faz imperioso observar os casos de gestão que deram certo e as que notadamente e comprovadamente não tiveram até o momento qualquer êxito concreto que não tenha sido uma simples expectativa e a certeza de altas cifras em contratações sem segurança de um resultado efetivo, pois já está comprovado que a S. A no futebol NÃO GARANTE vitorias e sucessos que as torcidas tanto almejam. Estariam alguns gestores dentro deste contexto, interessados em outros seguimentos e não mais em futebol exclusivamente? Evidente que sim, e isto nos leva a um outro olhar, pois todos do mundo da bola sabem que a razão de existir é o que que acontece com o resultado dentro das quatro linhas e olha que estamos falando e de uma atividade onde o pior ganha do melhor e onde o surpreendente fator entre a técnica e a tática acontece de forma apaixonante mantendo a chama da paixão que levam milhares de torcedores aos estádios de futebol para ver o seu clube do coração jogar.
*Paulo Cezar Duarte Ribeiro é advogado autônomo, ex-conselheiro do ECV, ex-coordenador do futebol e ex-membro do conselho de ética
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