Carreiras UniFTC: Biomedicina Estética aliada ao envelhecimento saudável
Segundo o IBGE, no final da década de 90, o número de pessoas com mais de 60 anos chegou a 14,5 milhões, representando 9,1% da população brasileira. Em estudo mais recente, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais saltou para 14,7% da população. Em números absolutos, esse grupo etário passou para 31,2 milhões, crescendo 39,8% no período até o final de 2021. A expectativa de vida aumentou e com isso falamos hoje de um novo movimento dentro da estética, o conceito ageless, pessoas que não se identificam com a meia-idade e tampouco com os padrões estéticos ou de comportamento impostos para a idade. Envelhecer bem ganhou um novo significado e, neste contexto, ter uma aparência saudável se tornou muito mais que estética, relaciona-se a bem-estar, autocuidado e uma aparência saudável para pessoas de qualquer idade.
Todo esse movimento impacta no mercado estético promovendo estudos e trazendo mais tecnologia para as clínicas, o que caracteriza um crescimento exponencial no mercado nos últimos 20 anos, traduzindo este movimento global em produtos e serviços específicos com objetivo de oferecer mais benefícios e capacidade de manter a pele bonita e cuidada.
O processo de envelhecimento da pele pode ser separado de duas formas: primário, como um processo gradual e contínuo que acontece desde o nosso nascimento e permanece com o passar dos anos; e secundário, atrelado a fatores que favorecem o avanço do processo, mas que podem ser controlados, como hábitos alimentares, fumo, bebidas alcoólicas, exposição ao sol, entre outros fatores.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a partir dos 25 anos o corpo diminui a produção de diversas substâncias que afetam a pele e a partir dos 50 anos, com a queda na produção hormonal, as mudanças na pele acontecem tornando possível notar um rosto com falta de viço, aparecimento de rugas e manchas, além da perda de definição no contorno do rosto. Em muitos casos os aparecimentos nesta idade são decorrentes de exposição solar e hábitos desenvolvidos na infância e juventude, por isso a importância de trabalharmos também com cuidados preventivos, como uso de protetor solar, mudança nos hábitos alimentares, melhora na hidratação e ingestão de água, limpeza regular da pele, adequação da rotina de cuidados, utilização de produtos de qualidade e sem metais pesados e procedimentos indicados para cada faixa etária, conforme necessidade.
Como profissionais biomédicos utilizamos tratamentos e tecnologias que podem ser iniciadas em diferentes fases com objetivo de promover uma pele mais bonita atrelado ao envelhecimento saudável, bem como, atenuar os sinais da idade, afinal, uma pele bem tratada está menos propensa a desenvolver afecções, manchas e rugas. Tratamos desde as camadas mais profundas até as camadas superficiais da derme, buscando hidratação, clareamento de manchas, estímulo do colágeno e reposicionamento tecidual. Existem hoje procedimentos realizados em clínicas que auxiliam nos cuidados preventivos e na melhora dos sinais já existentes como peeling químico, toxina botulínica, bioestimulador de colágeno, fios de PDO, preenchimento com ácido hialurônico, skinboosters e ultrassom microfocado.
O processo de envelhecimento é algo natural, que ocorre com todo ser humano. Contudo, envelhecer bem e com saúde pode ser uma escolha, e esta escolha só tende a gerar benefícios. Os tempos mudaram e, hoje, as pessoas de 60 anos são ativas, algumas estão no mercado de trabalho e se preocupam com a saúde, o físico e beleza, desta forma, o mercado e profissionais da estética precisam acompanhar esta evolução.
*Louise Barreto é biomédica esteta, mestre em Biologia e Biotecnologia de Microorganismos (UESC) e habilitada em Estética Facial e Corporal. É também coordenadora de Biomedicina da Rede UniFTC e Unex.
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