Servidores públicos também sofrem com a falta de um imóvel próprio
A campanha Despejo Zero, que foi iniciada durante a pandemia, onde pessoas deixaram de ter um teto por conta das dificuldades financeiras agravadas com o avanço do coronavirus, chamou a atenção para números assustadores. Mais de 6 milhões de pessoas no Brasil não têm onde morar e outras 13 milhões vivem de aluguel.
Com o servidor público não é diferente, sobretudo entre os que estão na faixa de remuneração de até R$ 4 mil. Juros altos, arrocho salarial e sete anos de desvalorização levaram algumas categorias ao alto endividamento impediram que esses trabalhadores almejassem o tão sonhado imóvel próprio.
Com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nós, servidores, passamos a vislumbrar uma oportunidade com a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida que, além de proporcionar moradia para quem mais precisa, garante também que a roda da economia volte a girar.
No âmbito dos servidores da Saúde, Trabalho e Previdência Social, iniciamos as discussões para que os funcionários públicos federais que ainda não compraram a sua casa possam ter essa oportunidade através do Minha Casa Minha Vida Entidades, que foi criado no segundo Governo Lula e torna a moradia acessível para cidadãos de baixa renda.
No âmbito da categoria dos servidores dos ministérios da Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, a iniciativa vai representar uma excelente oportunidade para eles tenham subsídios de até R$ 170 mil na compra da nova casa.
Além disso, temos buscado entendimentos com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para mapeamento e identificação dos imóveis públicos abandonados ou que não estão sendo utilizados para que eles sejam aproveitados em programas de habitação do servidor.
Entendemos que o Governo Federal, em parceria com as administrações Estadual e Municipal podem ter no Minha Casa Minha Vida um grande parceiro para a revitalização do Centro Antigo de Salvador. E vamos além: essa revitalização só se dará quando ocuparmos essa importante região da cidade com residências, pois não há efetivo policial ou de Guarda Metropolitana que resolva a degradação social e urbana de um ambiente.
Moradias dignas, com famílias de servidores ocupando aquele espaço seria o melhor dos mundos para ativar a cadeia produtiva local, que é composta por pequenos comércios, vendedores ambulantes, além de equipamentos de lazer como bares, restaurantes, cinemas e teatros.
Neste caso, a política de habitação contribuiria como indutor de outras atividades como a cultura e o turismo, pois lugar bom para visitar é o lugar preservado e com vida cotidiana.
Vamos buscar essas alternativas para garantir o bem-estar dos trabalhadores e uma cidade mais agradável para baianos e turistas.
*Valdemir Medeiros é diretor da CUT e do SINDPREV-BA
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