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Salvador, 474 anos de história: Um olhar sobre o passado e uma lição de futuro

Por Vitor Azevedo

Foto: Max Haack

Cidade da Bahia. Soterópolis. Boa terra. Salvador. A primeira capital do Brasil, chamada carinhosamente de tantos nomes, completa 474 anos de história neste dia 29 de março. O ano não é qualquer um, afinal também iremos comemorar, em julho, o bicentenário da independência do Brasil na Bahia. Por isso, além da celebração, precisamos mais do que nunca refletir sobre a metrópole que almejamos para o futuro. 

 

Palco de tantas expressões artísticas e culturais, Salvador também é dona de paisagens de tirar o fôlego que fazem da nossa cidade um cenário turístico nacional. Fundada em 1549, foi escolhida como capital por ter uma localização privilegiada e extensa área que atendia às necessidades dos colonizadores da época, que foram expulsos em 1823 do solo da Bahia e, consequentemente, do Brasil. Afinal, a independência só ocorreu de fato com o derramamento de sangue soteropolitano e baiano, de homens e mulheres, brancos, negros e índios corajosos e que enfrentaram os canhões lusitanos.  

 

No coração da cidade, a homenagem ao primeiro governador-geral do país não nos deixa esquecer como passado e presente se misturam nas ruas. A Praça Tomé de Souza, no Centro Histórico de Salvador, é um dos cartões postais mais famosos da capital baiana, principalmente em função da vista privilegiada da Baía de Todos-os-Santos e do Elevador Lacerda. Neste endereço também estão dois prédios fundamentais para as decisões que envolvem os destinos dos soteropolitanos: a Câmara de Vereadores e a Prefeitura. 

 

Assim como os heróis de outrora, famosos ou anônimos, aqueles que na atualidade foram escolhidos democraticamente para gerir os destinos da cidade devem agir com coragem, união e inovação. Salvador não pode continuar sendo, por exemplo, uma das piores capitais do país quando se trata de geração de emprego e renda, segurança e transporte público. Claro, sabemos que são problemas históricos, de décadas, resultantes, em boa medida, de um crescimento desordenado, mas que precisam ser enfrentadas com rigor. 

 

Ao lançar um olhar para o passado e celebrar os 474 anos de Salvador, bem como o bicentenário da independência, acredito que a lição que fica é a da necessidade de entrelaçamento dos atores políticos para a superação desses obstáculos. As eleições já passaram, e a primeira capital do Brasil precisa dessa conjunção de forças para dar um novo salto de desenvolvimento com mais igualdade e justiça social. O que está em jogo é a cidade que queremos deixar para nossos filhos, netos e bisnetos.  

 

Como deputado estadual, meu mandato sempre estará à disposição para colaborar com os demais atores políticos visando a construção de uma Salvador cada vez mais humana e próspera. Só se faz isso com muito trabalho e dedicação. Embora tenha ido muito cedo para Vitória da Conquista, nasci em Salvador, é a terra que amo e onde vivo com minha família. E é sempre um prazer, ao acordar todos os dias, me encantar com tanta beleza, magia e diversidade. Parabéns, Salvador!

 

*Vitor Azevedo é deputado estadual pelo PL

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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