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Ecofolia Solidária: responsabilidade social e sustentabilidade no Carnaval da Bahia

Por Augusto Vasconcelos

Foto: Wuiga Rubini/ GOVBA

O Carnaval da Bahia, uma das maiores festas populares do mundo, é um espetáculo que, além de promover a cultura, a música e a alegria, traz consigo uma série de desafios logísticos e sociais. Entre os diversos aspectos que envolvem esse megaevento, o Ecofolia Solidária, programa do Governo da Bahia, se destaca como um exemplo de ação concreta para garantir a dignidade e o bem-estar de catadores e catadoras de materiais recicláveis, profissionais fundamentais para a sustentabilidade. 

 

Em 2025, o programa se consolidou como a maior edição, desde sua criação: foram cerca de 3,5 mil catadores e catadoras contemplados - um aumento de quase 50%, em relação ao ano passado, a partir de um investimento total de quase R$ 5 milhões. O resultado foi a retirada de 170 toneladas de materiais recicláveis dos circuitos. O Ecofolia Solidária foi idealizado para assegurar condições dignas para esses trabalhadores e trabalhadoras, uma categoria que, historicamente, enfrentou invisibilidade e condições precárias, apesar do papel essencial para a manutenção da cidade limpa durante o Carnaval.

 

O programa do Governo da Bahia oferece equipamentos de proteção individual (EPIs), como fardamento, botas, luvas e protetor auricular, além de garantir uma estrutura de apoio sólida para a comercialização dos materiais recolhidos em 11 Centrais de Apoio montadas nos principais circuitos da festa em Salvador, e em outras duas centrais em Itabuna e Barreiras, cidades também com festejos carnavalescos.

 

Este ano, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, o Ecofolia Solidária ampliou ainda mais o suporte oferecido à categoria. Em parceria com as secretarias estaduais de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Justiça e Direitos Humanos (SJDH); Voluntárias Sociais; Corpo de Bombeiros e Ministério Público do Trabalho (MPT), criamos espaços para banho, com distribuição de refeições e dois espaços de convivência. Esses locais são de extrema importância, pois ofereceram, especialmente às mulheres catadoras, momentos de descanso, alimentação adequada e também a oportunidade de participar de terapias integrativas, como massagem e yoga, que contribuem para o seu bem-estar físico e mental durante a intensa rotina de trabalho no Carnaval.

 

Além de gerar trabalho e renda para milhares de pessoas, o Ecofolia Solidária desempenha um papel fundamental na preservação ambiental. A reciclagem dos materiais coletados durante o evento contribui diretamente para a limpeza da cidade de Salvador e de outras localidades, minimizando os impactos negativos ao meio ambiente e promovendo a sustentabilidade durante o maior evento de rua do planeta.

 

Ao garantir que os materiais recicláveis sejam recolhidos de forma eficiente e organizada, o programa também ajuda a reduzir o volume de resíduos descartados de maneira inadequada, contribuindo para uma cidade mais limpa e ecologicamente responsável.

 

É importante destacar que, ao longo dos anos, o Ecofolia Solidária tem sido uma ação pioneira e de responsabilidade social do Governo da Bahia. Este tipo de iniciativa, que visa melhorar as condições de trabalho dos catadores, deveria ser uma responsabilidade compartilhada entre os diversos atores envolvidos na organização do Carnaval. 

 

O Governo da Bahia tem cumprido um papel que, muitas vezes, deveria ser de responsabilidade municipal e das grandes empresas patrocinadoras do evento, ao investir em proteção e acolhimento dos trabalhadores que garantem a limpeza da cidade e a preservação do meio ambiente. Além disso, expandimos a ação para cordeiros e ambulantes, que também tiveram espaço para alimentação e banho. 

 

Em 2025, o Carnaval da Bahia não foi apenas um espetáculo de cores e sons. Ele  também demonstrou como políticas públicas eficazes podem transformar a vida de milhares de pessoas, proporcionando dignidade aos trabalhadores e às trabalhadoras, inclusão social, renda e sustentabilidade. O Ecofolia Solidária mostra que é possível conciliar grandes festas populares com a promoção de direitos humanos e a preservação ambiental, cujo legado vai além da folia e do turismo.

 

*Augusto Vasconcelos é secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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