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Artigo

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Carreiras UniFTC: A Psicologia no mundo Jurídico

Por Cibele Carvalho

Foto: Arquivo Pessoal

A Psicologia Jurídica, também chamada de Psicologia Forense, leva a uma percepção mais clara de como as áreas estão mais interprofissionais do que nunca. Isso ocorre mesmo em áreas que se mostram um tanto distantes, mas que na realidade necessitam de apoio uma da outra.

 

A aplicação de conhecimentos psicológicos nos assuntos que se relacionam com o Direito, abordando a saúde mental, estudos sociojurídicos de crimes e avaliando a personalidade da pessoa natural, direcionam a percepções objetivas na elucidação de andamentos processuais com importante colaboração nas áreas da cidadania, violência e direitos humanos. O papel da Psicologia Forense objetiva também na busca de possibilidades para o bem-estar e recuperação do indivíduo.

 

Há algumas atribuições identificadas dentro desta área. Uma das principais funções é a de atestar as condições mentais de réus em processos. É de tamanha importância a ponto de uma avaliação chegar a resolução atestando a incapacidade ou a insanidade mental do indivíduo no momento do ato ilícito, podendo levar a extinção da punibilidade. Ou ainda em casos como: alienação parental, violência doméstica, abuso contra menor de idade, entre outros.

 

O ramo da Psicologia Carcerária é outra atuação interessante por ter um profissional ativo acompanhando detentos em busca da ressocialização e readaptação ao convívio social, sejam aqueles que estão em liberdade condicional ou internados em hospitais penitenciários. Assumem também o papel de minimizar efeitos da privação de liberdade. Há ainda a possibilidade de direcionamento para as famílias dos encarcerados ou suporte a vítimas, bem como, seus familiares vulnerabilizados.

 

O psicólogo atuante na área de Direitos Humanos executará algumas políticas como atividades socioeducativas, programas de prevenção à violência e atendimento de populações vulneráveis e em situação de risco, além de pesquisas a fim de ampliar possibilidades nas aplicações já conhecidas.

 

Direito do Trabalho também convém a atuação da Psicologia Jurídica na medida que necessite de análise sobre doenças psíquicas em ambiente laboral, bem como, a verificação de tratamentos junto ao médico perito. Outra vertente se dá em processos cíveis de adoção que podem demandar a análise para atestar condições emocionais de um incapaz ao receber um novo lar ou ter a guarda compartilhada entre os genitores perante um divórcio litigioso.

 

No universo da Psicologia Jurídica brasileira há uma infinidade de outros ramos que podem ter a atuação de um profissional da saúde mental, mas ainda há uma concentração de atuantes em setores mais tradicionais, como na psicologia penitenciária, jurídica e nas questões da infância e juventude e questões da família. Contudo, não se pode deixar de perceber tamanha a importância do intercâmbio de saberes para uma melhor condução na resolução dos problemas do mundo jurídico.

 

*Cibele Carvalho é Mestranda em Psicanálise, especialista em Psicanálise e docente da Rede UniFTC

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias 

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