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Opinião: Quem vai defender Flávio Bolsonaro onde o Master reinou?

Por Mauricio Leiro

Foto: Redes sociais

É impensável que, no estado onde o Banco Master começou a “engatinhar” em suas atuações junto ao setor público, Flávio não tenha ninguém para gritar e defendê-lo — ao menos para contrapor o cenário que vem sendo consolidado na opinião pública. Em mais uma disputa eleitoral pelo governo, ACM Neto deverá fugir, novamente, de ter sua imagem associada aos Bolsonaro, já que, na Bahia, essa vinculação poderia inviabilizar, de largada, sua pretensão eleitoral.

 

Com isso, Neto também tende a evitar qualquer manifestação que rebata a percepção popular que vem ganhando força no Brasil em torno do chamado “BolsoMaster”. Porém, sem defesa na Bahia, Flávio também tende a sangrar ainda mais. Em um estado que tenta consolidar a ideia de uma oposição que atua de forma independente da disputa presidencial, o cenário começa a se tornar perigoso. Mesmo sem estarem de mãos dadas, ambos podem acabar sendo puxados para baixo.

 

Se, em Brasília, os bolsonaristas mais xiitas voltam suas críticas para a gestão petista, buscando, de alguma forma, arrastar também o governo e o presidente Lula para o olho do furacão em que o caso está imerso, na Bahia o silêncio predomina.

 

Até mesmo o “representante” do bolsonarismo, o pré-candidato ao Senado João Roma, tem sido reticente em se manifestar. Se ele, que pertence à mesma legenda de Flávio, não tem direcionado fogo contra os petistas em relação ao escândalo do Banco Master, a quem caberá essa tarefa? Alguns ainda duvidam do impacto eleitoral do tema. Mas o vácuo de reação da oposição sobre o caso — seja por sua parcela de contato com o escândalo, seja por fatos ainda desconhecidos do público — pode causar um estrago sem precedentes.

 

Embora haja quem diga que um eventual “acordo de não agressão” esteja em vigor desde que nomes importantes de ambos os lados passaram a ser relacionados ao caso, o que se vê, na prática, é que lideranças nacionais, alheias às disputas baianas, seguem explorando o tema, gerando por aqui uma sequência de questionamentos. Muitos deles ainda sem resposta.

 

E é justamente aí que pode estar o problema.

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